Amigos, ainda…

4 03 2008

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas
jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos
que tivemos, dos tantos risos e
momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da
angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim…
do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades
continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem
sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas
tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até
este contacto se tornar
cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas
fotografias e perguntarão:
“Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e……
isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi
tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes
novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último
adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar
mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para
continuar a viver a sua vida,
isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde
amigo: não deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas
adversidades sejam a causa de grandes
tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria se
morressem todos os meus amigos!

Fernando Pessoa





Qual a mais bela?

3 03 2008
Dois concursos elegem misses
com critérios opostos, uma
delas com o peso de 117 quilos


Rosana Zakabi
Fonte: http://veja.abril.com.br/171203/p_146.html

AFP
Rosanna Davison, miss Mundo 2003: 1,80 metro e corpo enxuto


O padrão universal de beleza é o da mulher alta, magérrima, com seios e bumbum firmes e abundantes. Algo como Gisele Bündchen, certo? Nem sempre. Em alguns países, mulher bonita é aquela que não apenas exibe seios e bumbum fartos, mas também apresenta cintura larga, barriga exuberante, braços fortes e pernas bem grossas. Neste mês, dois concursos de beleza elegeram mulheres completamente distintas uma da outra. Um deles ocorreu em Burkina Fasso, na África. As participantes tinham entre 75 e 130 quilos e desfilaram em trajes de banho. A grande vencedora foi Carine Riragendanwa, de 27 anos, 1,80 metro de altura e 117 quilos. O outro foi na China e elegeu a miss Mundo 2003. A vencedora foi a irlandesa Rosanna Davison, de 19 anos, também de 1,80 metro de altura e dezenas de quilos mais magra. Para o concurso de miss Mundo, o pré-requisito é ter 90 centímetros de quadris, 60 de cintura e 90 de busto. O concurso de Burkina Fasso parte do pressuposto de que, quanto maiores forem as medidas das misses, melhor.

BBC
Carine, miss na África: quanto maior, melhor


Apreciar formas arredondadas não é exclusividade de Burkina Fasso. Fugindo do padrão de beleza em voga no Ocidente, que prega a magreza absoluta, quem faz sucesso em várias sociedades da África e de algumas ilhas do Pacífico Sul são as gordinhas. Na Nigéria, há um festival todos os anos que também elege uma miss, geralmente a mais corpulenta. Antes de se casarem, muitas noivas nigerianas passam por um regime de engorda para agradar a seus pretendentes. No mundo ocidental, as formas arredondadas foram valorizadas até meados do século passado – a musa dos anos 50 era Marilyn Monroe, com seus seios e quadris voluptuosos. Na Renascença, as mulheres roliças eram fonte de inspiração para os artistas consagrados da época. Elas simbolizavam status, conforto e boa saúde. A magreza estabeleceu-se como sinônimo de elegância no início dos anos 90, quando as supermodelos Cindy Crawford e Claudia Schiffer se transformaram no padrão de beleza na maior parte dos países.

Sabe-se hoje que, além da questão cultural, há ainda fatores biológicos que contribuem para o conceito de beleza. Segundo os cientistas, a simetria facial, ou seja, a medida dos olhos, do nariz, da boca e das faces, é um item importante na escolha dos parceiros. É sinal de genes saudáveis, ausência de parasitas e sistema imunológico eficiente. A proporção entre cintura e quadris também é um indicador ancestral de saúde e fertilidade. Quadris mais largos costumam ser atraentes para a maioria dos homens. Talvez por esse motivo os corpos esqueléticos são admirados mais pelas mulheres que por eles. Ainda assim, casos como o de Burkina Fasso estão se tornando cada vez mais raros. Países que antes cultuavam as cheinhas passaram a admirar as mais magras por influência da indústria da moda. Há também a questão da saúde. Excesso de gordura tornou-se sinônimo de doenças cardiovasculares e diabetes – e, pior ainda, a obesidade é vista como sinal de desleixo. No Arquipélago de Tonga, no Pacífico Sul, ser gordo foi privilégio reservado aos nobres durante séculos. Nas últimas décadas, a prosperidade permitiu que os pobres também engordassem. Em conseqüência, a obesidade e as doenças cardiovasculares tornaram-se endêmicas. Os gordos passaram de bonitos a feios.

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24 02 2008
O cérebro humano
 
Por: Airton Luiz Mendonça (Jornal o Estado de São Paulo )

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.          

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.

             
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.


Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.  


Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:


Nosso cérebro é extremamente otimizado.


Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.


Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.


Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar
   
conscientemente tal quantidade.


Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.


É quando você se sente mais vivo.
 

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.


Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.  


Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.


Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.


Como acontece?


Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).


Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa…
São apagados de sua noção
 de passagem do tempo…

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.


Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.


Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.


Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a…

ROTINA

Não me entenda mal.


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.


Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:   M & M       (Mude e Marque).

           
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou
  registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar
quente, um ano, e frio no  seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.


Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).  
     

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
       

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.


Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.


Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.


Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.


Seja diferente.


Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos….. em outras palavras…… V-I-V-A.  !!!


Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.


E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.  


Cerque-se de amigos.


Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.  


Enfim, acho que você já entendeu o recado,
não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida..


E
S CR EVA  em
 tAmaNhos     diFeRenTes     e   em   CorES
     
 di f E rEn tEs  !

CRIE,  RECORTE,  PINTE,  RASGUE,  MOLHE,  DOBRE,  PICOTE,  INVENTE,  REINVENTE…..

V I V A  !!!!!!!!





É por pessoas perfeitas que nos apaixonamos?

23 02 2008

Nós sempre procuramos a PESSOA PERFEITA… e o que seria a mulher perfeita? Uma loira de olhos verdes, formada, pós-graduada, que saiba 2 línguas, que leia 5 livros por mês, que seja sempre linda e ardente, que divague sobre diversos assuntos? Cada um tem seu conceito, seu sonho de par ideal… mas os pares ideais se formam por detalhes tão pequenos, mas não menos importantes, que certas exigências simplesmente desaparecem. Quem não se sente bem em receber um sorriso sincero, um abraço verdadeiro e uma conversa que envolva ambos? Por mais que as pessoas tentem disfarçar através de “cascas”, caras e bocas, cedo ou tarde, o vazio se torna insuportável… e aos poucos, as pessoas aprendem que a felicidade não está nos outros, mas naquilo que fazemos de acordo com nossa consciência, sem ferir nossos princípios. E o dia que encontrar a pessoa que entenda isso e sinta o mesmo, quem sabe, não encontraremos o “par perfeito”?

Jornalista Mauri Fernando de Souza (Choco)





Golpe do baú…

13 02 2008

Fonte: E-mail.
Leiam, essa eu tenho que me render…

Segundo este site , uma mulher apelou e colocou um anúncio no CraigsList pedindo ajuda para um problema… diferente !!

Eu sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. (…) estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas? Eu namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil. Mas eu não consigo passar disso. 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Eu conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz?
Como eu chego no nível dela?

Sim, a mulher estava pedindo dicas sobre como arrumar marido rico.
Mas isso não é o mais legal, o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta bem articulada e fundamentada, e segue abaixo:

Eu li seu anúncio com grande interesse e pensei com cuidado sobre seu dilema.

Fiz a seguinte análise da situação :
Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano.

Isto posto, eu considero os fatos da seguinte forma:

Sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente… de fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos . Você não somente sofre depreciação como esta depreciação sempre aumenta!

Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. Então o fim de sua aparência começa cedo. Aos 35 anos você já estará acabada!

Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de ‘trading position’ (posição para comercializar), e não de ‘buy and hold’ (compre e retenha) - que é o que você deseja … daí o problema… casamento.

Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, ‘comprar’ você (que é o que você quer), portanto prefiro alugá-la . Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte: Se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair, eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim. Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.

Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto com uma garota ‘articulada, com classe e maravilhosamente linda’ como você ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você seja tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um ‘test drive’.

Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.

Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica ‘capitalização via golpe do baú’. Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo .





Evite ser traído… MULHER NÃO TRAI, APENAS SE VINGA!

8 02 2008

Por Arnaldo Jabor

Para as mulheres, uma verdade! Para os homens, uma realidade.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso.

Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma ‘mulher moderna?

A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante…

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e de correr pros seus braços…

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda…

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer…

Assim, após um processo ‘investigatório’ junto a essas ‘mulheres modernas’ pude constatar o pior. VOCÊ SERÁ (OU É???) ‘corno’, ao menos que:

- Nunca deixe uma ‘mulher moderna’ insegura. Antigamente elas choravam..

Hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes ‘adivinhatórios’. Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é assinar atestado de ‘chifrudo’.

- As ‘mulheres modernas’ dificilmente andam implicando com isso, entretanto, elas são categoricamente ‘cheias de amor pra dar’ e precisam da ‘presença masculina’. Se não for a sua meu amigo… Bem…

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As ‘mulheres modernas’ têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 26 aos 42 anos, elas pensam, e querem fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas a pura verdade)… Bom, nem precisa dizer que se não for com você…

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso.

- Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é?

- Nem pense em provocar ‘ciuminhos’ vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra.

- Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um ‘chifre’ tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS ‘comedor’ do que você… só que o prato principal, bem… dessa vez é a SUA mulher.

- Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer hora? Bem… de repente a recíproca também pode ser verdadeira

Basta ela, só por um segundo, achar que você merece… Quando você reparar…já foi.

- Tente estar menos ‘cansado’. A ‘mulher moderna’ também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - ‘dar uma’, para depois, virar de lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em ‘baladas’, ’se pegando’ em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A ‘mulher moderna’ não pode sentir falta dessas coisas… senão…

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão ‘quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência’.

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas ‘mancadas’…

Proteja-a, ame-a, e principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele ‘bonitão’ que vive enchendo-a de olhares… e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!! Quem não se dedica, se complica.’

Como diz uma amiga: MULHER NÃO TRAI, APENAS SE VINGA!





Qual a sua máscara perante o mundo?

31 01 2008

Todas as pessoas têm sua personalidade, ela é delimitadora de sua relação com seus iguais e a máscara que todos usam, nas suas relações interpessoais.

A humanidade, muitas vezes, pode ser enxergada como protagonista de uma peça de teatro onde cada um desempenha um papel imposto pelo grupo. À semelhança do teatro, quanto mais perfeito é o desempenho do indivíduo, mais aplauso receberá da platéia, esta, basicamente, formada pelos elementos circundantes.

Pode-se definir que o aplauso é o alimento do ego e, em busca daquele, os indivíduos permitem-se a pequenas variações em seus papéis decorrentes daquilo que julgam adequado para agradar aos espectadores.

Quando o personagem não é compreendido pelo grupo circundante procedendo no exagero nas variações das máscaras utilizadas para o seu aperfeiçoamento, ou o medo em usá-las para realizar o seu papel na sua plenitude, pode levar a desajustes que são denominados modernamente de neurose.

O temor de não ser aprovado pela sociedade leva a uma rigidez na mudança das máscaras, ou seja, o temor da vaia cria o sentimento de timidez. Em contrapartida, a carência de aplausos leva o indivíduo à busca desenfreada de destaque especial ao papel perante a platéia.

As máscaras, na verdade são defesas, cuja finalidade principal, é proteger o indivíduo do meio circundante. Na psicologia social e na sociologia, a individualidade (e suas máscaras) perde parte de sua importância quando se trata da análise da ação do grupo como um todo. A somatória das máscaras individuais, gera uma defesa grupal, onde não se reconhece o ser isolado e sim, a reação do grupo.

Fonte: Wiki





A personificação do “novo homem”

23 01 2008

Fonte: Jornal ÀNotícia

VIDA

Quebra-cabeça de valores

Homens modernos já não querem o título de super-heróis, mas precisam vencer os tabus e as angústias dessa transformação divulgação
Betine WeberSer machão, quadrado, ogro, está fora de moda. Claro que sempre tem aqueles que gostam de bancar os do contra e fazem vaivém no sapato em cima das influências, como se matassem baratas. Esses fulanos que dêem licença, porque uma verdade nem inseticida elimina: o homem mudou. Bom para as mulheres de todo o mundo, bom para eles – que enxergaram luz depois da caverna –, e para os filhos, que hoje podem sorrir com a presença paterna que vai além dos passeios de bicicleta.
Um porém: apesar da mudança, este animal bípede da família dos primatas (com todos os rótulos que recebe) ainda leva a tiracolo suas angústias diante de uma sociedade que derrubou o muro de Berlim e está tentando apagar a linha que divide tarefas e valores masculinos e femininos.
A crise do macho, que ainda fervilha testosterona, não redefiniu o espaço que o homem ocupa hoje. “Tenho de pagar todas as contas? Trabalho ou filhos? Vaidade ou frescura? Ela pode dirigir e me deixar na carona?” Esses são só alguns dos pontos de interrogação que amolecem o homem edificado de concreto e deixam esse ser em (des)construção ainda mais tempo no forno.
Nem vamos começar com o papo de que eles estão recorrendo mais a cirurgias plásticas, se depilando com cera, fazendo o mercado de perfumaria dar loopings de faturamento. Isso a gente já sabe e podemos deixar para depois. Mas, e agora, que homem é esse?

betina.weber@an.com.br

De Super-homem a NeoO Super-homem está com a capa furada. Segundo a conclusão do estudo “O novo homem”, sobre o comportamento e os hábitos masculinos do século 21, apresentado em outubro, o homem aposentou o peito de aço e hoje busca mudanças, mesmo satisfeito com seu estilo de vida. Sabe onde quer chegar, é ambicioso, mas faz questão de participar do dia-a-dia da família.
Embora tenha traços de conservadorismo, está em constante evolução. O sexo masculino não é mais o escudo da humanidade ao defender, sozinho, as pessoas das incidências do mal. Sem a obrigação de ser herói, símbolo de fortaleza, onipotência e independência, o homem se aproxima do personagem Neo, do filme “Matrix”.
O personagem representa as habilidades do homem atual: é flexível, disciplinado, criativo, tolerante e, principalmente, humano. É capaz de assumir seu medo e de trabalhar em equipe. Reinventa-se para se adaptar às mudanças e ao futuro. “O Super-homem já não é mais o modelo de herói masculino. Atualmente, os homens tendem a admirar e desenvolver uma personalidade mais flexível, como a do personagem Neo”, compara Dora Câmara, diretora comercial do Ibope Mídia Brasil, que levantou informações com a população masculina a partir de 18 anos, em 11 regiões metropolitanas do País para concluir a pesquisa.

Repintando o quadro masculino
Como Picasso pintaria um homem hoje? Quantas cabeças teria? Ganharia mais olhos, menos bocas? Um interesse por esse homem-quebra-cabeça tem o mestre em psicologia, terapeuta de casais e de famílias e pesquisador no núcleo de pesquisas Margens, da UFSC, Adriano Beiras, que estuda a masculinidade em setores como saúde, paternidade, violência, direitos sexuais e reprodutivos.
Beiras contextualiza que nos anos 80 e 90 aumentaram as pesquisas sobre masculinidade. Um aumento que se deve, em parte, ao movimento feminista e ao movimento gay, que nas últimas décadas têm promovido importantes discussões. Quer dizer que esses movimentos teriam influência sobre as pinceladas de Picasso? Sim. O psicoterapeuta escreve em sua dissertação de mestrado que “o afeto e a emoção ainda são reprimidos, inadmitidos como características masculinas, embora exista uma busca de maior expressão de afeto entre pais e filhos mais jovens”.
O pesquisador, que também é um homem concentrado na montagem de seu próprio quebra-cabeça, pode falar com o olhar da vivência. Ele expõe as cobranças: os homens fracos precisam parecer fortes; sensíveis precisam se mostrar viris, ou seja, precisam reafirmar características de uma masculinidade idealizada, hegemônica, difícil de ser alcançada.
“Cada vez mais, fala-se da construção de um homem com autorização para ser sensível e externar sua sensibilidade. Demonstrar características tradicionalmente atribuídas ao feminino pode tornar claras diferentes opções de vida, possibilitar escolhas entre homossexualidade ou heterossexualidade, sem que a isso se associe necessariamente as qualidades de macho ou fêmea, embora ainda exista um grande temor da feminização por parte de muitos homens”, pondera.
O psicanalista francês Jacques Lacan, em “Os Complexos Familiares”, ajuda na caracterização desse momento masculino. Ele destaca o “declínio social da imagem do pai”, afirmando que esse declínio é também a crise psicológica que forma a essência da grande neurose contemporânea. “Os discursos sobre paternidade e masculinidade apontam para um momento de mudanças, onde o antigo e o novo convivem e se superpõem”, analisa Beiras.

Pai tradicional X pai contemporâneo
O modelo do pai tradicional – com características de ser “cabeça do casal”, no sentido de ser responsável legal por toda a família (fixar domicílio, ter a mulher a ele subordinada, responder em juízo ou fora dele pelos atos civis da família, sustentar a casa, impor limites, ser a parte mais forte) – se mistura ao modelo do pai contemporâneo – que tem por atribuições participar efetivamente da criação e dos cuidados com os filhos, acarinhar, expondo sua sensibilidade sem medos, dialogar, ser próximo, acessível.
“Na minha experiência, percebi como as mulheres separadas muitas vezes alegavam como falhas dos maridos o fato de eles não cumprirem com mandatos tradicionais de masculinidade (não darem conta do provimento, por exemplo). Então, apesar de dividir com as mulheres o sustento da casa, os homens continuam sendo considerados os principais responsáveis pela manutenção das famílias”, diz o psicólogo Adriano Beiras.
Também tratando da batalha entre Super-homem e Neo, o escritor Michael Kaufman opina em seus estudos que os homens suprimem emoções, abortam o prazer de cuidar dos outros, embotam a receptividade, a empatia e a compaixão, tudo em nome de um mito, exclusivamente para serem vistos como homens, como masculinos, já que a sensibilidade e as demonstrações de afeto e companheirismo são consideradas incompatíveis com a masculinidade.
Esse mito masculino, o pai-herói da infância, homem forte e que tudo sabe, toda essa imagem se desfaz quando o filho torna-se adulto. Transforma-se na de um homem com qualidades e defeitos, de um cara que também é frágil. Momentos em que são reconhecidos os próprios limites de um pai. “Ocorreu um declínio social da imagem do pai, demonstrando que o tema passa por mudanças marcantes e mostrando a existência de paternidades múltiplas, em situações complexas”, observa.
Para o terapeuta, uma variedade de posições e relações sociais está em jogo. “É o momento propício para transição e experimentação de outras posições de sujeito, de outras combinações de posicionamento e de discursos. Existem várias maneiras de ser pai, de ser homem, de ser mulher na sociedade. O respeito à diversidade, à mudança e ao novo permitem que possamos caminhar com menos conflitos, de forma mais sadia. “
É a bandeira branca para o conflito entre o Super-homem e o Neo. É deixar a imaginação de Picasso pintar.

População
Os homens representam 50% da população mundial. Nos Emirados Árabes está concentrada a maior proporção: 68%. Já na América Latina e no Brasil, o percentual de habitantes do sexo masculino fica em torno de 48%. Estado civil
Entre os homens brasileiros, 44% são casados. Curitiba é a cidade onde há a maior parcela de homens envolvidos em uma união estável (48%), enquanto Salvador é a cidade onde há a menor parcela (29%). Família
No Brasil, 76% dos homens casados são pais. 47% dos pais que trabalham afirmam ter dificuldade em conciliar trabalho, paternidade e casamento. Paternidade
Mais da metade dos pais concorda que são capazes de cuidar da casa e dos filhos sozinhos. O novo homem é companheiro e afirma que sua parceira pode contar com ele em qualquer situação (93%). Entre as mulheres, essa opinião é menos otimista. Dinheiro
Para 57% dos homens que trabalham, o dinheiro é a melhor medida do sucesso. Eles aproveitam quando surgem novas oportunidades e 52% declaram que estão dispostos a sacrificar o tempo com a família para progredir profissionalmente. Trabalho
57% dos cargos de direção e gerência são ocupados por homens. O novo homem considera-se preparado para lidar com mulheres mais bem sucedidas do que ele.


O pedreiro, o dono do boteco e a mesa de bar

Homens que gostam de freqüentar bares, podem fazer a fila do abraço. O nome do ser humano que vai recebê-los é Marcelo José Oliveira, antropólogo, professor de psicologia na Univali e pesquisador do Núcelo de Estudos de Gênero e Subjetividades, da UFSC. Ele não é defensor da bebedeira ou coisa do tipo, mas está escrevendo uma tese de doutorado em antropologia para entender o desenvolvimento urbano a partir de dois chefes de família: o pedreiro e o dono de boteco. Uma de suas conclusões é que o bar serve, muitas vezes, como sala de terapia da figura masculina. Esse homem de quem falamos até agora é o típico freqüentador .
“É comum, hoje, os homens se organizarem em turmas de homens. É quando compartilham a prática da sociedade viril, onde ele precisa renovar constantemente seus valores fundamentais para se manter forte em um País emergente, como é o Brasil, com problemas de desemprego, de grande pressão, com os filhos consumindo cada vez mais, com a mulher ocupando outros espaços”, explica Oliveira.
O antropólogo situa que os brasileiros sofrem influência da cultura mediterrânea, cujo principal valor é a honra em contraposição à vergonha. “A honra na sociedade em que vivemos ainda é muito pautada pelos valores androcêntricos (que valoriza o ponto de vista masculino) e falocráticos (onde os valores masculinos são dominantes). São valores ligados a um papel do homem que tem uma história milenar: o protetor e o provedor. O homem precisa ser másculo porque, se não fosse, um tempo atrás na história, não sobreviveria. Isso são valores que cultivamos até hoje”, diz.
E a mesa de bar? Para Oliveira, o boteco é um espaço público no qual se consome muita bebida, mas se conversa sobre a vida. “No Brasil, a gente tem uma idéia muito pejorativa de boteco. Realmente, há um consumo grande de álcool, mas, nesses lugares, esses homens renovam essa identidade de um homem másculo, capaz, provedor, trabalhador e guerreiro”, contrapõe.
Para o pesquisador, esses valores pautados no masculino têm sido importantes para os pedreiros, por exemplo, um grupo que normalmente está à margem da sociedade, que vive em situação de risco por causa das drogas e do narcotráfico. “É um grupo que se solidariza pela própria sobrevivência para enfrentar um cotidiano de trabalho extremamente pesado, que é o da construção civil, para ser guerreiro, já que cada um terá de mostrar que é um ser viril, capaz de defender a família dele.”

A personificação do “novo homem”

fotos Pena Filho “Eu não acho que eu tenha de dirigir o carro ou pagar as contas. Se eu de repente casar, minha mulher vai trabalhar também e vamos dividir as contas. Sobre vaidade… Perfume tem de ter, né? Creme, não. Só creme para pentear o cabelo. Esse precisa ter porque, senão, dá um estrago legal. De 20 em 20 dias, corto o cabelo. A unha, sempre que precisa, eu arrumo, até mesmo pelo trabalho. Eu mesmo corto, lixo. Já passei base, agora não dá mais tempo. Como eu pintava a unha da minha mãe, peguei o jeito. Faço a barba todos os dias. A última vez em que eu fiz compras, gastei horrores. Sou um consumista nato. Todo mês compro uma coisinha, mas de cinco em cinco meses vou às compras de verdade, aquelas que quase refazem o guarda-roupa. Vou atrás de marcas e estilos de que gosto. Em casa, lavo a minha roupa, passo (passar camisa social é terrível), cozinho e vou ao supermercado.”

Marcelo Bennert, 22 anos, bancário e estudante de comércio exterior

Sensibilidade, sim, senhor “A questão de gênero está muito mais flexível hoje na teoria e está começando a refletir na prática. Felizmente, eu diria. Já está em tempo de se rever os padrões. Creio que eu tenha de ter muito menos os pré-conceitos das gerações anteriores. O indivíduo masculino hoje tem de estar mais aberto à sensibilidade. Não ter necessariamente aquela visão do homem rude, frio, áspero, que era o que se esperava do homem anos atrás. Eu tento não ser nada desse homem.”

Eduardo Baumann, 30 anos, diretor de teatro

Do másculo ao suave

A angústia masculina, na opinião do antropólogo Marcelo José Oliveira, existe para os homens que estão se distanciando desses valores e buscando outros. “Aqueles homens suaves, mais intelectualizados, que estão pautados por uma crítica desses valores tradicionais que têm relação com a violência doméstica e contra a mulher”, analisa.
O pesquisador considera que a grande crise não é nem com relação aos novos papéis, mas está relacionada com a tentativa de se desvencilhar desse código de honra e covardia que está na cabeça de toda uma sociedade. Desprender-se dos valores do homem másculo para entrar nos valores do homem suave. “O homem está sendo sempre cobrado quando sai dos valores originais. Isso se dá nos mínimos detalhes. Basta ele falar que está em casa e a mulher está trabalhando que os outros dizem ‘hmmm’”, exemplifica Oliveira.
Os mesmos valores também estão ligados ao homem produtivo. Vivemos em uma sociedade de mercado que quem não trabalha é vagabundo: o tempo do workaholic, o vício do trabalho. “Se a nossa pauta moral está relacionada ao trabalho, alguma coisa está mudando na sociedade. Hoje, temos mulheres motoristas de ônibus e frentistas de posto de gasolina, espaços antes masculinos. Isso é um grande indício de uma mudança”, prevê.
Não dá para negar, alerta Oliveira, que, apesar dos movimentos sociais e étnicos, continuamos sendo uma sociedade que prima pelos valores masculinos. “Existe um risco com relação a esses valores pautados na honra e na vergonha, no que diz respeito à dominação masculina. Mas acho que eles não têm de ser excluídos de maneira geral. São valores que podem ser retrabalhados de outra forma.”

Bate-papo na mesa de dominó Participantes: Arcílio Izidoro Zanatta, 79 anos, natural de Bento Gonçalves (RS) – seis filhos Geraldo Wenig Filho, 58 anos, natural de Ourinhos (SP) – cinco filhos Heli dos Santos, 76 anos, natural de Avelino Lopes (PI) – cinco filhos José Pedro Ramos, 76 anos, natural de Guaramirim (SC) – cinco filhosHeli: “Em casa, eu faço tudo, graças a Deus. Lavo louça, arrumo a cama, passo a vassoura, cozinho. “
Geraldo: “Passa a vassoura na mulher!” [Risos]
Heli: “Isso aí, pra nós, velhos, uma vez por mês.” [Risos]
Heli: “Eu sempre ajudei. Trabalhei muito na cozinha industrial… Tem alguns homens machistas, né? Eu não. Eu respeito para ser respeitado.”
Geraldo: “Ó. Disse que nem mais macho é.” [Risos]
Heli: “Sou, sim. Mais do que você pensa. Sou mais macho que você pensa.”
Geraldo: “Vem lá do Piauí e não é macho.”
Heli: “Mais do que você pensa.” [Risos]
Geraldo: “Quando eu era casado, eu tive cinco filhos. Eu nunca bati nos meus filhos. A obrigação é da mulher…”
Heli: “Comigo é diferente.”
Geraldo: “Porque você veja o gato. O gato…”
Heli: “Já sou contra ele, sou contra o que ele tá falando aí.”
Geraldo: “A cadela, a vaca. Elas é que cuidam dos filhos, que mandam. Você acha que a mulher fala que nem uma tagarela por quê? Para os filhos não se perderem. A natureza foi feita assim.”
Heli: “Eu bati nos meus filhos quando eles eram pequenos. Hoje, eles são cidadãos, graças a Deus. Não é porque bateu que vai virar a cara para o filho. Depois, você vai e abraça, faz carinho… Eu sou da era moderna. Não nesse conceito de moderno que está aí. A era moderna, quando eu falo, é você viver legal, viver aquilo que realmente instrui a tua família, os filhos. Isso é vida: viver com os ensinamentos básicos do bem.”
Arcílio: “Lá em casa, quem paga sou eu! Eu pago tudo. Eu sou o chefe da casa. Lá em casa sou eu quem manda. O dia em que eu morrer, minha mulher pode pagar. Eu mando lá. Sempre que tem alguma coisa pra fazer, sou eu quem resolve. O que tiver para pagar, eu pago. Eu resolvo tudo. Eu só bati uma ou duas vezes no meu filho mais velho. O resto, era só dar uma olhada que bastava. Eles já sabiam como eram as coisas. Não precisava falar. A minha mulher tem o direito de mandar dentro de casa. O pai tem de mostrar a autoridade. Eu sou do Rio Grande do Sul, sou gaúcho.”
Heli: “Na minha, a mãe que manda dentro de casa, o regulamento é dela.”
Geraldo: “Eu acho que a mulher que tem de dirigir. Eu fui casado, tive cinco filhos e fiquei viúvo. Eu criei os meus filhos e sou um cara abençoado porque eles estão todos encaminhados. Eu nunca bati nos meus filhos. Sempre achei que a condução é da mãe, é da mulher. A mãe é que tem direito de bater… Eu só dava uma limpada na garganta e pronto.”
José: “O pai é o esteio da casa. Tira o esteio, a casa cai. O pai é em casa como o presidente é para o país. Agora, vê esse nosso presidente que não pára mais no País. Esse é um mau presidente. Ele é o pai de todos. Ele tem de ficar para cuidar da Nação.”

Comportamento
12% dos homens de 25 anos ou mais moram sozinhos e, mesmo sendo independentes financeiramente, 61% deles afirmam preferir morar com os pais. Valores
Postura conservadora em relação aos seus valores: 21% concordam que o lugar da mulher é dentro de casa. 72% afirmam ser a favor do divórcio. Satisfação
95% consideram-se felizes e 59% estão satisfeitos com seu estilo de vida. Mas, se pudessem, 72% gostariam de mudar algo em suas vidas. Vida sexual
Em relação à vida sexual, 94% declaram-se satisfeitos. 12% afirmam já ter usado remédio para disfunção erétil – em Recife, o número sobe para 28%. Planejamento
Embora façam algumas compras da casa sozinhos, eles não dispensam a opinião feminina. Eles são mais planejados e são fiéis às marcas de que gostam. Consumo
Vão menos às compras, porém, quando vão, gastam mais. Eles costumam gastar em compras pessoais cerca de 15% mais do que as mulheres. Saúde
Procuram manter uma alimentação saudável, porém, não se importam com o conteúdo nutricional dos alimentos nem optam por produtos light/diet. Vaidade
56% deles afirmam usar algum produto para cabelo, corpo ou rosto e 23% estão dispostos a fazer cirurgia plástica. fonte: pesquisa “O novo homem”





SUPERMERCADO MILLÔR — ANO I - N.º 1

16 01 2008

(Autobiografia De Mim Mesmo À Maneira De Mim Próprio) “E lá vou eu de novo, sem freio nem pára-quedas. Saiam da frente, ou debaixo que, se não estou radioativo, muito menos estou radiopassivo. Quando me sentei para escrever vinha tão cheio de idéias que só me saíam gêmeas as palavras – reco-reco, tatibitate, ronronar, coré-coré, tom-tom, rema-rema, tintim-por-tintim. Fui obrigado a tomar uma pílula anticoncepcional. Agora estou bem, já não dói nada. Quem é que sou eu? Ah, que posso dizer? Como me espanta! Já não fazem Millôres como antigamente! Nasci pequeno e cresci aos poucos. Primeiro me fizeram os meios e, depois, as pontas. Só muito tarde cheguei aos extremos. Cabeça, tronco e membros, eis tudo. E não me revolto. Fiz três revoluções, todas perdidas. A primeira contra Deus, e ele me venceu com um sórdido milagre. A segunda com o destino, e ele me bateu, deixando-me só com seu pior enredo. A terceira contra mim mesmo, e a mim me consumi, e vim parar aqui.”

Millôr





5 01 2008
O maior jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan, disse: “Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo… e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso”.





Melhor música é a mais popluar?

28 12 2007

O que faz um êxito é a popularidade
Poderemos prever, com base neste conhecimento, os temas que irão ocupar os primeiros lugares do hit parade? Nem por sombras. O êxito de uma canção não é determinado pela qualidade, mas pela sua popularidade, segundo um estudo recente publicado na revista Science. Os autores, Matthew Salganik e os seus colegas da Universidade de Columbia (Nova Iorque), conceberam, há dois anos, uma original experiência na Internet: um mercado musical virtual, com 48 temas pouco conhecidos que foram submetidos à apreciação de 14 mil pessoas.

Os participantes podiam atribuir até cinco estrelas a cada música. As votações baseavam-se, separadamente, na qualidade da música e das letras. Porém, quando os utilizadores ficavam a conhecer a avaliação dos outros, o top 10 mudava drasticamente. As pessoas escolhiam o que pensavam agradar mais aos outros. “É o grande paradoxo dos mercados culturais: o êxito é imprevisível”, explica Salganik, lembrando que os indivíduos não costumam tomar decisões sozinhos na vida real. “Em geral”, acrescenta, “as melhores canções nunca ficam muito mal classificadas e as piores não recebem boas notas, mas qualquer resultado é possível.”

Quem não sabia, escondia.





Por que você ama quem você ama? Por Arnaldo Jabor.

4 12 2007

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!

*Enviado por Carol Costa





Eis a questão… namorar ou ficar solteiro…

14 11 2007

(anônimo)

Quem transforma as mulheres … São os próprios homens. Tudo bem. Queremos meninas legais, sexys, taradas, bonitas, inteligentes e boazinhas… Lógico que possuem um defeito, aqui, outro ali, um errinho aqui e acolá, mas enfim, ótimas… Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: Oba me dei bem!. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que as nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um namoro, vai ser uma relação estável e saudávelV. Você vai buscá-la na faculdade, comerão no estacionamento do Mc’Donalds, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a Semana…

Tudo básico, até virar uma rotina sem graça… você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados, conversando em seus celulares com os seus sem número de amigos que estão indo para a noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta daqueles perfumes deliciosos que parece que as nossas namoradas nunca usam, vai sentir falta do decote daquelas loiras peitudas que passam logo abaixo do seu nariz,vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista… Você pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse namoro. E a boa menina se transforma numa mala, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando tu vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender…JÁ ERA.Daí aquela promessa de vida estável e saudável vai por água a baixo, se a menina não se dá conta, a gente começa a ser agressivo, mal humorado, sem educação e grosso, muito grosso.

E a pobre menina pensa: O que eu fiz?? Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo… Aí, voltamos pra nossa vidinha, que a gente odiava meses atrás. Não vemos a hora de sair e arrasar na noite… Lembra dos decotes? Grande ilusão. Você chega em casa depois da balada, bêbado, fedendo a cigarro, o ouvido está zunindo,você está sozinho e fica tentando descobrir porque você não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, linda, gostosa, misteriosa, que ficou contigo no começo pareceu quente, você passou a mão e tudo, mas aí ela nem sequer pediu o número do teu telefone, disse que ia ao banheiro e não voltou mais, trocou seu nome três vezes e ficou conversando com aquele amigo dela um tempão. Ela não está nem aí por você! Daí, por mais que você não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás…

Enquanto isso, a boa menina, chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela…
Daí essa dúvida vira angústia, que vira raiva. . “O que é que eu tenho de errado?”, ela pergunta para si enquanto desafoga as mágoas chorando de frente ao espelho . Aí a menina manda tudo a puta que pariu…
Não quer mais saber de nada, só de sair beijando muito cara.
Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada, chutada ou chateada…
Muito bem, acabamos de criar uma monstra… Uma terrorista, uma mulher-bomba que fará você implorar por sua simples vidinha. Um predador! Um demônio usurpador de pobres almas machistas que acreditam ser espertos….
O tempo passa e a gente continua na mesma. Volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós… , sai cada pérola da boca de um homem sozinho e com dor de cotovelo. Mas se os comentários têm um fundo de verdade (e realmente tem para boa parte das mulheres) eles são assim por culpa nossa. A mulher vulcão da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem… Provavelmente, essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí… E eu a perdi para sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora e eu a encontrei na balada outro dia, e ela estava com um super decote, um perfume delicioso, sorrindo e arrasando com vários caras e ela nem olhou para mim.





Estamos com fome de amor - (Arnaldo Jabor)

10 11 2007

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e
transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam
sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que
estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os
novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era
resolvido fácil, alguém duvída?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber
carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de
um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que
vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa
marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a
carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como
voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão
distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de
relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
“Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada
“Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em
meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase
etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a
cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão
infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que
verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa
verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio,
démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer
ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e
falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo
pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou
muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca
mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à
dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que
se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais,
pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o
dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser
estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out,
que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me
aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou
outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu
não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo
resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!





28 10 2007

Tem de tudo. Máquina de lavar centrifugando justo na hora da entrevista importante, brinquedo de apertar em cima do teclado, cadela presa na varanda para não latir durante telefonema para a assessoria, filha perguntando “mas mãe me explica de novo o que é isso aí que você tá escrevendo”. Mas tô pegando o jeito.
Fecho a porta do escritório e o mundo tá todinho aqui, com meus livros, meus textos preferidos, minhas músicas, meus cheiros, minhas idéias. Daí percebo uma coisa, falta a bagunça, a tiração de sarro, uma saudade das boas tiradas… então vou matar ela aqui, tá.

(anônimo)