DEUS E A LÓGICA

12 05 2008

A verdade é a visão de Deus, participar da verdade é ver Deus e vice-versa, logo a verdade é inatingível através dos sentidos e da razão porque não se pode ver a própria essência, só se percebe o que se está exterior e só se age contra algo, a unha não se coça e o dente não se morde.

Deus é a unidade, o princípio e o fim.
Deus é o máximo e o mínimo (o mínimo é a maior pequenez que existe). Nada a Ele se opõe. O que significa que o Nada não é algo, nem idealmente, isto é, o Nada não é como o cinco ou o amor por exemplo. Se Deus se opõe e ele e nenhuma coisa pode se opor a algo absoluto, o Nada é nenhuma coisa. O Nada não é algo.
Em Deus os opostos se encontram e se fundem já no diabo não faço a mínima idéia…

Posted by César Miranda




“Viveu oitenta anos”

8 05 2008

Diariamente criticamos o destino: “Porque foi este homem arrebatado a meio da carreira? E aquele, porque não morre, em vez de prolongar uma velhice tão penosa para ele como para os outros?” Diz-me cá, por favor: o que achas tu mais justo, seres tu a obedecer à natureza ou a natureza a ti? Que diferença faz sair mais ou menos depressa de um sítio de onde temos mesmo de sair? Não nos devemos preocupar em viver muito, mas sim em viver plenamente; viver muito depende do destino, viver plenamente, da nossa própria alma. Uma vida plena é longa quanto basta; e será plena se a alma se apropria do bem que lhe é próprio e se apenas a si reconhece poder sobre si mesma. Que interessa os oitenta anos daquele homem passados na inacção? Ele não viveu, demorou-se nesta vida; não morreu tarde, levou foi muito tempo a morrer! “Viveu oitenta anos!”. O que importa é ver a partir de que data ele começou a morrer. “Mas aquele outro morreu na força da vida”. É certo, mas cumpriu os deveres de um bom cidadão, de um bom amigo, de um bom filho, sem descurar o mínimo pormenor; embora o seu tempo de vida ficasse incompleto, a sua vida atingiu a plenitude.

“Viveu oitenta anos”. Não, existiu durante oitenta anos, a menos que digas que ele viveu no mesmo sentido em que falas na vida das árvores. Peço-te insistentemente, Lucílio: façamos com que a nossa vida, à semelhança dos materiais preciosos, valha pouco pelo espaço que ocupa, e muito pelo peso que tem. Avaliemo-la pelos nossos actos, não pelo tempo que dura. Queres saber qual a diferença entre um homem enérgico, que despreza a fortuna, cumpre todos os deveres inerentes à vida humana e assim se alça ao seu supremo bem, e um outro por quem simplesmente passam numerosos anos? O primeiro continua a existir depois da morte, o outro já estava morto antes de morrer! Louvemos, portanto, e incluamos entre os afortunados o homem que soube usar com proveito o tempo, mesmo exíguo, que viveu. Contemplou a verdadeira luz; não foi um como tantos outros; não só viveu, como o fez com vigor.

Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’




Tarde de sábado - Por Cecília Meireles

3 05 2008

A tardezinha de sábado, um pouco cinzenta, um pouco fria, parece não possuir nada de muito particular para ninguém. Os automóveis deslizam; as pessoas entram e saem dos cinemas; os namorados conversam por aqui e por ali; os bares funcionam ativamente, numa fabulosa produção de sanduíches e cachorros-quentes. Apesar da fresquidão, as mocinhas trazem nos pés sandálias douradas, enquanto agasalham a cabeça em echarpes de muitas voltas.

Tudo isso é rotina. Há um certo ar de monotonia por toda parte. O bondinho do Pão de Açúcar lá vai cumprindo o seu destino turístico, e moços bem falantes explicam, de lápis na mão, em seus escritórios coloridos e envidraçados, apartamentos que vão ser construídos em poucos meses, com tantos andares, vista para todos os lados, vestíbulos de mármore, tanto de entrada, mais tantas prestações, sem reajustamento — o melhor emprego de capital jamais oferecido!

Em alguma ruazinha simpática, com árvores e sossego, ainda há crianças deslumbradas a comerem aquele algodão de açúcar que de repente coloca na paisagem carioca uma pincelada oriental. E há os avós de olhos filosóficos, a conduzirem pela mão a netinha que ensaia os primeiros passeios, como uma bailarina principiante a equilibrar-se nas pontas dos sapatinhos brancos.

Andam barquinhos pela baía, com um raio de sol a brilhar nas velas; há uns pescadores carregados de linhas, samburás, caniços, muito compenetrados da sua perícia; há famílias inteiras que não se sabe de onde vêm nem se pode imaginar para onde vão, e que ocupam muito lugar na calçada, com a boca cheia de coisas que devem ser balas, caramelos, pipocas, que passam de uma bochecha para a outra e lhes devem causar uma delícia infinita.

Depois aparecem muitas pessoas bem vestidas, cavalheiros com sapatos reluzentes, senhoras com roupas de renda e chapéus imensos que a brisa da tarde procura docemente arrebatar. Há risos, pulseiras que brilham, anéis que faíscam, muita alegria: pois não há mesmo nada mais divertido que uma pessoa toda coberta de sedas, plumas e flores, a lutar com o vento maroto, irreverente e pagão.

E depois são as belas igrejas acesas, todas ornamentadas, atapetadas, como jardins brancos de grandes ramos floridos

Por uma rua transversal, está chegando um carro. E dentro dele vem a noiva, que não se pode ver, pois está coberta de cascatas de véus, como se viajasse dentro da Via-láctea. Todos param e olham, inutilmente. Ela é a misteriosa dona dessa tardezinha de sábado, que parecia simples, apenas um pouco cinzenta, um pouco fria. E a moça que vem, com a alma cheia de interrogações, para transformar seus dias de menina e adolescente, despreocupados e livres, em dias compactos de deveres e responsabilidades. É uma transição de tempos, de mundos. Mas os convidados a esperam felizes, e ela não terá que pensar nisso. Ela mal se lembra que é sábado, que é o dia de seu casamento, que há padrinhos e convidados. E quando a cerimônia chegar ao apogeu, talvez nem se lembre de quem é: separada dos acontecimentos da terra, subitamente incorporada ao giro do Universo.

Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho”, Editora Record – Rio de Janeiro, 2002, pág. 100.

Conheça a vida e a obra de Cecília Meireles em Biografias.




O Fim do Mundo - Cecília Meireles

3 05 2008

A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste - mas que importância tem a tristeza das crianças?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos - além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus - dono de todos os mundos - que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos - segundo leio - que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.

Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos - insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês…


Texto extraído do livro “
Quatro Vozes”, Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1998, pág. 73.




Dar não é fazer Amor…

4 04 2008

(Luiz Fernando Verissimo)Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Te chama de nomes que eu não escreveria…
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar….
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral…
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.
Sentir aqueles odores do outro, os fluídos…
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de
amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar
ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te
abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar para os outros e se orgulhar, pra dar o
primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: “Qui que cê acha amor?”.
É não ter companhia garantida para viajar e falar besteiras…
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho… de conchinha.
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você
flutuar.
Experimente ser amado…
Experimente ser cuidado…
Experimente estar com que topa tudo por você…
E tope tudo com ela…

“A vida é a arte de tirar conclusões suficientes de dados insuficientes”




Que nunca serei uma top model, eu já sabia..

28 03 2008
 

Comportamento Por Algosobre Assinar feed do autor
conteudo@algosobre.com.br
Acho que uma das grandes conquistas da mulher acontece na casa dos 20 anos, quando ela descobre e aceita que jamais será uma top model - a não ser que já seja uma.

Outra grande conquista chega junto com os 30 anos: além de não ser uma top model, ela se dá conta de que jamais será uma mulher perfeita - aquele misto de profissional competente, amante inesquecível, mãe exemplar e esposa de seu marido.

Imagino que a conquista da casa dos 40 seja admitir que, além de não ser uma top model e estar longe da perfeição, ela ainda vai envelhecer. Mas ainda não cheguei lá para saber.

Voltando aos 30 anos, parece besteira, mas é duro aceitar o fato de não ser perfeita. Eu, pelo menos, fico fora de mim quando me vejo fazendo coisas “absurdas”, como: me distrair no trabalho, morrer de preguiça de fazer amor, perder a paciência com meu filho.

Como ouso??!! Como ouso não corresponder à imagem de perfeição que criei para mim mesma? Mesmo sabendo que, depois, vou me recriminar duramente? A crítica nos olhos dos outros dói em mim. Mas nos meus próprios olhos me queima. Aliás, minha mais nova recriminação é me recriminar por querer ser perfeita. Se eu fosse realmente perfeita, me aceitaria como sou.

Olho ao meu redor para ver se sou a única a ser tão exigente. Descubro que não. Que a auto-exigência exagerada é um defeito assaz comum. E tão disfarçado que fica difícil de identificá-lo. Por exemplo, quantas vezes afastamos alguém que julgamos capazes de nos julgar de maneira negativa? Quantas vezes deixamos de fazer algo simplesmente porque duvidamos de nossa capacidade de fazê-lo “perfeitamente”?

Pior: e quando nem a gente mesmo consegue se dar conta de que está com medo de não ser perfeita? Aí, faz cada besteira, Meu Deus! Quanto tempo, energia, bons momentos perdidos! Fica escondido num canto do mundo, esperando a perfeição chegar. “Quando eu for perfeita, serei feliz como pinto na merda.”

Mentira.




Marketing Para Viver um Novo Relacionamento

25 03 2008

Marketing Por Ari Lima Assinar feed do autor
jari_limaj@yahoo.com.br
Após a dor da perda ou depois de sentir o incômodo da solidão é preciso reconstruir os laços afetivos um novo relacionamento

Mas como buscar um novo relacionamento, depois de tantos anos sem exercitar a arte da sedução, da conquista amorosa, da paquera, se ficamos tanto tempo envolvidos numa relação que finalmente acabou?

Estamos falando de milhares de pessoas, homens e mulheres, muitas vezes com filhos crescidos, que vivem o fim de um relacionamento de muitos anos, e agora precisam enfrentar a realidade da solidão. Encontram-se diante da possibilidade de reconstruir suas vidas através de um novo relacionamento afetivo.

Nos sites de relacionamento existem dezenas de milhares de pessoas que estão à procura de sua alma gêmea, ou pelo menos alguém para compartilhar a vida, mas nem sempre encontram uma fórmula ideal para esta busca.

Como consultor de marketing pensei em mostrar as semelhanças que existem entre a busca de promoção pessoal para o sucesso profissional e a busca de promoção pessoal para o sucesso em um novo relacionamento.

Pode parecer estranho apresentar este tipo de analogia, pois no caso de um novo relacionamento lidamos com questões íntimas, emocionais e pessoais, e também com o lado romântico do relacionamento.

No entanto, acredito ser possível utilizarmos estes conceitos de marketing de uma forma especial, com a sensibilidade e o romantismo que a situação exige, para nos ajudar a encontrar a felicidade pessoal num novo relacionamento.

Segundo os conceitos utilizados no marketing pessoal de carreira, a pessoa que busca um novo relacionamento precisa trabalhar sete áreas relacionadas a sua pessoa e ao seu comportamento.

  • Objetivos - saber o que espera de um relacionamento;
  • Quem você busca definir as características ideais que combinam com você;
  • Imagem pessoal fazer renascer a vaidade e cuidar da aparência;
  • Comportamento pessoal trabalhar a sua comunicação interpessoal;
  • Rede de relacionamento social retomar amizades e vida social;
  • Promover sua pessoa onde, como e para quem irá se expor;
  • Preparar-se emocionalmente para um encontro.

Objetivos

Pode parecer sem importância, mas ter objetivos definidos em relação ao que buscamos de um relacionamento será fundamental numa estratégia de marketing para relacionamento.

O que você está buscando em um novo relacionamento? Um casamento, um relacionamento sério, relacionamento casual, sexo, passar tempo, parceiro de viagem? Neste caso é preciso procurar a pessoa certa, pois objetivos diferentes, mesmo que implícitos, certamente trarão frustração e dificultarão uma aproximação.

Se você não sabe o que quer, dificilmente conseguirá o que deseja:

Quem você busca

É preciso saber as características da pessoa que busca. Qual tipo de pessoa lhe atrai, quais as características de uma pessoa que você admira, tanto fisicamente quanto de comportamento? Você busca alguém para compartilhar a vida, momentos pessoais e íntimos? É preciso pensar nos fatores que vão criar aquela química necessária nos relacionamentos afetivos.

as cuidado para não idealizar! Não busque a perfeição, o príncipe ou a princesa encantada. Avalie a pessoa que você é, e busque alguém compatível com você, evitando pessoas com grande diferença de idade, social, de aparência, etc.. Como também sendo muito exigente sem ter tanto pra oferecer. Tudo isto poderá levar a experiências de frustração, e comprometer sua auto-estima por provocar muitas rejeições neste processo de busca.

Imagem pessoal

É fundamental o papel da imagem pessoal nesta fase de conquista. Cuidar da aparência, não simplesmente como conceito de beleza, mas principalmente como conceito de simpatia, como forma de apresentar uma imagem agradável. Exercite o sorriso, o alto astral, a maneira de se vestir com bom gosto e adequada à situação, enfim a apresentação pessoal. Esta apresentação pode fazer uma grande diferença, principalmente, num primeiro encontro.

Talvez seja hora de voltar a exercitar a vaidade pessoal, cuidar mais de si, da saúde e da forma de se apresentar em público.

As mulheres têm características que as tornam mais femininas, mais sedutoras, mais atraentes, seja na forma de se vestirem, de se maquiarem, como também no sorriso, no andar, na feminilidade de uma maneira geral.

Homens, da mesma forma, têm características que despertam maior atração nas mulheres: a masculinidade, a simpatia, o sorriso, a forma de andar e a segurança nas atitudes.

Comportamento pessoal

O comportamento de uma pessoa é o complemento da imagem física, e é uma forma de comunicação. Estudos revelam que a linguagem corporal tem um impacto decisivo na apresentação. Segundo estes estudos, 55% do resultado de uma apresentação decorre de nossa linguagem corporal, ou seja, de nosso comportamento físico, como gestos, sorriso e  postura corporal; 38% é resultado de nosso tom de voz e da maneira como nos expressamos; e apenas 7% tem a ver com as palavra que usamos.

Por isto é importante que procuremos ter um comportamento que reforce a imagem que queremos ter diante das pessoas. Se quisermos conquistar alguém precisamos ter um comportamento de sedução, de sensibilidade e de carinho,  fatores estes que criam vínculos afetivos.

Desenvolver melhor a comunicação, a nossa capacidade de relacionamento interpessoal, a nossa afetividade e a nossa empatia é o caminho para conquistar as pessoas.

Rede de relacionamento social

Muitas vezes a busca por um novo relacionamento esbarra na dificuldade de saber por onde começar. Onde encontrar a pessoa certa? Após anos de um casamento, perdem-se muitos vínculos sociais. Não se tem mais contato com pessoas que podem nos ajudar nessa nova fase da vida, portanto, é preciso retomar esses vínculos, esta rede de relacionamento social, a partir dos amigos do trabalho, familiares e outros grupos.

Sair mais de casa e participar de atividades extra-trabalho. Refazer sua vida social como alguém que está sozinho e que pretende começar um novo relacionamento.

Promover sua pessoa

Os sites de relacionamentos na Internet constituem, hoje, uma das principais formas de buscar um novo relacionamento afetivo.

A vantagem dos sites é a grande quantidade de pessoas disponíveis com o mesmo objetivo. É possível encontrar pessoas com perfis de acordo com o que se procura. Claro que existem os riscos deste tipo de encontro e é preciso confirmar todas as informações recebidas.  Mas a verdade é que a Internet está fazendo uma revolução na maneira com que as pessoas se relacionam e, com certeza, tem ajudado grande número de pessoas a refazerem suas vidas afetivas.

Acreditamos, também, que as pessoas devem procurar outras formas de encontrar um novo relacionamento. Mas, o principal é sair do casulo, romper a barreira que às vezes colocamos, por comodismo, e que dificulta a busca de um possível encontro.

Preparar-se emocionalmente para um encontro

Acreditamos ser importante que a pessoa esteja bem consigo mesma para iniciar esta busca. Com disposição para correr o risco da rejeição ou de encontrar alguém que não goste. Disponível para esperar o tempo necessário, que não imponha regras nem prazos nesta busca, sendo tolerante e flexível. Consiga controlar a ansiedade e saiba preservar sua maneira de ser e sua integridade pessoal.

Podemos concluir afirmando que a utilização dos conceitos de marketing pessoal, na busca por um novo relacionamento, podem significar uma maneira mais fácil de se conseguir a realização pessoal. Fazendo uma metáfora, diríamos que o mesmo transporte que nos leva todos os dias ao local de trabalho, também nos leva ao local de lazer e prazer.  Portanto, podemos aplicar o marketing como uma ferramenta para gerir nossa carreira profissional, como também nossa vida afetiva. Espero que de alguma forma, em algum sentido, esta abordagem possa ajudar na busca pela felicidade de muitas pessoas.




A Importância da Resiliência na Gestão de Carreira

25 03 2008

Carreira Por Ari Lima Assinar feed do autor
jari_limaj@yahoo.com.br
Segundo o Dicionário Aurélio, resiliência é a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica. O termo resiliência foi adaptado ao comportamento humano para definir nas pessoas sua capacidade de superar dificuldades, vencer adversidades e se recompor de uma situação difícil ainda mais fortalecida.

Conhecemos inúmeros casos de pessoas famosas ou anônimas, que passaram por situações de extrema dificuldade, tragédias e privações, e mantiveram a crença, a fé e a postura combativa, conseguindo ultrapassar os obstáculos e retomar suas vidas ainda mais fortalecidas. Pessoas que sobreviveram a campos de concentração, que passaram por longos seqüestros, que viveram situação de falência em suas empresas, doenças graves e conseguiram dar a volta por cima, ressurgindo ainda mais fortes após superadas as dificuldades.

A psicoterapeuta e empresária paulistana Claudia Riecken, que lançou o livro “Sobreviver: Instinto de Vencedor – Os 12 Portais da Resiliência e a Personalidade dos Sobreviventes” (Editora Saraiva), faz um interessante estudo da personalidade e do comportamento de pessoas que passaram por adversidades. A autora apresenta algumas conclusões sobre as características destas pessoas, em recente matéria publicada na revista VOCÊ SA. (Edição 104, fevereiro de 2007).

Segundo a matéria, ela entrevistou 182 pessoas que passaram por situações críticas: sobreviventes de acidentes graves, campo de concentração nazista durante a segunda guerra mundial e outras adversidades; concluindo que estas pessoas têm em comum determinadas características e habilidades, como autoconfiança, persistência, criatividade, flexibilidade e bom humor perante a vida.

Analisando as características dos resilientes apontadas pela psicoterapeuta, vemos que muitas destas características são as mesmas que temos destacado em artigos e consultorias sobre marketing pessoal e gestão de carreira.

em recente artigo que publicamos com o título “As 7 Competências Essenciais para Gestão de Uma Carreira” descrevemos qualidades como: auto-motivação, bom humor, criatividade, liderança, capacidade de produzir conhecimento, relacionamento interpessoal e capacidade de sonhar como habilidades fundamentais para um profissional se sobressair no mercado.

Baseado nestas similaridades de competências pode-se observar que as organizações e o mercado de trabalho buscam hoje em dia pessoas resilientes, ou seja, pessoas que têm uma grande capacidade de adaptação e de vencer obstáculos mantendo a fé, a esperança e o bom humor. Precisam de pessoas que lutem e sejam competitivas, mas ao mesmo tempo mantenham uma condição psicológica tranqüila em face dos acontecimentos.

A boa notícia é que todas estas qualidades podem ser desenvolvidas. É preciso, portanto, que cada pessoa possa analisar sua própria condição em relação a estas competências, e buscar meios de desenvolver aquelas em que estiver aquém do esperado.

A conclusão que chegamos é a seguinte: cada vez mais a resiliência será uma qualidade a ser incorporada ao comportamento humano como condição de vida e de trabalho satisfatórios. E que o conjunto das 7  competências essenciais será o meio para se atingir a qualidade de uma pessoa resiliente.




Desejos de um Vivente!

6 03 2008

Achei em um orkut perdido por aí… muito forte.

Quero conhecer o mundo! Andar de riquixá em Nova Deli, atravessar a Golden Gate Bridge em São Francisco de bicicleta, passear de gôndola nos canais de Veneza, conhecer as pirâmides egípcias e as colunas gregas. Quero atravessar o Nordeste de carro e a Amazônia de barco. Quero mergulhar em Noronha e desvendar os segredos da Ilha de Páscoa. Quero passar a lua de mel em Paris e viajar pela costa sul da Itália até Positano.
- Quero escrever um livro.
- Quero sempre trabalhar com gente, fazer justiça.
- Quero um amor que me tire a fome, faça meu coração acelerar e a respiração parar algumas vezes ao dia.
- Quero morar na praia. Pelo menos uma temporada em Trancoso.
- Quero fazer curso de fotografia, design de interiores e gastronomia.
- Quero ter um jipe para participar do Rali dos Sertões.
- Quero casar em um campo aberto, no final de uma tarde de primavera, com um vestido tomara-que-caia, o cabelo solto e um buquê de flores brancas. Quero que dançar descalça na grama sob as estrelas e ir embora da festa em um carro antigo, com fogos de artifício cruzando o céu.
- Quero continuar contando com o apoio da minha família para o resto da minha vida e quero manter as amizades que tenho hoje, independente das novas que ainda farei.
- Quero assitir um show do U2 em Dublin, do Jack Jonhson no Hawai, show da Reação em Cadeia em POA e a final de uma Copa do Mundo no Maracanã (com o Brasil vencendo, claro!).
- Quero aprender a falar italiano.
- Quero ter filhos. Dois de preferência.
- Quero um dia saber que o mundo está mesmo se tornando um lugar melhor pra morar.
- E quero, finalmente, viver o suficiente para a gente conseguir fazer e ver tudo isso.




GTD: 4 dicas simples para facilitar a adoção deste método de produtividade pessoal

6 03 2008
 Já faz algum tempo que eu não publico nada por aqui sobre a metodologia GTD, de David Allen. Mas continuo aplicando boa parte dela ao meu dia-a-dia, e posso afirmar que ela vem funcionando bem para mim.

Se você não sabe ainda o que é GTD, leia os artigos do link acima, ou este resumo do GTD que eu publiquei em novembro passado. Segundo o próprio autor, a essência de GTD é:

“Tire tudo de sua cabeça. Tome decisões sobre cada coisa no momento em que toma conhecimento dela, sem esperar elas explodirem. Organize lembretes de seus projetos e das próximas ações em cada um deles em categorias apropriadas. Mantenha seu sistema atualizado, completo e analisado com uma freqüência suficiente para ter confiança em suas escolhas intuitivas sobre o que você está fazendo (ou deixando de fazer) a cada momento.”

Implementar o GTD na sua vida pode ser visto como um ato de fé, ou uma conversão: o retorno só é maximizado se você adotar tão completamente quanto estiver ao seu alcance, e de uma vez só, para as diversas áreas da sua vida em que a produtividade importante: trabalho, faculdade, organização doméstica, etc. Mas é possível adotar algumas técnicas para facilitar esta transição.

Se você já andou lendo sobre GTD e está pensando em experimentar, eis 4 dicas que podem ajudar a experiência a dar certo:

  1. Comece com o que você já conhece: não torne tudo mais difícil ao se obrigar a se adaptar a novas ferramentas. Se você se dá bem com listas em papel, comece com listas em papel. Se já está bem adaptado a um palm, use-o. Se anda com um notebook em todo lugar, pode experimentar também. Mas não espalhe as informações em múltiplas ferramentas - o método GTD tem como um de seus fundamentos a unificação das caixas de entradas e listas de pendências.
  2. Popule seu sistema da forma mais completa possível, e revise regularmente: A idéia é que você possa se acostumar com a sensação de que não precisa manter uma lista de pendências paralela sempre na sua cabeça. Não sabote a si mesmo, deixe suas listas, fichas ou agendas sempre tão completas quanto possível, atualize o status de cada tarefa ao terminar, e revise tudo regularmente.
  3. Torne seu sistema portável: e carregue-o consigo! Se você estiver na loja de ferramentas e perceber que não sabe a bitola dos cabos que faltaram, e que eles estão anotados em uma agenda lá no escritório, você estará criando o reforço negativo que deveria evitar, e não conseguirá se convencer de que vale a pena tirar da memória as informações que registra nas fichas. Se sua agenda ou notebook não podem ser levados e consultados em qualquer lugar, você deveria repensar a ferramenta adotada.
  4. Dê a si mesmo o tempo de criar o hábito: É razoável esperar ao menos 4 semanas para transformar a intenção em hábito. Não desista no terceiro dia!

A dica vem da Kelly Forrester, que trabalha com David Allen, criador do método GTD - portanto ela deve entender do assunto ;-)

Fonte: http://www.efetividade.net/2007/08/23/a-diferenca-entre-agenda-e-lista-de-pendencias-segundo-o-gtd/




Amigos, ainda…

4 03 2008

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas
jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos
que tivemos, dos tantos risos e
momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da
angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim…
do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades
continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem
sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas
tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até
este contacto se tornar
cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas
fotografias e perguntarão:
“Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e……
isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi
tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes
novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último
adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar
mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para
continuar a viver a sua vida,
isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde
amigo: não deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas
adversidades sejam a causa de grandes
tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria se
morressem todos os meus amigos!

Fernando Pessoa




Qual a mais bela?

3 03 2008
Dois concursos elegem misses
com critérios opostos, uma
delas com o peso de 117 quilos


Rosana Zakabi
Fonte: http://veja.abril.com.br/171203/p_146.html

AFP
Rosanna Davison, miss Mundo 2003: 1,80 metro e corpo enxuto


O padrão universal de beleza é o da mulher alta, magérrima, com seios e bumbum firmes e abundantes. Algo como Gisele Bündchen, certo? Nem sempre. Em alguns países, mulher bonita é aquela que não apenas exibe seios e bumbum fartos, mas também apresenta cintura larga, barriga exuberante, braços fortes e pernas bem grossas. Neste mês, dois concursos de beleza elegeram mulheres completamente distintas uma da outra. Um deles ocorreu em Burkina Fasso, na África. As participantes tinham entre 75 e 130 quilos e desfilaram em trajes de banho. A grande vencedora foi Carine Riragendanwa, de 27 anos, 1,80 metro de altura e 117 quilos. O outro foi na China e elegeu a miss Mundo 2003. A vencedora foi a irlandesa Rosanna Davison, de 19 anos, também de 1,80 metro de altura e dezenas de quilos mais magra. Para o concurso de miss Mundo, o pré-requisito é ter 90 centímetros de quadris, 60 de cintura e 90 de busto. O concurso de Burkina Fasso parte do pressuposto de que, quanto maiores forem as medidas das misses, melhor.

BBC
Carine, miss na África: quanto maior, melhor


Apreciar formas arredondadas não é exclusividade de Burkina Fasso. Fugindo do padrão de beleza em voga no Ocidente, que prega a magreza absoluta, quem faz sucesso em várias sociedades da África e de algumas ilhas do Pacífico Sul são as gordinhas. Na Nigéria, há um festival todos os anos que também elege uma miss, geralmente a mais corpulenta. Antes de se casarem, muitas noivas nigerianas passam por um regime de engorda para agradar a seus pretendentes. No mundo ocidental, as formas arredondadas foram valorizadas até meados do século passado – a musa dos anos 50 era Marilyn Monroe, com seus seios e quadris voluptuosos. Na Renascença, as mulheres roliças eram fonte de inspiração para os artistas consagrados da época. Elas simbolizavam status, conforto e boa saúde. A magreza estabeleceu-se como sinônimo de elegância no início dos anos 90, quando as supermodelos Cindy Crawford e Claudia Schiffer se transformaram no padrão de beleza na maior parte dos países.

Sabe-se hoje que, além da questão cultural, há ainda fatores biológicos que contribuem para o conceito de beleza. Segundo os cientistas, a simetria facial, ou seja, a medida dos olhos, do nariz, da boca e das faces, é um item importante na escolha dos parceiros. É sinal de genes saudáveis, ausência de parasitas e sistema imunológico eficiente. A proporção entre cintura e quadris também é um indicador ancestral de saúde e fertilidade. Quadris mais largos costumam ser atraentes para a maioria dos homens. Talvez por esse motivo os corpos esqueléticos são admirados mais pelas mulheres que por eles. Ainda assim, casos como o de Burkina Fasso estão se tornando cada vez mais raros. Países que antes cultuavam as cheinhas passaram a admirar as mais magras por influência da indústria da moda. Há também a questão da saúde. Excesso de gordura tornou-se sinônimo de doenças cardiovasculares e diabetes – e, pior ainda, a obesidade é vista como sinal de desleixo. No Arquipélago de Tonga, no Pacífico Sul, ser gordo foi privilégio reservado aos nobres durante séculos. Nas últimas décadas, a prosperidade permitiu que os pobres também engordassem. Em conseqüência, a obesidade e as doenças cardiovasculares tornaram-se endêmicas. Os gordos passaram de bonitos a feios.

OAS_AD(’x04′); var OAS_width = ‘120′; var OAS_height = ‘600′; var OAS_banner_flash = ‘viajeaqui_revela_sites_x04.swf’; var OAS_camp = ‘071119_viajeaqui_sites_x04′; var clickTag = ‘oas’; var WMODE = ‘opaque’; var BGCOLOR = ‘#FFFFFF’; var PAGE = ‘veja/revistas’; var RAND = ‘2052137279′; var POS = ‘x04′; var CAMP = ‘OasDefault/071119_viajeaqui_sites_x04′; var IMAGE= ‘071119_viajeaqui_sites_x04.html’; var USER = ‘63393433616438643437633862353930′; var adServer = ‘ads.abril.com.br’; var accountId = ‘OasDefault’; var localBannerFlash = ‘http://adsimg.abril.com.br/RealMedia/ads/Creatives/’ + accountId + ‘/’ + OAS_camp + ‘/’ + OAS_banner_flash + ”; document.write(”" + “”);




24 02 2008
O cérebro humano
 
Por: Airton Luiz Mendonça (Jornal o Estado de São Paulo )

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.          

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.

             
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.


Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.  


Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:


Nosso cérebro é extremamente otimizado.


Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.


Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.


Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar
   
conscientemente tal quantidade.


Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.


É quando você se sente mais vivo.
 

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.


Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.  


Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.


Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.


Como acontece?


Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).


Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa…
São apagados de sua noção
 de passagem do tempo…

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.


Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.


Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.


Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a…

ROTINA

Não me entenda mal.


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.


Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:   M & M       (Mude e Marque).

           
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou
  registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar
quente, um ano, e frio no  seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.


Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).  
     

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
       

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.


Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.


Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.


Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.


Seja diferente.


Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos….. em outras palavras…… V-I-V-A.  !!!


Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.


E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.  


Cerque-se de amigos.


Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.  


Enfim, acho que você já entendeu o recado,
não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida..


E
S CR EVA  em
 tAmaNhos     diFeRenTes     e   em   CorES
     
 di f E rEn tEs  !

CRIE,  RECORTE,  PINTE,  RASGUE,  MOLHE,  DOBRE,  PICOTE,  INVENTE,  REINVENTE…..

V I V A  !!!!!!!!




É por pessoas perfeitas que nos apaixonamos?

23 02 2008

Nós sempre procuramos a PESSOA PERFEITA… e o que seria a mulher perfeita? Uma loira de olhos verdes, formada, pós-graduada, que saiba 2 línguas, que leia 5 livros por mês, que seja sempre linda e ardente, que divague sobre diversos assuntos? Cada um tem seu conceito, seu sonho de par ideal… mas os pares ideais se formam por detalhes tão pequenos, mas não menos importantes, que certas exigências simplesmente desaparecem. Quem não se sente bem em receber um sorriso sincero, um abraço verdadeiro e uma conversa que envolva ambos? Por mais que as pessoas tentem disfarçar através de “cascas”, caras e bocas, cedo ou tarde, o vazio se torna insuportável… e aos poucos, as pessoas aprendem que a felicidade não está nos outros, mas naquilo que fazemos de acordo com nossa consciência, sem ferir nossos princípios. E o dia que encontrar a pessoa que entenda isso e sinta o mesmo, quem sabe, não encontraremos o “par perfeito”?

Jornalista Mauri Fernando de Souza (Choco)




Golpe do baú…

13 02 2008

Fonte: E-mail.
Leiam, essa eu tenho que me render…

Segundo este site , uma mulher apelou e colocou um anúncio no CraigsList pedindo ajuda para um problema… diferente !!

Eu sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. (…) estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas? Eu namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil. Mas eu não consigo passar disso. 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Eu conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz?
Como eu chego no nível dela?

Sim, a mulher estava pedindo dicas sobre como arrumar marido rico.
Mas isso não é o mais legal, o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta bem articulada e fundamentada, e segue abaixo:

Eu li seu anúncio com grande interesse e pensei com cuidado sobre seu dilema.

Fiz a seguinte análise da situação :
Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano.

Isto posto, eu considero os fatos da seguinte forma:

Sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente… de fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos . Você não somente sofre depreciação como esta depreciação sempre aumenta!

Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. Então o fim de sua aparência começa cedo. Aos 35 anos você já estará acabada!

Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de ‘trading position’ (posição para comercializar), e não de ‘buy and hold’ (compre e retenha) - que é o que você deseja … daí o problema… casamento.

Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, ‘comprar’ você (que é o que você quer), portanto prefiro alugá-la . Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte: Se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair, eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim. Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.

Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto com uma garota ‘articulada, com classe e maravilhosamente linda’ como você ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você seja tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um ‘test drive’.

Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.

Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica ‘capitalização via golpe do baú’. Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo .