“Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles gostam.” Platão
“Primeiro os deveres, depois os direitos”
21 11 2008Fonte: Caro Jean Senem me ofertou de suas leituras.
O Presidente francês Nicolas Sarlizy, pronunciou um importante discurso de posso, que revela muita coragem e lucidez na defesa da honestidade, da verdade e da lealdade contra os falsos valores de uma filosofia materialista que campeia nas universidades e na imprensa de modo geral. Há muito não tinha lido um discurso tão importante, por isso o reproduzo aqui a seguir.
O discurso do Presidente serve muito bem para muitos de nossos intelectuais brasileiros, dominados pelo marxismo cultural, ateu e laicista, promotor da agitação e da desordem, que fomenta ações fora da lei e a destruição da moral. São aqueles, por exemplo, que moram em belos apartamentos nos melhores bairros das grandes cidades, recebem um belo salário, bebem uísque importado, e dizem que amam Cuba e decantam as maravilhas do comunismo cubano de Fidel Castro, mas depois vão passar suas férias em Paris. Usam a cátedra pública para envenenar as cabeças dos seus alunos, recebendo belos salários do Estado.
…………………………
O discurso do Presidente da França
“Primeiro os deveres, depois os direitos” “Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada. Não vamos permitir a mercantilização do mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo.
A idéia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale quanto o mestre, que não se pode dar más notas para não traumatizar o mau estudante. Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinqüente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável. Era o slogan de maio de 1968 nas paredes da Sorbonne: “Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar”. Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética.
Uma esquerda hipócrita que permitia indenizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor. Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder. A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho. Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: “abriu-se uma fossa entre a política e a juventude”. O vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinqüente, inocente. Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte coletivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.
Assinam petições quando se expulsa um invasor de moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde maio de 1968 renunciou ao mérito e ao esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República. Isso não pode ser perpetuado num pais como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que cobra do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres. “Primeiro os deveres, depois os direitos”.
Comentários : 3 Comentários »
Categorias : Política, Textos Interessantes
Em Rio do Sul – Jovem vota em Jovem
16 09 2008“Mostre a força do jovem em Rio do Sul… vamos transformar em projetos efetivos políticas para os jovens, vamos retirar os políticos de profissão que nunca nos escutaram, e vamos conquistar o direito de eleger alguém que realmente nos represente! A juventude não é o futuro, é o presente!”
Cristian Stassun
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Meus textos e poesias, Política
Que vereadores queremos?
15 09 2008Blog: http://www.minhocanacabeca.com/index.php?pg=noticia¬icia=1456
Comentado por: Luisão
A eleição de vereadores capacitados, honestos , intelectualmente preparados, é fundamental para uma administração democrática.Basta você ouvir uma vez só o programa do horário político para já descartar oitenta por cento dos candidatos. Gente que mal sabe soletrar o textinho mixuruca que lhe é dado a ler. Gente que afirma ter feito mundos e fundos pela população mas que não é capaz de citar ao menos UM projeto seu que contribuiu efetivamente para a melhoria do município.Gente que anda suplicando pelo voto do eleitor “compreensivo e grato” prá não perder sua única fonte de renda. Gente que quer comover a população, se mostrando bom chefe de família (pô, não estamos aí prá eleger o marido nem o pai exemplar!).A hora é agora de se pensar grande. Não podemos ter uma Câmara menor do que a Rio do Sul que sdesejamos para os nossos filhos.Vamos renovar essa Casa com elementos bem preparados e que tenham coragem de apoiar ou discordar de acordo com sua consciência cívica,mas sempre pensando no bem da coletividade!
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Política, Política de Sempre
Vereador por quê e pra quê!
15 09 2008PAREM TUDO!
Acho que está na hora de pet stop das coordenações das campanhas pra reavaliação e orientação dos candidatos a câmara de vereadores.
A maioria dos candidatos está prometendo coisas como se fossem candidatos a prefeito.
Meu Deus do Céu!
Será que não dá para perceber que perpetuar a ignorância com a promessa velada do que, como legisladores, não poderão fazer é um crime?
Todo dia tem um insano ou apenas um ignorante do papel ao qual se candidatou oferecendo não propostas no processo de fiscalização e controle das contas públicas, mas prometendo saúde, emprego, educação, praças de esportes, rua calçada.
Vereador não é executivo…
Assim com estar na câmara não significa apenas votar a favor do executivo quando é da base de apoio do partido do prefeito. Ou votar contra quando é oposição.
Mas avaliar, estudar, considerar projetos antes de votá-los do ponto de vista jurídico, fiscal, orçamentário, abrangência dos benefícios.
E depois acompanhar o desenvolvimento do projeto tanto em termos de qualidade dos serviços e da matéria-prima, como no cumprimento dos prazos.
Nome de rua? Homenagens diversas? Que sejam feitas. Mas também se recomenda que seja levado em conta o papel dos homenageados para toda a comunidade ou parte dela.
Homenagear mãe, pai, irmão que morreu, mas que nunca fizeram nada pela sociedade é uma desconsideração. Ou então família grande,que dá bastante votos….
Também defendo que os vereadores saibam, de antemão, o que diz o código de posturas do vereador para evitar as baixarias que presenciamos esse ano e que mostraram o perfil de alguns vereadores.
Não eram edis de oposição, mas seres humanos totalmente descontrolados emocionalmente e descomprometidos com a ética e os bons costumes.
Também recomendariam que os eleitores fossem críticos e atentos para evitar reconduzir a câmara de vereadores, candidatos envolvidos em histórias mal contadas, situações de constrangimento contra terceiros, comportamentos pouco ortodoxos.
Quem não cuida da família, que não respeitam os outros, quem agride mulher, filho, que tem taras, quem bebe em excesso. usa drogas e não tem controle sobre si mesmo, não pode se propor legislar e definir os destinos de uma cidade.
Apesar de achar que a proposta do partido do candidato é parte do todo, não posso pensar que pessoas que não tem condições morais, psicológicas, físicas, emocionais, financeiras sejam eleitas.
Porque quem não é legal em casa, não é legal na rua. Uma pessoa não tem um lado legal e outro ruim.Ela é uma só.
Eleger alguém porque este está desempregado, porque faliu com sua empresa e está sem eira, nem beira, porque o filho está doente ou foi corneado pela mulher não é motivo suficiente. Ou ta sem casa, ou é vesgo,ou perneta,ou é analfabeto.
Dessa forma ficaremos quatro anos reféns dos problemas alheios quando queremos, no fundo, que os problemas coletivos sejam solucionados..
Então, muito cuidado ao definir seu voto.
Muita avaliação é preciso.
E voltando ao início dessa conversa. E os partidos que parem tudo e ensinem a seus candidatos qual sua tarefa como vereadores pra que nós, eleitores, não sejamos castigados diariamente com tanta baboseira.
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Política
Discursos da politica (novela)
4 09 2008
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Discursos Famosos, Política, Política de Sempre
Política vindo e indo
18 08 2008“Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder”
Millor Fernandes
“Votar inteligente é conseguir falar com o candidato depois da eleição e saber justificar o voto”
Ivan Krüger
“Quando se pergunta a um político quais são seus projetos, ele deve responder perguntando: “Não, esta pergunta está errada, ela deve ser feita a você… Quais são seus projetos? O que quer que eu faça? E que tome coragem de depois depois das eleições vir falar comigo, e mesmo não eleito, nós dois podermos fazer juntos algo pela comunidade.”"
Cristian Stassun
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Política, Política de Sempre
APRENDA A VOTAR – Eleições 2008
24 07 2008Fonte: http://deolhonacapital.blogspot.com/
(em seis lições rápidas e fáceis)
DE VOLTA, A PEDIDOS, O CURSINHO TIO CESAR DE AUTO-AJUDA ELEITORAL
A pior coisa que a gente pode fazer para os maus políticos é aprender a votar. Nenhum deles quer que vocês se interessem por política, todos fazem questão que a gente nem queira saber o que está acontecendo. Um eleitor consciente, que sabe dos seus direitos e sabe o que quer é tudo o que os maus políticos odeiam.
Por isso, reuni algumas dicas que acho importantes para tentar ajudar o pessoal a fazer justamente aquilo que a quadrilha de corruptos não quer: endender um pouco mais de política e votar sabendo do que está fazendo.
1. A IMPORTÂNCIA DO VOTO
Não tem nenhuma outra oportunidade ou lugar em que pobre, rico, milionário, desempregado, culto, ignorante, esperto e burro sejam tão iguais quanto no momento do voto.
O voto de um cidadão é exatamente igual ao voto do outro, tem o mesmo peso. E ninguém “dá” esse direito pra gente. A gente adquire esse direito ao nascer no Brasil ou se naturalizar.
E pra “tirar” da gente esse direito é preciso ter cometido algum crime cuja pena seja a perda dos direitos políticos.
Ou seja, o voto é um dos principais e mais valiosos bens que a gente tem. Só que nem todo mundo sabe disso ou acredita nisso.
Pra perceber o valor do voto é só notar como tem gente atrás dele. Como eles gastam dinheiro pra conseguir o nosso voto. Como eles fazem qualquer negócio pelo nosso voto.
2. A IMPORTÂNCIA DA ELEIÇÃO
Praticamente tudo, na nossa vida, tem a participação dos políticos. Todas as leis são feitas por políticos. Da velocidade máxima na estrada ao imposto, da exigência de planta pra construir a casa à obrigação de andar vestido na rua, tudo, em algum momento, passou por um parlamento.
No município as leis são feitas e modificadas na Câmara de Vereadores, no Estado, na Assembléia Legislativa, no País, na Câmara dos Deputados e no Senado (que formam o Congresso Nacional). E toda essa gente que mexe com isso está lá falando em nosso nome. Eleitos e pagos por nós.
E nas prefeituras, no governo estadual e na presidência da república, os caras que gerenciam o dinheiro dos impostos e os serviços públicos, os que executam as tarefas que sejam necessárias para que a vida da gente seja melhor, também são políticos. E também são todos eleitos e pagos por nós.
Dá pra entender, então, como é importante o momento da eleição: é a única chance que a gente tem, em geral a cada quatro anos, de tirar quem não trabalhou direito e de colocar quem parece que nos representa melhor.
3. A IMPORTÂNCIA DESE DAR AO RESPEITO
Se eu tenho esse poder, de escolher meu representante e de mantê-lo como meu representante pelo tempo que eu achar necessário, e o poder de tirá-lo (ou a ela) de lá assim que sentir que não está trabalhando direito, então não posso me apequenar. Não posso ficar de cabeça baixa como se não fosse ninguém. Não posso dar, emprestar ou vender meu voto como se eu fosse um merda qualquer.
Por acaso você empresta sua mulher pra qualquer um que pedir? Por acaso você deixa seu marido ir pra noite com qualquer uma que lhe prometa um emprego? Você conta sua senha do banco pro primeiro que apertar sua mão? Você libera a chave do carro em troca de um cartão de boas festas?
Pois tem gente que entrega o voto em troca de um aperto de mão, de um cartão de feliz aniversário, de uma promessa de emprego. Ou de uma dentadura, ou de um sapato. Ou de vinte reais.
E muitas vezes, no desespero das dificuldades, a gente nem se lembra que é muito possível que estejamos assim, na pior, porque o voto dos pobres sempre foi dado em troca de um prato de comida. E enquanto continuar assim, nada muda.
4. A IMPORTÂNCIA DE ENTENDER A POLÍTICA
De tanto ver maus políticos roubando e fazendo pouco de nós, é natural que a gente crie um certo nojo de política. E quando a gente deixa de prestar atenção e se desinteressa, aí mesmo que a bandidagem engravatada se esbalda: nosso desinteresse significa que não terão problemas para se reeleger ou para se eleger.
Eles também gostam de dizer que política é coisa complicada, que não é pra qualquer um, que só pessoas “especiais” (eles!) podem se meter em política. E não é nada disso.
Política é uma das coisas mais simples e antigas do mundo. A gente aprende a fazer política em casa mesmo. Quando o filha quer sair e o pai não quer deixar, a menina vai conversar com a mãe, explica seus motivos, faz uma cara de tristinha. A mãe então vai falar com o marido, com um jeito que só ela tem. E o pai, que é brabo mas não é de ferro, acaba deixando.
O que aconteceu aí? Um exercício político, uma negociação política. Alguém, em defesa de seus interesses, tentou e conseguiu modificar a posição de um opositor, usando argumentos e um aliado, no caso uma aliada. E o grupo com maior poder (mãe e filha) reverteu a decisão.
O pai, politicamente, cedeu para não perder autoridade e para manter outras posições de prestígio, com a patroa ou com a filha, com quem poderá se aliar mais adiante.
Portanto, não acredite em quem diz que política é complicada. Ela é trabalhosa, mas não é complicada.
5. A IMPORTÂNCIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS
Na nossa democracia, a participação da gente no governo começa pelos partidos políticos: não posso me candidatar a nenhum cargo se não for filiado e indicado por um partido político. Por isso, não adianta se interessar por política e pela valorização do voto só às vésperas da eleição.
Em geral um ano antes da eleição termina o prazo de filiação a um partido político para quem quer concorrer.
Cada partido faz reuniões municipais, estaduais e nacionais, para escolher e indicar seus candidatos. Isso quer dizer que a primeira luta política se dá dentro dos partidos.
Num partido que tenha “dono”, que o manda-chuva seja o Coronel Fulano, só serão candidatos aqueles que o “dono” do partido quiser.
Isso explica a nossa surpresa, quando olhamos a lista de candidatos a vereador ou deputado, prefeito ou governador e vemos ali umas criaturas que não têm a menor condição de representar nem uma manada de mulas, quanto mais uma comunidade complexa como a nossa.
É que, como a gente não presta atenção ao processo político inteiro, e só presta atenção na política na véspera das eleições, perde a parte que talvez seja a principal: a escolha dos candidatos pelos partidos.
Há partidos que não têm “dono”, cujos filiados indicam livrevemente seus candidatos, é feita uma votação e os nomes representam de fato o que a maioria do partido acha que tem de melhor pra oferecer. Mas mesmo aí, onde tudo funciona direito, só votam os filiados, aqueles que participam da vida partidária.
Portanto, os nomes que vão aparecer nas propagandas políticas, os candidatos, não nasceram das ervas: eles vêm de partidos políticos, indicados com maior ou menor nível de seriedade.
6. A IMPORTÂNCIA DE FICAR ESPERTO
Tem alguns candidatos que são indicados só porque são ricos e os partidos não têm muito dinheiro para a campanha e precisam que alguém banque as despesas. Tem outros que são indicados porque já são muito conhecidos e podem garantir um número grande de votos para o partido (e isso ajuda aos demais candidatos da mesma legenda).
Lembram que falaram em indicar o Sílvio Santos pra concorrer à presidência? Pois é, radialistas, apresentadores de TV, jornalistas e artistas podem ser muito simpáticos e parecer muito bonzinhos ou muito lindos, mas nada disso significa que saberão nos representar direito, que não vão meter os pés pelas mãos. Uma coisa é animar um programa de auditório. Outra é dar palpite em coisas que afetam nosso bolso, nosso bem estar e nosso futuro.
Nas campanhas eleitorais, os candidatos mal intencionados não só prometem de tudo, como prometem coisas que eles não têm a menor condição de cumprir. Por isso, agora é a época de começar a ficar esperto.
Ninguém resolve todos os problemas sozinho. Nem o Lula conseguiu, nem o FHC, nem o Amin, nem o LHS. Muito menos os prefeitos. Ou os vereadores. Não tem como fazer milagre. Por exemplo, se o sujeito vier prometendo emprego pra todo mundo, não leve a sério: mais emprego depende do crescimento da economia e de uma série grande de outros fatores. Ou seja, tá prometendo o que não teria como cumprir, mesmo se quisesse.
Abra o olho, procure saber quem é e de onde veio o(a) candidato(a) e principalmente se é honesto e sincero. De corrupto bem falante a gente já tá cheio.
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Política, Política de Sempre
Marketing político: conceitos e definições – Eleições 2008
23 07 2008Fragmento do ótimo artigo: http://www.eloamuniz.com.br/arquivos/1188170795.pdf
Lá vc acha um estudo completo sobre marketing político e marketing eleitoral.
Planejamento da campanha
Merchandising Eleitoral
É o conjunto das atividades desenvolvidas nos bairros, municípios e estados, com o objetivo de dar
destaque ao candidato, gerando mais votos.
Comício
Origem na Roma antiga. Um comício é sempre um evento marcante na comunidade, tem o poder de
contagiar e impressionar as outras pessoas que dele não participam, por meio de imagens e fatos que
marcam sua realização. Fazer um comício requer planejamento cuidadoso, para que se tenha a certeza de
que este evento será uma demonstração de força eleitoral, e não o contrário.
Posicionamento estratégico
O primeiro estudo é em cima do adversário, estudando os principais assessores do candidato
concorrente e o próprio candidato, no que diz respeito a suas táticas favoritas e ao seu estilo de operação. O
planejamento estratégico se tornará cada vez mais importante para delinear a espinha dorsal da campanha
e a forma como acioná-la.
Propaganda eleitoral
As campanhas eleitorais, a propaganda tem o papel de valorizar idéias e indivíduos mediante
processos bem delimitados, e de promover a fusão da ideologia e da política. Não se trata de uma atividade
parcial e passageira, mas da vontade política em movimento, um processo de conquista e de exploração.
Cabe à propaganda eleitoral criar e produzir os símbolos, músicas, cores, tipo de material condizente com o
público-alvo, estudos de mídia, formas de propagação das atividades oriundas das do marketing.
Regras básicas
1. A simplificação
Frases curtas, símbolos simples e objetivos, slogan curto e condizente com o candidato e suas propostas,
jingle de fácil e agradável memorização.
2. O inimigo único
A individualização do adversário oferece inúmeras vantagens. Temos de concorrer para vislumbrar o
mais rápido possível, durante a campanha eleitoral, quem é o nosso principal adversário, sobre ele
concentrar toda a nova artilharia, e não disparar para todos os lados.
3. A repetição constante e uniforme
A repetição dos temas principais é de fundamental importância para sua memorização, assim como
deve ser levada a sério a uniformidade dos elementos de propaganda. A qualidade fundamental de toda
campanha eleitoral é a permanência do tema, aliada à variedade de apresentação.
Meios de divulgação
A. Televisão
É o maior veículo de massa que a propaganda eleitoral pode utilizar. Obviamente, a audiência
destes programas não é a mesma da novela das oito, mas o “horário” tem obtido índices bastante
razoáveis. Quando tiver oportunidade de falar na televisão, o candidato deve transmitir sua mensagem de
forma concisa, com respostas objetivas, esperando que o repórter dirija a entrevista, para evitar que na
edição da matéria não se perca boa parte do material gravado.
B. Rádio
Excelente para angariar eleitores, tanto nas zonas rurais quanto urbanas. Nas zonas rurais os
lavradores costumam levar seus rádios para o trabalho, enquanto que nas zonas urbanas as donas de casa
costumam ouvir sua estação preferida, enquanto arrumam a casa, assim como motorista, quando em
trânsito. No rádio devem-se evitar temas complexos para evitar a dispersão de ouvintes. Procurar a
analogia e “causas” para reforçar uma explicação. O rádio deve estimular a imaginação do ouvinte.
C. jornais e revistas
O uso de propaganda eleitoral em jornais e revistas é um assunto que ainda requer estudos mais
aprofundados. Temos constatado que seu uso fica restrito ao reforço, ou então, à veiculação de uma
mensagem altamente seletiva.
O papel das agências
O candidato deve procurar as agências que tenham criado suporte técnico-operacional para o
atendimento de marketing político-eleitoral, que não deve ser usado apenas nas épocas de eleição, visto
que uma gestão política bem trabalhada em nível de marketing facilita e barateia a eleição futura.
A contrapropaganda
Consiste em lançar conceitos, boatos e algumas verdades que não deveriam ser divulgadas, no
intuito de abalar o moral e desestimular o inimigo ou adversário.
Algumas regras usadas na contrapropaganda
1. Atacar os pontos fracos
Encontrar um ponto fraco do adversário e explorá-lo.
2. Assinalar os temas do adversário
A propaganda adversa é “desmontada” nos elementos que a constituem. Isolados, classificados em
ordem de importância, os temas do adversário podem ser mais facilmente combatidos. Retirados os
elementos verbal e simbólico que os tornam impressionantes, os temas são reduzidos a seu conteúdo
lógico, geralmente pobre, e, às vezes até contraditório; pode-se, então, atacá-los um a um, talvez, até opôlos
uns aos outros.
3. Atacar e desconsiderar o adversário
O argumento pessoal tem maior eficácia, nesta matéria, que o argumento racional. A divisão pessoal
constitui arma clássica na tribuna parlamentar e nos comícios, bem como nas colunas de jornais e revistas:
a vida privada, as mudanças de atitude política, as relações duvidosas são a munição preferida quando se
emprega essa arma.
4. Evitar o ataque frontal à propaganda adversária quando esta for poderosa
Em geral, interpreta-se como sinal de fraqueza a discussão racional dos temas do adversário. Essa
só é possível quando nos colocamos imediatamente dentro da perspectiva e da linguagem do adversário, o
que sempre é perigoso.
5. Colocar a propaganda do adversário em contradição com os fatos
Não existe réplica mais eficiente que a baseada nos fatos. Se tivermos em mãos uma fotografia,
vídeo ou testemunho que, embora sobre um único ponto, venha a contradizer a argumentação adversária,
ela, no conjunto, acaba por desacreditar-se. Como arma de propaganda nada vale mais do que o
desmentido pelos fatos.
6. Ridicularizar o adversário
Imitar seu estilo e sua argumentação atribui-lhe zombarias, pequenas histórias cômicas e os
famosos “causos” são armas que devem ser utilizadas com inteligência e criatividade no combate aos
adversários.
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Marketing, Política
“O maior inimigo do candidato é o político”
17 07 2008“O maior inimigo do candidato é o político”
“[..] o marketing eleitoral não deve procurar disputar o voto cristalizado, mas apenas os “flutuantes” e os “retardatários”, que são característicos de um eleitorado menos definido ideologicamente e de baixa motivação política. Portanto, só o marketing pode enfrentar esta situação de indiferença do eleitor comum à campanhas de conteúdo político.
Como conseqüência, “o maior inimigo do candidato é o político”, frase que segundo este autor é uma caricatura que “guarda traços fundamentais de veracidade”. Portanto, “as técnicas indutivas da decisão do voto massificado – isto é, o marketing político – constituem hoje, no Brasil, um campo de saber-e-fazer muito evoluído… que veio para ficar. O fato é que, no mundo de hoje, tornou-se improvável o sucesso numa eleição apenas por meios puramente políticos, sem contribuição substancial das técnicas de marketing” a qual, entretanto, deve ser vista como relativamente eficiente, mas limitada e não infalível nem onipotente.” (Almeida, 2008 )
“A idéia é moldar o indivíduo, como moldar um produto”.
Segundo Vera Chaia (1996) “Para os profissionais de marketing, o candidato a um cargo político, deve respeitar todas as etapas que envolvem a venda de um produto: desde a criação de uma plataforma política, até a ‘embalagem’, ou melhor, a conduta política, a forma de vestir, de se expressar”. Neste sentido, o marketing político não buscaria a formação de um projeto político e de um candidato como “ele é”, e sim de modo que torne mais fácil a sua aceitação pelo mercado, ou seja, pelo eleitorado. Seria uma forma “científica” de conquistar votos, através dos mídia e as funções do marketing. O candidato, (ainda segundo Chaia citando Richers7), “deve conhecer as necessidades de seu eleitorado, e ‘identificar-se com o ideal condizente com o mercado’, ‘criar uma marca’, ‘o político deve, depois, procurar ampliar vender a sua imagem’, ‘e apresentar promessas convincentes’ e trabalhar para ampliar seus apoios. Nesta concepção de marketing, ‘você não muda o indivíduo, mas pode educá-lo, ou levá-lo a auto-educar-se, para atingir esse objetivo, adotando, por exemplo, uma filosofia política’, ‘a idéia é moldar o indivíduo, como moldar um produto”. (Almeida, 2008 )
Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : Marketing, Política
Marketing Político x Marketing Eleitoral
17 07 2008
Buenas!
Esta semana tivemos uma aula na faculdade que falava, entre outros assuntos, sobre o Marketing Político.
O professor iniciou falando sobre Marketing Político e Marketing Eleitoral. Nesse slide da aula mencionou que Marketing Político e Marketing Eleitoral são sinônimos, então pensei comigo, será mesmo? Após algumas horas de pesquisa cheguei à conclusão de que a diferença (por incrível que pareça) é que um tem conceitos bem definidos, o outro não.
Nem mesmo os especialistas na área conseguem ter uma definição clara para o Marketing Político, os conceitos são na maioria controversos. O mesmo não ocorre com o Marketing Eleitoral. Encontrei uma citação do Pacheco (Pacheco, 1994) que fala o seguinte: “Voto é marketing, o resto é política”.
O que dá pra entender disso é que o voto, ou melhor, o processo eleitoral, tem muitos pontos em comum com o mercado de bens de consumo e serviços. O que há de comum? A existência do mercado e do produto.
Logicamente são contextos distintos, mas a idéia é a mesma. No processo eleitoral nosso produto é o político com suas idéias e propostas, o mercado é o eleitor, simples assim. Poderíamos dizer então que praticamente todo o mix de Marketing seria aplicado também no campo eleitoral.
Os desafios obviamente são diferentes. O prazo da campanha é curto e a opinião das pessoas muda muito facilmente a cada novo evento, seja uma publicação de pesquisa de intenção de voto, seja algum fato negativo descoberto na carreira do candidato.
O Marketing Pessoal também é aplicado durante as campanhas, pois o candidato precisa ser uma representação visual das idéias que defende e da imagem que quer vender aos eleitores.
Antes de me aprofundar no assunto considerava que a origem do Marketing Eleitoral seria na política, hoje vejo que não passa de uma área de aplicação do Marketing contemporâneo. No “fritar” dos ovos, mais uma vez o profissional de Marketing trabalha as variáveis para se adequar ao que o mercado pede.
Analogia que representa muito bem essa idéia é aquela do surfista que parece dominar as ondas. Na verdade o que ocorre é sua adaptação às variações impostas pelas ondas do oceano, que não pode ser controlado.
Legal, gostei de falar desse assunto, pena que acaba ficando muito extenso para colocar no blog, mas acho que deu para esclarecer algumas dúvidas e talvez gerar outras… hehe.
No próximo post estou pensando em falar sobre comportamento do cliente. Como é um assunto que rende, vou ter que pesquisar com calma um tópico interessante para o blog.
Até o futuro!
Comentários : 2 Comentários »
Categorias : Marketing, Política





