Mestrado

//www.cobrac.ufsc.br/logos/logo_ufscII.jpg” contém erros e não pode ser exibida.O Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSC compreende três áreas de concentração com diferentes linhas de pesquisa, às quais se vinculam os professores orientadores e os mestrandos e doutorandos a partir do ingresso no Programa. As áreas de concentração e linhas de pesquisa agrupam pesquisadores em torno de temáticas comuns de investigação e expressam tanto a diversidade de possibilidades em psicologia quanto a unidade que caracteriza a proposta de formação de mestres e doutores que é oferecida.

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO 2: PRÁTICAS SOCIAIS E CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO

Congrega estudos sobre a constituição do sujeito e a questão das diferenças em contextos de discurso e práticas em variadas dimensões da vida social a partir de orientações teórico-metodológicas específicas.

Linhas de pesquisa:

3 - Relações de poder e escolha profissional em contextos sociais
Constituição do sujeito e suas escolhas profissionais, as relações de trabalho e de poder instituídas em contextos sócio-laborais.

ORIENTADOR: *Dr. Kleber Prado Filho: Pós-Doutor em História pela UNICAMP, Doutor em Sociologia pela USP (1998), Mestre em Administração pela UFSC (1989) e Graduado em Psicologia pela PUC-MG (1977). É professor do departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na graduação e pós-graduação nas áreas de Ética, Pesquisa, Epistemologia, História, Teorias e Sistemas em Psicologia, envolvendo temas relativos a subjetividade, práticas discursivas, relações de poder e governamentalidade. Autor de uma trilogia de livros a respeito do Pensamento de Michel Foucault, atualmente trabalha em um projeto de pesquisa relativo a Arqueologia das Ciências Humanas a partir desta perspectiva.

 

Dissertação:

Primeiro ano, ainda elaborando instrumentos de pesquisa e temáticas da dissertação. Essa por enquanto mais me fascinou:

 

GEOprocessamento como prática biopolítica de governo

UFSC – Universidade Federal de Santa catarina

Autores:

Mdo. Cristian Caê Seemann Stassun

Dr. Kleber Prado Filho

Governo; Biopolítica; Geoprocessamento;Foucault.

RESUMO

 

Desde que foram lançadas, no primeiro semestre de 2005, as fotos de satélite de alta resolução do “google earth” possibilitaram ao sujeito que tem internet, visualizar do espaço sua cidade, bairro e casa. Com uma velha idéia, uma nova tecnologia surgiu também para outras utilidades. As aerofotografias que eram feitas com balões de ar quente desde a metade do século XIX, são transformadas agora, numa cartografia que integra a um banco de dados uma rede de informações organizadas para gestão de cidades. Falamos das geotecnologias. Com o geoprocessamento de um município se obtém camadas de informações de várias áreas como infra-estrutura, saúde, educação, saneamento, criminalidade; permitindo a construção e o planejamento de políticas públicas mais efetivas. Porém, numa sociedade onde esses dados são essencialmente estratégicos, surge um tipo “mercado” de informações que será problematizado por essa pesquisa. Para isso será feita uma arqueologia dos discursos que possibilita a emergência dessa geotecnologia e uma pesquisa histórica dessa prática de governo e seus efeitos biopolíticos sobre as populações.

http://maps.google.com/

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Demonstracao de utilizacao do Google Maps com imagens de satelite

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GRUPO FOUCAULT - Universidade Federal de Santa Catarina

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Responsável: Prof. Dr. Kleber Prado Filho

Monitora: Mestranda Simone Martins

A programação do 2º Semestre de 2007

*MINICURSOS:

Dia: Quartas-feira

22/08: Nascimento das Prisões - Simone Martins

05/09: Genealogia do Poder - Carlos

19/09: Genealogia das Sociedades Ocidentais - Cristian Stassun

03/10: Genealogia do Individuo Moderno - Janaina Geraldini

17/10: Genealogia da Psicologia - Michele

31/10: Arqueologia do Saber

14/11: Genealogia da Ética

Hora: 18:30

Local: Centro de Filosofia e Ciências Humanas - UFSC

Idéias para Imagens do Grupo (Clique para aumentar):

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Quem é Michel Foucault

Quando morreu, em 25 de junho de 1984, Michel Foucault era o pensador mais famoso do mundo. Hoje ele já é considerado um dos autores mais citados do século. Brilhante em uma geração de homens brilhantes (entre muitos companheiros de estudos destacavam-se Pierre Bourdieu e Paul Vayne, entre seus amigos figuram Pierre Boulez, Roland Barthes e Gilles Deleuze), Foucault sobressaiu-se desde o começo de sua carreira universitária. Seus professores (Maurice Merleau-Ponty, Georges Dumézil, Louis Althusser, Jean Hyppolite, Georges Canguilhem) acreditavam, desde que o conheceram, que ele era “a promessa de sua geração”. Sua produção repercute em várias áreas do saber, e em campos como, o direito, medicina, filosofia, história, sociologia, psicologia, enfermagem, psiquiatria, política, administração. O tripé que hoje pode ser visualizado, poder-saber-subjetividade, instrumentaliza observar as práticas sociais de disciplinamento, controle, exame, vigilância e produção de corpos; as práticas discursivas e produção de verdade; e as relações éticas construídas historicamente nas práticas e tecnologias de si.

Livros disponíveis on-line:

Microfísica do Poder

Vigiar e Punir

A Ordem do Discurso

A Verdade e as Formas Jurídicas

O Sujeito e o Poder (espanhol)

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Sites sobre Foucault

-Site do Centro Michel Foucault

Michel Foucaul Archives é uma iniciativa do Centre Michel Foucault e do Institut Mémoires de l’Édition Contemporain. O site ainda está em construção, mas já traz conteúdos bem básicos sobre o autor, como uma cronologia de sua obra, a digitalização de alguns manuscritos - como o curso de 1981-82 que Foucault deu no Collège de France - e algumas fotos. Em breve, haverá vídeos, promete o site que tem interfaces em inglês, francês, espanhol, chinês e árabe. Na equipe responsável pelo site está Daniel Defert, antigo companheiro de Foucault e quem detém a guarda, zela e administra muita coisa inédita.

- Site da UNB.

- Site da UNICAMP.

-Site Wikipédia em francês.

-Site da CSUN em inglês.

-Site Foucault Resources e fotos.

-Site Libertaire em francês.

-Site - ¿Qué es la crítica? Un ensayo sobre la virtud de Foucault - Judith Butler

-Site do Collège de France

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Vídeos (Clique)

http://cristianccss.wordpress.com/tag/michel-foucault/

http://www.dailymotion.com/Paroles_des_Jours/foucault

Foucault, o iluminismo e a Modernidade

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“AS LUZES QUE DESCOBRIRAM AS LIBERDADESINVENTARAM TAMBÉM AS DISCIPLINAS”(Michel Foucault) O pensamento filosófico e as ciências humanas em geral destacam, em suas produções e análises mais recentes, a importância do Iluminismo, como impulso decisivo à Modernidade. As produções filosóficas deste século gastaram tempo e pesquisa na análise do vínculo entre Iluminismo e Modernidade. Exemplos evidentes estão na Escola de Frankfurt, (Habermas, mais recentemente) e no pensamento de Michel Foucault.O tema da relação existente entre Foucault e a Modernidade foi explorado com profundidade por Rouanet e Merquior, embora com resultados muito diferentes. Aliás, na década de oitenta, pudemos assistir a um longo e produtivo debate sobre a pertença de Foucault à herança iluminista, ao legado das “Luzes”.Várias leituras são possíveis. Parece viável vincular Foucault às “Luzes” se a leitura de suas obras privilegiar o universo temático. De fato, Foucault continua tratando os mesmos temas: ciência, razão, liberdade etc. Contudo, há consistência na concepção que separa Foucault do Iluminismo, pelo fato do mesmo ter realizado uma crítica vigorosa à idealização de uma civilização, tal como ocorreu nos séculos XVIII e XIX. Uma abordagem possível para esta questão aparece na afirmação de Foucault: “As ‘Luzes’ que descobriram as liberdades inventaram também as disciplinas”. Esta afirmação demonstra, no mínimo, a ambivalência das “luzes”, suas realidades subterrâneas e, no limite, uma posição crítica na qual Foucault apresenta-se pelo menos desconfiado em relação aos progressos da razão moderna, ou em relação aos sucessos do Esclarecimento.

O Iluminismo (Aufklarung) foi a “atmosfera” na qual viveram os homens nos séculos XVIII e XIX. Significou uma grande aposta feita pela humanidade nas possibilidades da razão. Na Idade Média, a humanidade havia encontrado refúgio na fé, elemento essencial da civilização que ficou conhecida como Cristandade. Os medievais permaneceram séculos em condições precárias; não se transformaram em sujeitos. Foi impossível estar no “domínio de si” tendo a fé – um princípio extrínseco – como elemento essencial da vida humana. Não encontraram em si mesmo o princípio que lhes permitisse vir a público e dizer “Eu sou”.
As “Luzes” modernas confirmaram um novo estatuto de humanidade. Glorificaram a razão, disparando sobre a Cristandade palavras duras:”Tremei! Tremei! É chegada ao povo a idade da razão”, ou “Esmagai a Infame”, (a velha Igreja, representante da clericalização e ortodoxia).Tais pensamentos, do francês Voltaire, dão a dimensão da profundidade crítica do Iluminismo. A História parecia confirmar o triunfo racional, com um progresso contínuo e avalassador. As revoluções (Francesa e Industrial) confirmavam tempos melhores para a humanidade. Muitos compromissos: o otimismo pedagógico; a racionalização do Estado, pela via do contrato jusnaturalista; a dessacralização da natureza e do mundo pela técnica; a naturalização da moral… Os filósofos brindaram ao “Império da Razão”, em contraposição ao “Império da Fé”, visto como obsoleto, arcaico, obscuro.











Todavia , as “Luzes” perderam intensidade no século XIX, iluminando muito menos do que prometeram. Ocorreu uma irrupção da vida no pensamento filosófico. A partir da segunda metade do século XIX, os alicerces da razão foram sendo destruídos por algumas idéias. Podemos citar a crítica marxista ao liberalismo, a crítica nietzscheana ao cristianismo e a crítica freudiana ao racionalismo. No espaço de aproximadamente 70 anos, estes mestres da filosofia contemporânea arrasaram com as bases econômicas, políticas, morais e culturais da Modernidade.Foucault não foi condescendente diante das “Luzes” e com a civilização idealizada pelos esclarecidos e iluminados, a Modernidade. Avançou sobre as mesmas com o seu estilo filosófico corrosivo, aparentemente niilista. Estabeleceu periodizações, demonstrando que na modernidade houve um seqüestro das possibilidades subjetivas das pessoas, capturadas por uma grande rede de poderes e saberes, a qual denominou Sociedade Disciplinar. O pensamento de Foucault está fincado na História. Privilegiando o eixo sincrônico, sensível aos cortes de classes ( preciosos ao materialismo dialético), periodizou os últimos séculos, identificando três momentos bem nítidos: a Renascença (XVI); a Idade Clássica (XVII – XVIII); a Modernidade (XIX – XX). Sem preocupações economicistas, empreendeu uma arqueogenealogia nos subterrâneos da história e cultura ocidentais, demonstrando ter havido uma dinâmica confusa na Modernidade: na superfície da realidade, ocorreu o triunfo da razão, com a dessacralização do mundo, a cidadania, a democracia representativa, a liberdade de expressão etc…; nos subterrâneos, houve um processo desumano de disciplinarização, que anulou a experiência subjetiva das pessoas, confinando-as nos limites da normalidade.


Eis a ambivalência! Enquanto os homens adquiriam direitos, viam surgir possibilidades e obtinham a proteção das instituições (escola, casamento, família, hospitais, prisões…), simultaneamente, estavam sendo “empurrados” ao encontro de identidades “sabidas e definidas” pelos poderes que os dominavam. Em “Vigiar e Punir” (1975), Foucault alertava: “As disciplinas reais e corporais constituíram o subsolo das liberdades formais e jurídicas”(3). As disciplinas constituem uma tecnologia política, uma maneira eficaz de lidar com espaços, tempo, vigilância e registro de informações. Surgiram como resposta às urgências históricas colocadas pelo mundo urbano-industrial. Criaram o homem adequado a critérios de utilidade-docilidade: útil economicamente, pelo trabalho e produção; dócil politicamente, pela passividade, resignação e disciplina. Se na superfície da Modernidade resplandeciam as “Luzes da Razão”, no subterrâneo alastravam-se as “trevas” de uma poderosa tecnologia política.Podemos opor os sonhos da Razão às realidades das disciplinas, começando pela própria idéia de Razão. Os iluministas a colocaram no centro dos debates do século XVIII. Conceberam-na como “luz natural”, em oposição a fé, “luz sobrenatural”; como princípio intrínseco ao homem, uma faculdade inteiramente humana, disponível ao domínio humano, imanente ao homem. Na percepção de Foucault, os discursos da Razão – a ratio ocidental – emergiram no meio de dispositivos que agregaram ciências, instituições, comportamentos, regras, produzindo a idéia de normalidade. As ciências foram consideradas pelos iluministas nas suas possibilidades de desmistificação do mundo, ainda impregnado de explicações religiosas. Foucault demonstrou que a pretensão das ciências ao monopólio da verdade tornou-as positividades ingênuas. Surgiram das relações entre poderes e saberes, da reciprocidade entre as instituições e uma variada produção discursiva, estando sensíveis aos jogos de poder, às lutas, às relações de força. Em última instância, demonstrou que as ciências não garantiram a desmistificação do mundo.
A Razão e as ciências, mas também o otimismo pedagógico, são marcas dos visionários do Iluminismo. Foucault demoliu a crença no valor messiânico da educação, da escolarização. Acreditava-se que as pessoas poderiam viver socialmente sob a direção da Razão, desde que fossem preparadas para tal, pela instituição escolar. Esta se encarregaria de educar a todos, no sentido da razoabilidade, da adesão ao formalismo, ao mundo jusnaturalista, contratual. Foucault apresentou o outro lado da escolarização, evidenciando que a escola colaborou decisivamente para o processo de normalização, tornando-se um lugar de adestramento.Na política, a arqueogenealogia de Foucault apontou uma vinculação traiçoeira entre cidadania e normalidade no interior das democracias representativas, consideradas a materialização dos ideais jusnaturalistas.
Outros conceitos e temas foram submetidos à crítica: conhecimento, moral, ética.*O trabalho de Foucault é dificilmente classificável na constelação das filosofias contemporâneas. O conjunto de suas obras e seus itinerários de vinte anos faz aparecer um pensador preocupado com os temas do saber, poder e sujeito, incomodado pela violência da normalização e pelos exageros e excessos da disciplinarização. Foucault iluminista? Não há em Foucault claros indícios de pertença à tradição iluminista (ainda que na sua linha mais crítica). As pistas classificatórias de que dispomos não nos permitem aproximá-lo de forma segura da Pós-Modernidade. Esta originalidade, incômoda para alguns, talvez seja a própria força de seu pensamento que, sem dúvida, oferece uma contribuição valiosa para a discussão das questões pertinentes ao que se convencionou chamar “Pós-Modernidade”.

,0Bibliographie de Michel Foucault

  • Michel Foucault, Naissance de la clinique. Une archéologie du regard médical, Presses Universitaires de France, Paris, 1963, 212 p. (ISBN 2130420885)
  • Michel Foucault, Sept propos sur le septième ange, Fata Morgana, Paris, 1970, 64 p. (ISBN 2851942085)
  • Plusieurs volumes sont parus, transcriptions de ses cours au Collège de France :
    • 1973-74 : Michel Foucault, Le pouvoir psychiatrique, Gallimard, Paris, 2003, 399 p. (ISBN 2020307693)
    • 1974-75 : Michel Foucault, Les anormaux, Gallimard, Paris, 1999, 351 p. (ISBN 2020307987)
    • 1975-76 : Michel Foucault, « Il faut défendre la société », Gallimard, Paris, 1997, 283 p. (ISBN 2020231697)
    • 1977-78 : Michel Foucault, Sécurité, territoire, population, Gallimard, Paris, 2004, 435 p. (ISBN 2020307995)
    • 1978-79 : Michel Foucault, Naissance de la biopolitique, Gallimard, Paris, 2004, 355 p. (ISBN 2020324016)
    • 1981-82 : Michel Foucault, L’herméneutique du sujet, Gallimard, Paris, 2001, 540 p. (ISBN 2020308002)

Biographies [modifier]

  • Jeannette Colombel, Michel Foucault, la clarté de la mort, Odile Jacob, Paris, 1994, 296 p. (ISBN 2738102611)
  • Didier Eribon, Michel Foucault, 1926-1984, Flammarion, Paris, 1989
  • Didier Eribon, Michel Foucault et ses contemporains, Fayard, Paris, 1994, 366 p. (ISBN 2213593361)
  • David Macey (trad. Pierre-Emmanuel Dauzat), Michel Foucault, Gallimard, Paris, 1994, 577 p. (ISBN 2070736806)
  • (en) James Miller, The passion of Michel Foucault, Simon & Schuster, New York, 1993, 491 p. (ISBN 0671695509)
  • Claude Mauriac, Le Temps immobile, vol. 3 : Et comme l’espérance est violente, Grasset, Paris, 1976 (réimpr. 1988), 592 p. (ISBN 2246003121)

Études de l’œuvre [modifier]

  • Francesco Paolo Adorno, Le style du philosophe : Foucault et le dire vrai, Kimé, Paris, 1996, 161 p. (ISBN 2841740579)
  • Jean-Marie Auzias, Michel Foucault, La manufacture, Lyon, 1986, 251 p. (ISBN 2904638644)
  • Jean Baudrillard, Oublier Foucault, Galilée, coll. « L’Espace critique », Auvers-sur-Oise, 1977 (réimpr. 1997), 87 p. (ISBN 2718600608)
  • Pierre Billouet, Foucault, Les Belles Lettres, coll. « Figures du savoir », Paris, 1999 (réimpr. 2003), 220 p. (ISBN 2251760172)
  • Maurice Blanchot, Michel Foucault tel que je l’imagine, Fata Morgana, Fontfroide-le-Haut, 1986, 64 p. (ISBN 2851941356)
  • François Boullant, Michel Foucault et les prisons, Presses Universitaires de France, Paris, 2003, 127 p. (ISBN 2130524389)
  • Michel de Certeau, Histoire et psychanalyse entre science et fiction, Gallimard, Paris, 1987 (réimpr. 2002), 310 p. (ISBN 2070404935)
  • Philippe Chevallier (philosophe), Michel Foucault. Le pouvoir et la bataille, Pleins Feux, Nantes, 2004, 95 p. (ISBN 2847290133)
  • Gilles Deleuze, Foucault, Éditions de Minuit, Paris, 1986, 141 p. (ISBN 2707310867)
  • Hubert Dreyfus, Paul Rabinow (trad. Fabienne Durand-Bogaert), Michel Foucault. Un parcours philosophique, Gallimard, Paris, 1984, 366 p. (ISBN 2070702421)
  • Didier Eribon, Réflexions sur la question gay, Fayard, Paris, 1999, 526 p. (ISBN 2213600988)
  • Frédéric Gros, Michel Foucault, Presses Universitaires de France, coll. « Que sais-je ? », Paris, 1996, 126 p. (ISBN 2130476864)
  • Frédéric Gros, Foucault et la folie, Presses Universitaires de France, coll. « Philosophies », Paris, 1997, 126 p. (ISBN 2130490751)
  • Frances Fortier, Les stratégies textuelles de Michel Foucault : un enjeu de véridiction, Nuit blanche, Québec, 1997, 321 p. (ISBN 2921053640)
  • Angèle Kremer-Marietti, Michel Foucault et l’archéologie du savoir, Seghers, 1974
  • Angèle Kremer-Marietti, Michel Foucault, Archéologie et généalogie, Livre de Poche, Paris, 1985, 285 p. (ISBN 2253037729)
  • Pierre Macherey, « Foucault, éthique et subjectivité », dans la revue Autrement (ISSN 07510144) n°102, novembre 1988.
  • José-Guilherme Merquior, Foucault ou le nihilisme de la chaire, Presses Universitaires de France, coll. « Sociologies », Paris, 1986, 203 p. (ISBN 2130396593)
  • (de) Stephan Moebius, Die Zauberlehrlinge : Soziologiegeschichte des Collège de Sociologie, Konstanz, 2006, 552 p. (ISBN 3896695320)
  • Jean-Claude Monod, Foucault : la police des conduites, Michalon, Paris, 1997, 121 p. (ISBN 2841860663)
  • Lawrence Olivier, Michel Foucault : penser au temps du nihilisme, Liber, Montréal, 1995, 245 p. (ISBN 2921569213)
  • Mathieu Potte-Bonneville, Michel Foucault, l’inquiétude de l’histoire, Presses universitaires de France, coll. « Quadrige », Paris, 2004, 311 p. (ISBN 2130546668)
  • John Rajchman (trad. Sylvie Durastanti), Michel Foucault, la liberté de savoir, Presses universitaires de France, Paris, 1987, 152 p. (ISBN 2130397921)
  • Judith Revel, Le vocabulaire de Foucault, Ellipses, Paris, 2002, 68 p. (ISBN 2729810889)
  • Judith Revel, Michel Foucault. Expériences de la pensée, Bordas, Paris, 2005, 256 p. (ISBN 2047299446)
  • Paul Veyne, Comment on écrit l’histoire, suivi de Foucault révolutionne l’histoire, Seuil, Paris, 1979 (réimpr. 1996), 438 p. (ISBN 2020287781)
  • Jocelyne LE BLANC, L’archéologie du savoir de Michel Foucault : pour penser le corps sexué autrement, L’Harmattan, Paris, 2004, 284 p. (ISBN 2-7475-6112-7)

Regards croisés (ordre chronologique de parution) [modifier]

  • John Rajchman (trad. Oristelle Bonis), Érotique de la vérité. Foucault, Lacan et la question de l’éthique, Presses universitaires de France, coll. « Pratiques théoriques », Paris, 1994, 198 p. (ISBN 213046319)
  • Stéfan Leclercq (dir.), Gilles Deleuze, Michel Foucault, Continuité et disparité, revue Concepts (ISSN 13766147) no 8, Sils Maria, Paris, 2004, 120 p. (ISBN 2930242469)
  • Yves Cusset et Stéphane Haber (dir.), Habermas et Foucault, CNRS, coll. « Philosophies », Paris, février 2006, 240 p. (ISBN 2271064015)

Ouvrages collectifs (ordre chronologique de parution) [modifier]

  • Association pour le Centre Michel-Foucault, Michel Foucault philosophe : rencontre internationale Paris, 9, 10, 11 janvier 1988, Seuil, coll. « Des travaux », Paris, 1989, 405 p. (ISBN 2020102560)
  • David Couzens Hoy et al.,Michel Foucault. Lectures critiques, De Boeck-Wesmael, Bruxelles, 1989, 272 p. (ISBN 2804112462)
  • Luce Giard (dir.), Michel Foucault. Lire l’œuvre, J. Millon, Grenoble, 1992, 226 p. (ISBN 2905614692)
  • Françoise Proust (dir.), Foucault, dix ans après, Presses universitaires de France, revue Rue Descartes (ISSN 11440821) no 11a, Paris, 1994
  • Alain Brossat (dir.), Michel Foucault : les jeux de la vérité et du pouvoir, Presses universitaires de Nancy, Nancy, 1994, 242 p. (ISBN 2864807521)
  • Remi Lenoir (dir.), “Michel Foucault, surveiller et punir : la prison vingt ans après, dans Sociétés et représentations (ISSN 12622966) no 3, CREDHESS, novembre 1996, 444 p.
  • Lucio dAlessandro et Adolfo Marino (dir.), Michel Foucault, trajectoires au cœur du présent, L’Harmattan, Paris, septembre 1998, 318 p. (ISBN 2738468101)
  • Biopolitique et biopouvoir, Exils, revue Multitudes (ISSN 02920107) no 1, Paris, 2000, 240 p. [lire en ligne]
  • Charles Zarka (dir.), Michel Foucault : de la guerre des races au biopouvoir, revue Cités (ISSN 12995495) no 2, Presses universitaires de France, Paris, avril 2000, 246 p. (ISBN 213050535X)
  • Jean-Claude Zancarini (dir.), Lectures de Michel Foucault, vol. 1, À propos de « il faut défendre la société », ENS Éditions, coll. « Theoria » (ISSN 12640514), Lyon, 2001, 115 p. (ISBN 2847880186)
  • Frédéric Gros (dir.), Foucault. Le courage de la vérité, Presses universitaires de France, coll. « Débats philosophiques », Paris, 2002, 168 p. (ISBN 2130523315)
  • Emmanuel da Silva (dir.), Lectures de Michel Foucault, vol. 2, Foucault et la philosophie, ENS Éditions, coll. « Theoria » (ISSN 12640514), Lyon, 2003, 134 p. (ISBN 2847880178)
  • Pierre-François Moreau (dir.), Lectures de Michel Foucault, vol. 3, Sur les Dits et Ecrits, ENS Éditions, coll. « Theoria » (ISSN 12640514), Lyon, 2003, 101 p. (ISBN 2847880186)
  • Guillaume Le Blanc et al., Foucault au Collège de France, un itinéraire, Presses universitaires de Bordeaux, Bordeaux, 2003, 227 p. (ISBN 286781295X)
  • Stéfan Leclercq (dir.), Abécédaire de Michel Foucault, Sils Maria, Mons, 2004, 219 p. (ISBN 2930242450)
  • Mathieu Potte-Bonneville (dir.), Michel Foucault (1984-2004), revue Vacarme (ISSN 12532479) no 29, Verticales, Paris, automne 2004, 172 p. [lire en ligne]
  • Jean-François Bert (dir.), Michel Foucault : usages et actualités, revue Le Portique (ISSN 12838594) no 13-14, Editions du Portique, 2004, 366 p. [lire en ligne]
  • Michel Foucault : généalogie, esthétique, contrôle, revue Chimères (ISSN 09866035) no 54/55, 2004, 256 p.
  • Marie-Christine Granjon (dir.), Penser avec Michel Foucault. Théorie critique et pratiques politiques, Karthala, Paris, janvier 2005, 352 p. (ISBN 2845866070)
  • La biopolitique (d’)après Michel Foucault, revue Labyrinthe (ISSN 12886289) no 22, Paris, 2005 [lire en ligne]
  • Roger Chartier et Didier Eribon (dir.), Foucault aujourd’hui. Actes des neuvièmes rencontres INA-Sorbonne, 27 novembre 2004, Paris, L’Harmattan, 2006.

Liens internes [modifier]

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OUTRA DISPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Bibliographie.

Principales publications de Foucault;

Références indicatives à la littérature secondaire.

Ouvrages

Maladie mentale et personnalité (1954). Rééd. avec modifications: Maladie mentale et psychologie (1962)

Histoire de la folie à l’âge classique (1961). Edition en format de poche, très abrégée, en 1964 et traduction de cette édition abrégée en anglais sous le titre Madness and civilization.

Naissance de la clinique: une archéologie du regard médical (1963)

Raymond Roussel (1963)

Les Mots et les Choses: une archéologie des sciences humaines (1966)

L’Archéologie du savoir (1969)

L’ordre du discours (1971)

Ceci n’est pas une pipe (1973)

Surveiller et punir: naissance de la prison (1975)

La volonté de savoir. Histoire de la sexualité, I. (1976)

L’usage des plaisirs. Histoire de la sexualité, II. (1984)

Le souci de soi. Histoire de la sexualité, III. (1984)

Livres édités par Foucault:

Moi, Pierre Rivière, ayant égorgé ma mère, ma sœur et mon frère: un cas de parrivide au XIXe siècle.(1975).

Herculine Barbin, dite Alexina B. (197 8)

Le désordre des familles: lettres de cachet des archives de la Bastille (avec A. Farge) (1982).

Edition des autres textes publiés de son vivant par Foucault:

Dits et Ecrits, Paris, Gallimard, 1994. 4 volumes, publiés sous la direction de Daniel Defert et François Ewald.

Littérature secondaire (à titre indicatif)

Gilles Deleuze, Foucault, Paris, Ed. de Minuit, 1986.

Georges Canguilhem, “Mort de l’homme ou épuisement du Cogito”, in Critique, juillet 1967. — “Sur l’Histoire de la folie en tant qu’événement”, in Le Débat n°’- (1984).

Hubert Dreyfus et Paul Rabinow, Michel Foucault: Beyond Structuralism and Hermeneutics, University of Chicago Press, 1983.

Gary Gutting, Michel Foucault’s archeology of scientific reason, Cambridge University Press, 1989.

Biographie:

Didier Eribon, Michel Foucault, Paris, Flammarion, 1989.

Revues et ouvrages collectifs:

Foucault: Recherches, n° spécial, Les Etudes Philosophiques, oct-déc. 1986.

Michel Foucault: du monde entier, n° spécial, Critique, août-sept. 1986.

Etudes, n° spécial, Le Débat, sept-nov. 1986.

Michel Foucault philosophe, Paris, Le Seuil, 1989.

Michel Foucault: lire l’œuvre, Grenoble, Jérôme Million, 1992.

The Cambridge Companion to Foucault, Cambridge University Press, 1994.

Michel Foucault: de la guerre des races au biopouvoir, Cités n°2, Paris, PUF, 2000.

Articles de Foucault

réédités dans Dits et Ecrits, t. I-IV.

Liste indicative et à compléter.

(les dates indiquées sont les dates de publication des textes).

1. 1. Formation et influences philosophiques.

(a) (a) Rapports avec Philosophie classique, Phénoménologie, Marxisme, Structuralisme, Psychanalyse.

(b) (b) Contact avec les courants réformateurs en psychiatrie (Ste Anne, Fleury les Aubrais, Binswanger); lecture de Nietzsche.

(c) (c) Influences directes: Louis Althusser, Georges Dumézil, Georges Canguilhem.

Références dans D. Eribon, Michel Foucault:

Pour (a): I, chap. 1, 2, 3.— Pour (b): I, chap. 4, 6 — Pour (c ): I, chap. 3, 7 — II, chap. 1, 5

Entretiens, Interviews:

“Entretien avec Michel Foucault”, 1980: DE IV, 41-95.

“Structuralisme et post-structuralisme”, 1983: DE IV, 431-457.

“Le retour de la morale”, Nouvelles Littéraires n° 2937 (juin-juillet 1984); in DE IV, 696-706.

“Interview de Michel Foucault”, 1984: DE IV, 656-667.

Textes sur Nietzsche:

“Michel Foucault et Gilles Deleuze veulent rendre à Nietzsche son vrai visage”, 1966: DE I.

“Introduction” pour les Œuvres complètes de Nietzsche, 1967: DE I.

“Nietzsche, Freud, Marx”, 1967: DE I.

“Nietzsche, la généalogie, l’histoire”, 1971: DE II, 136-156.

Textes sur l’histoire des sciences:

Compte-rendu de A. Koyré, La révolution astronomique, 1961: DE I.

“Sur l’archéologie des sciences. Réponse au Cercle d’Epistémologie”, 1968: DE I.

“La vie, l’expérience et la science”, 1985: DE IV, 763-777.

“Introduction”, in G. Canguilhem, On the Normal and the Pathological, 1978, ix-xx: DE III: 429-442.

“Discussion” (après un exposé de F. Dagognet), 1970: DE II, 27-30.

“La situation de Cuvier dans l’histoire de la biologie”, 1970: DE II, 30-66.

Textes sur Deleuze:

“Ariane s’est pendue” (sur Différence et répétition), 1969: DE I.

“Theatrum philosophicum, 1970: DE II, 75-98.

“Préface”, pour la tr. angl. de L’Anti-Œdipe: Capitalism and Schizophrenia, 1977, DE III, 133-136..

2. 2. L’intellectuel et la politique.

(a) (a) Adhésion au Parti communiste: 1950-53 et rejet ultérieur du marxisme à partir de 1953-54.

(b) (b) De la neutralité politique aux “luttes sectorielles” et à la conception de l’engagement des intellectuels.

Références dans D. Eribon:

Pour (a): I, chap. 5 — II, chap. 3 —Pour (b): II, chap. 3, 6 — III, chap. 1, 3, 4, 5 — III, chap. 6 — III, chap. 7

Pour les très nombreux textes de Foucault sur les prisons à partir de 1970, voir DE, t. II et III.

Sur l’engagement des intellectuels:

“Qu’est-ce qu’un philosophe?”, 1966: DE I.

“Les intellectuels et le pouvoir”, 1972: DE II, 306-316 (entretien avec Gilles Deleuze sur le rôle des intellectuels).

“L’intellectuel sert à…”, 1973: DE II, 423-423.

“Les têtes de la politique”, 1976: DE III, 9-13 (sur la caricature des hommes politiques - problème de la représentation du corps de ceux qui exercent le pouvoir - Introduction à des dessins de Wiaz).

“La fonction politique de l’intellectuel”, 1976: DE, t. III, 109-114 (sur la redéfinition de l’intellectuel comme “intellectuel spécifique” après 1945).

“Points de vue”, 1976: DE III, 93-94 (la prison produit la délinquance).

“Pouvoirs et stratégies”, 1977: DE III, 418-428.

“La gouvernementalité”, 1978: DE III, 635-657.

Textes sur l’Iran, 1978: DE III.

3. Foucault et la littérature: Bataille, Blanchot, Klossowsky, Roussel, Beckett, Char…

Références dans D. Eribon: I, chap. 5 — II, chap. 4

“Introduction” pour Rousseau juge de Jean-Jacques. Dialogues, 1962: DE I.

“Dire et voir chez Raymond Roussel”, 1962: DE I.

“Préface à la transgression” (sur Bataille), 1963: DE I.

“Pourquoi réédite-t-on l’œuvre de Roussel? Un précurseur de notre littérature moderne”, 1964: DE I.

“La prose d’Actéon”, 1964 (sur Klossowsky): DE I.

“Les mots qui saignent” (sur Klossowsky), 1964: DE I.

“La pensée du dehors” (sur Blanchot), 1966: DE I.

“Présentation” pour les Œuvres complètes de Bataille, 1970: DE II, 25-27.

“Archéologie d’une passion” (sur Roussel), 1984: DE IV, 599-609.

4. Eclaircissements, et critique des “effets d’opinion”.

(a) (a) Autour de l’Histoire de la folie (par ex., réception par les “antipsychiatres Laing et Cooper; polémique avec Jacques Derrida au sujet de l’Histoire de la folie; film sur Pierre Rivière…).

(b) (b) Autour de Les Mots et les Choses (par ex., polémique avec Sartre).

(c) (c) Autour de Surveiller et punir (par ex., le Groupe d’information sur les prisons).

(d) (d) Autour de La volonté de savoir (incompréhension du projet de Foucault).

Références dans D. Eribon:

Pour (a): II, chap. 2— Pour (b): II, chap. 5 — Pour (c ): III, chap. 5 — Pour (d): III, chap. 5, 6, 8, 9

(a) Histoire de la folie

“La folie, l’absence d’œuvre”, 1964: DE I.

“Sept propos sur le septième ange”, 1970: DE II.

“Mon corps, ce papier, ce feu”, 1972: DE II.

“Réponse à Derrida”, 1972: DE II.

“L’extension sociale de la norme”, 1976: DE III, 74-79 sur le livre de Th. Szasz).

“Sorcellerie et folie”, 1976: DE III, 89-92 (entretien avec R. Jaccard sur Szasz).

“Entretien avec Michel Foucault”, 1976: DE III, 97-101 (entretien dans les Cahiers du cinéma à propos du film de René Allio, Pierre Rivière).

“Le retour de Pierre Rivière”, 1976: DE III, 114-123 (entretien dans La Revue du cinéma)

(b) Les Mots et les Choses

“Foucault répond à Sartre”, 1968: DE I.

(c) Surveiller et punir

“Entretien sur la prison: le livre et sa méthode”, 1975: DE II, 740-753.

“Questions à Michel Foucault sur la géographie”, 1976: DE III, 28-40 (entretien publié dans Hérodote; métaphores spatiales du pouvoir). Cf. aussi “Des questions de M. F. à “Hérodote”", 1976: DE III, 94.

“Qu’appelle-t-on punir?”, 1984: DE IV, 636-646.

(d) Histoire de la sexualité (très incomplet)

“On the Genealogy of Ethics”, 1983: DE IV, 383-412 et 609-631.

5. 5. Expérience de l’homosexualité, histoire de la sexualité, nouvelle théorie du pouvoir

Références dans D. Eribon: I, chap. 3, 6, 7, 9.

“L’Occident et la vérité du sexe”, 1976: DE III, 101-105 (Le Monde 5 novembre 1976).

“Sexualität und Wahrheit”, 1977: DE III, 136-138 (nouvelle introduction à La volonté de savoir).

“Les rapports de pouvoir passent à l’intérieur des corps”, 1977: DE III, 228-237 (entretien avec L. Finas)

“Non au sexe roi”, 1977: DE III, 256-269 (entretien avec B-H. Lévy - sur le lien entre pouvoir et sexualité).

“Sei to Kenryoku”, 1978 : DE III, 552-570 (”Sexualité et pouvoir”; conférence à Tokyo).

“La loi de la pudeur”, 1978: DE III, 763-777 (entretien avec G. Hocquenghem et al. Sur la réforme du Code pénal en ce qui concerne la sexualité et l’enfance).

“Naissance de la biopolitique”, 1978-79: DE III, 818-825 (résumé du Cours au Collège de France).

“Le vrai sexe”, 1980: DE IV, 115-123 (préface à l’édition américaine d’Herculine Barbin).

“Le philosophe masqué”, 1980: DE IV, 104-110 (revendication de l’anonymat).

“Du gouvernement des vivants”, 1980: DE IV, 125-130.

“Omnes et singulatim”, 1981: DE IV, 134-161.

“Sexualité et solitude”, 1981: DE IV, 168-178.

“Subjectivité et vérité”, 1981: DE IV, 213-219 (résumé du cours au Collège de France).

“Entretien avec Michel Foucault”, 1982: DE IV, 286-295.

“Le combat de la chasteté”, 1982: DE IV, 295-308.

“L’herméneutique du sujet”, 1982: DE IV, 353-365 (résumé du cours au Collège de France).

“L’écriture de soi”, 1983: DE IV, 415-431.

“Usage des plaisirs et techniques de soi”, 1983: DE IV, 539-561 (introduction générale prévue pour les trois

derniers volumes de l’Histoire de la sexualité).

“Qu’est-ce que les Lumières?”, 1984: DE IV, 562-578.

“Politics and Ethics”, 1984: DE IV, 584-590.

“L’éthique du souci de soi comme pratique de la liberté”, 1984: DE IV, 708-729.

“Une esthétique de l’existence”, 1984: DE IV, 730-735.

“L’intellectuel et les pouvoirs”, 1984: DE IV, 747-752.

“Michel Foucault, une interview: sexe, pouvoir et la politique de l’identité”, 1984: DE IV, 735-746.

Documents:

Première Préface pour Folie et déraison: DE, t. I.

Notice historique sur l’Anthropologie de Kant, écrite pour la Thèse complémentaire: DE, t. I.

Liste de Titres et travaux pour 1952-53 — Titres et Travaux de 1969: DE t. I

Rapport de thèse sur Folie et déraison rédigé par Gouhier, in Eribon, p. 138-139.

Prière d’insérer joint à L’usage des plaisirs (juin 1984)

 

ANNEXE

Séminaire d’auteur : Michel Foucault

Quatorze ans après la mort de Michel Foucault (1926-1984), la plus grande part de ses textes ont été rassemblés, de nombreuses études publiées, et pourtant cela ne remplace pas ce qu’il aurait pu écrire et, de qu’il a écrit, ce qui ne sera jamais publié, à commencer par les Aveux de la chair . Ainsi on a découvert avec les Dits et écrits de parution récente une foison de textes qui constituent une oeuvre à part entière : il s’agit de conférences et d’articles, d’entretiens et de préfaces, de prises de position sur l’événement et de commentaires de l’auteur sur son oeuvre, le tout réuni pour le plaisir de l’intelligence et aussi pour que nous n’ayons de cesse à notre tour d’interroger notre temps. La lecture de Foucault s’en trouve facilitée, quand les textes exigaient de longues recherches à qui les voulait retrouver dans leur dispersion. Il faut mentionner qu’une soixantaine des textes de Foucault, parus parus jusqu’ici en langue étrangère, sont maintenant accessibles en traduction (de l’italien, de l’allemand, du japonais, etc.). Les travaux de publication récents nous offrent des raccourcis fulgurant dans une lecture qui requérait et requiert encore plusieurs années d’efforts et de persévérance. Prenons patience, le Centre Foucault nous prépare une édition des Cours, un autre trois mille pages.

Explorations et méthodes

Pour ceux qui ne connaissent pas Foucault, c’est une occasion de le découvrir à l’oeuvre, discutant de ses idées, diversifiant les lieux de parole, mettant sèchement un terme aux polémiques, interrogeant sans relâche dans une réflexion méthodique. Devant une telle diversité, il semble en premier lieu qu’un classement thématique serait souhaitable, chaque thème bénéficiant d’un volume séparé. Cependant, comme nous le verrons, les sujets de réflexion de Michel Foucault ne sont pas compartimentés : folie, constitution des savoirs, prison, sexualité, criminalité, littérature, … ne sont pas des domaines séparés, comme le caractère monumental de ses livres pourrait le laisser croire. En regard de la multiplicité des interventions, de la diversité des tribunes, à parcourir ces ì échafaudages qui servent de relais entre un travail qui est en train de s’achever et un autre î (IV, p. 42), on prend mieux la mesure de la mobilité des livres publiés par Foucault, considérés comme machines de changement : ì Mon problème est de faire de moi-même, et d’inviter les autres à faire avec moi, à travers un contenu historique déterminé, une expérience de ce que nous sommes, de ce qui est non seulement notre passé mais aussi notre présent, une expérience de notre modernité telle que nous en sortions transformés. Ce qui signifie qu’au bout du livre nous puissions établir des rapports nouveaux avec ce qui est en question î (Dits et écrits, IV, p. 44).

Foucault avait demandé dans son testament : ì pas de publication posthume î Il ne fallait pas que le corpus bibliographique soit menacé par l’apparition de nouveaux inédits, comme cela s’était produit dans le cas de Sartre où tout le monde veut apporter une pierre à l’édifice, qui d’une lettre, qui d’un plan d’ouvrage. Il semble aussi que Foucault craignait que l’on prête une trop grande homogénéité à ses travaux, bien conscient que l’hagiographie tend à démontrer une unité du personnage, crainte qu’il partageait avec Roland Barthes. Foucault a pris soin de ne pas bloquer sa pensée dans une lecture que l’on dirait définitive . Les textes de Foucaults ne doivent pas se refermer sur eux-mêmes dans le cadre d’une ì OEuvre î, mais doivent rester ouverts sur les occasions qui les ont suscités. Telle est la présence de Foucault : à travers le fourmillement des interventions, les entretiens où il en dit toujours plus qu’on attend de lui, l’exploration incessante de nouvelles questions, la production infatigable de préfaces et d’articles, la démonstration est donnée que l’on peut faire une ì oeuvre î du divers. L’oeuvre ne se referme pas dans son texte, elle n’attend pas son rassemblement, elle existe déjà dans sa dispersion, elle est traversée par le cours d’une vie. Malgré les apparences, Foucault n’avait pas l’ambition d’ériger un système général de l’analyse de la société et de ses pratiques, il cherchait plutôt à expérimenter les choses pour lui-même et à voir comment elles pouvaient être transformées.

Les séries temporelles

Nous serons particulièrement attentifs à discerner deux séries :

I ó la chronologie politico-historique qui permet de comprendre les circonstances dans lesquelles certaines choses sont dites et écrites. Les textes doivent être replacés dans une chronologie : chaque texte sera précédé d’un rappel circonstanciel. Il ne s’agit pas à chaque fois de faire un cours d’histoire (sur les événements d’Iran par exemple), il s’agit de situer l’oeuvre afin de la rendre présente à l’esprit du lecteur d’aujourd’hui. D’un autre côté, la rupture avec l’événement permet de mieux saisir ce qui appartient en propre à Foucault.

Première période : généalogie de la psychologie 1954-1963

La polémique avec Derrida autour de Descartes 1963-1971

Une décade à l’épreuve du langage 1962-1972

Littérature, folie et fantastique

L’exigence d’accomplissement, l’oeuvre

Deuxième période : généalogie du structuralisme 1964-1970

Le rapport à Kant, à Nietzsche.

Le dialogue avec Gilles Deleuze et les maoistes 1968-73

Troisième période : généalogie de la pénalité 1971-1976

Quatrième période : La ìmoralisationî du sexuel et les arts du quotidien dans la culture greco-latine 1976-1984

II ó La série génétique de l’écriture. Un texte peut avoir été écrit vingt ans avant sa publication, le développement des idées dans l’ordre de l’écriture ne suit pas nécessairement l’ordre des parutions, elles ne se développent pas toutes au même rythme, elles diffèrent dans leur façon de se mettre à l’épreuve dans l’écrit. Ainsi les écrits ultérieurs permettent de redécouvrir l’importance des textes préalables. En regard de ses ouvrages majeurs, on voit ici se dessiner les lignes de pensée, les sillons qui s’ouvrent, le frayage incessant des idées nouvelles.

Les ì dits î de Foucault jettent des passerelles entre les blocs thématiques dessinés par les livres. Le lecteur se perd volontiers dans les échafaudages piranésiens qui entourent les oeuvres majeures et surprend ainsi les mouvements de la pensée entre les moments d’élaboration conceptuelle et les périodes de suspens où la pensée prend le risque des explorations personnelles de Foucault, de sa perplexité devant la vie. Ce qui n’est pas sans rappeler la leçon magistrale sur le texte de Descartes où Foucault mettait en parallèle deux discours : l’argumentatif (persuader l’autre) et le méditatif (se transformer soi), avec des effets de croisements lorsque l’un prend parfois le relais de l’autre (Dits et écrits, III, 245 sv).

Les textes rassemblés aujourd’hui témoignent de l’extraordinaire présence de Foucault dans une diversité de milieux intellectuels, des États-unis au Japon, de l’Inde aux pays de l’Est. Ils offrent une image de la circulation des idées qui dépasse largement notre eurocentrisme, qui excède les circuits académiques. Les interlocuteurs sont nombreux, ils sont curieux de tout, Foucault se prête au jeu en même temps qu’il en définit les règles, très conscient de sa valeur médiatique, jaloux de ne pas être assimilé à aucune classe d’intellectuel (ni historien ni philosophe, ni criminologue ni épistémologue, surtout pas structuraliste, encore moins psychologue ou sociologue des mentalités). Il voulait toujours se déprendre des rôles que l’on est amené a jouer en société, des savoirs qui s’installent en nous, ó il voulait même se déprendre de lui-même. Une épisode illustre bien ce désir de retrouver une parole désubjectivée qui n’est pas portée par un nom et notre culte des personnalités : en avril 1980 Foucault avait réussi a convaincre le journal Le Monde, qui voulait publier un entretien, que son identité devait rester secrète. Il fut convenu qu’il serait un ì philosophe masqué î (Dits et écrits, IV, 104). Depuis Descartes qui proposait une science ì entièrement nouvelle î qu’il signerait d’un pseudonyme, nul philosophe français c’était avancé masqué, avec un tel éclat de rire pour s’annoncer.

EXIGENCES

L’oeuvre de Michel Foucault est considérable, sans prétendre à l’exhaustivité il faudrait que chacun puisse en toucher au moins deux aspects, et soit amené à travailler dans deux champs bibliographiques différents. Ceci dit, ce cours requiert 3 travaux :

I ó Le mi-session est remis après la semaine de lecture (10 p., 30 %), il est composé de 2 parties.

a- un compte rendu (4 p.) d’un article ou d’un chapitre d’un ouvrage de Foucault. Il faut bien repérer dans le texte de Foucault : les concepts-clés, la façon d’aborder le sujet, dans la lignée de quels travaux antérieurs cette réflexion de Foucault se situe, les répercussions dans la suite de ses travaux.

b- Le sujet du travail de session doit être indiqué au moment de la remise du mi-session. Vous pouvez alors esquisser une bibliographie du corpus analysé, un plan où l’on décrit quelque peu en quoi consiste chaque partie et quelle en sera l’articulation, une présentation de l’ambition théorique de ce travail.

II ó Constituer un lexique (4 p., 30 %) des notions théoriques que vous avez rencontrées dans vos lectures (pour le mi-session et le session) et qui revêtent une acception particulière chez Foucault. De 10 à 15 notions. Remis après la semaine de lecture. Chaque entrée lexicale comprend une définition que vous avez rédigé (min. 4 lignes), un fragment de citation (max 3 lignes), une référence bibliographique précise (faires usaged es abbréviations). Une même entrée peut recevoir plusieurs acceptions pour un même terme. Si cela vous est possible, remettre ce lexique sur disquette (format Macintosh, Word de préférence; ou bien IBM & comp. format transférable) ou encore dans un message courriel (en fichier joint ou dans le corps du message). Les entrées seront triées dans Lexique rendu accessible à tous.

III ó Quant au travail de session (15 p. 40%) lui-même, comme on le comprend des indications du mi-session, veuillez discuter du sujet au préalable. Vous pouvez remetre un supplément au lexique en remettant le travail de fin de session.

Pour les références bibliographiques, du travail mi-session, du lexique, et du travail session, utilisez le code des abbréviations que vous trouvez en fin de bibliographie. Vous trouverez un modèle pour votre lexique en consultant un recueil intitulé Foucault. Ars theoretica, (80 p.) déposé au comptoir du prêt de la Bibliothèque centrale, dans la réserve des documents déposés par les professeurs.Vous trouverez dans le 4e tome des Dits et écrits des index de personnes et d’oeuvres, de lieux et de périodes, et surtout un index très utile des notions établi par François Ewald.

Aperçu des 15 rencontres

(à titre indicatif seulement)

1ó Qu’est-ce qu’un espace de représentation? Le principe d’identité qui le gouverne, la série de similitudes cachées qui le fait fonctionner. Approche de la notion d’énoncé. La réalité comme illusion de perspective ouverte dans le volume de la représentation. Simulacre, différence, répétition. MC-66, le 1er chapitre; CNPUP-73.

2 ó La notion d’épistémè. Emergence de l’homme comme objet à l’intersection de plusieurs champs du savoir. Avec cette nouvelle visibilité de l’homme, ce qu’il en est de la production de la vérité, du théorique et des valeurs. L’analyse institutionnelle conduit à l’étude des inscriptions politiques des corps.

Codes, Ordres et Grilles d’une société. La notion de tableau, pliures et replis de cette surface. MC-66.

3 ó Les formations discursives et les énoncés qui s’y rapportent. L’espace du déploiement du discours, de permutation des énoncés, de distribution des événements. Comparaison des règles de formation de Chomsky et des règles de compétence institutionnelle de Foucault.

La notion de rareté. Le pouvoir d’objectivation des pratiques : virtualités, faisceaux, redoublement, ancrage. Ce qui nous apparaît comme “pouvoir” et les creux et reliefs d’une société. Classification des énoncés et unités disciplinaires. FD-61, NC-63, MC-66.

4 ó Les visions de l’ì Olympica î de Descartes. L’exclusion de la folie dans la ì Première Méditation î, selon Foucault. Le débat Foucault/Derrida : l’insistance du rêve. Le discours de démonstration et le discours de méditation.

Le discours mono-tone et l’exclusion de la folie dans La République de Platon. Commentaire sur le ì Je pense, je suis. î Son énonciation par Lacan. HF-72

5 ó Le phénomène d’auto-implication qui apparaît d[abord comme folie se déplace en littérature, dans une certaine expérience du langage. Roussel: stratégies textuelles, précipices entre les mots, .., la répétition du langage avec lui-même.

La fabrique de ce qui a l’air significatif mais ne l’est pas. Comment le plus petit écart change tout. Le langage est riche de sa misère : le soleil de sa béance. Recherche de l’Origine enlabyrinthée. RR-63, SPSA-70, FAO in HF-72.

6 ó Notions de singularité, discontinuité, multiplicité. L’archéologie des transitions brusques et la théorie des catastrophes. La lecture topologique de l’Archéologie du savoir par Deleuze.

Les espaces collatéraux, corrélatifs et complémentaires. Les isomorphies entre formations discursives. AS-69

7 ó Absence d’une théorie du pouvoir. Les pouvoirs. La notion de généalogie. L’échange entre pouvoir et savoir dans le discours. Passage de la politique à l’éthique. Le rapport à Nietzsche et les notions de provenance et d’émergence. NMF-67, NGH-71, VS-76.

Sortir du négatif, le rapport à Deleuze. Le corps comme multiplicité. L’insoluble question de l̵