TEM COISA PIOR QUE LEVAR UM FORA?

31 08 2009

Pois eu afirmo que não, talvez empate com uma traição…mas, mesmo assim afirmo que não, não tem nada pior que um fora. Ainda mais quando se trata de um fora sem ter experimentado os lábios daquele cara incrível, romântico, educado, lindo, inteligente e muito, muito amigo. Sendo assim, não tem como não se apaixonar, concordam? Um cara assim, te faz crer que é o teu príncipe encantado. Tudo nele te encanta. Tudo parece perfeito…mágico…E você acredita ter encontrado sua alma gêmea! Em meio a longos suspiros pensa nele…sonha com ele…deseja estar com ele. E as conversas então….são horas de papos interessantes….parece que ele sabe exatamente o que você gosta, o que você quer ouvir. Tudo isso com ar tímido, um sorriso encantador, uma gargalhada contagiante. E vocâ? Cada vez mais apaixonada, começaa  bem sutilmente a deixar transparecer seus sentimentos, através de um email, um torpedo, uma ligação….Na esperança de receber um sinal, algo que te faça perceber se ele está sentindo o mesmo, entende? (continua)


Mas ele vai se tornando ainda mais atraente, se fazendo de desentendido, faz de conta que não percebeu seus sentimentos…mas continua incrível. E você então começa a ser mais objetiva e ele então, você sente, começa a meio que evitar alguns assuntos…E você começa a perceber que ele está mesmo fugindo deste sentimento intenso, profundo e arrebatador, ao ponto de evitar ficar a sós com você. Mas, cheia de sonhos e de esperança, em um rompante de paixão ardente, você finalmente abre o seu coração e revela seus sentimentos, porque não suporta mais tanto amor dentro do peito, que chega a te sufocar, É preciso colocar pra fora sem nunca imaginar que levaria um fora, afinal vocês se conhecem a meses…e você tem certeza que não foi por acaso que o destino o colocou em seu caminho, e a troca de olhares, os abraços…tudo indica que aí está nascendo um eterno romance e você até já conclui o leiaute desta paixão. Fatídico engano. Ele inicia, depois de te ouvir atentamente, te fazendo os mais belos elogios, como se você fosse realmente a pessoa que ele esperava…mas, no final dá a sentença…não é o meu momento para iniciar uma relação…Meu Deus! Sabe quando o mundo cai sobre a sua cabeça? Pois é exatamente esta uma das sensações. Sim, porque em fração de segundos passam na sua mente as mais terríveis indagações. Do tipo: Puxa vida, como posso  te me enganado tanto, o que há de errado em mim? O que vou fazer agora? Não tenho mais cara nem pra continuar uma amizade…que vergonha. Então, como não se abriu um buraco em sua frente pra você se enfiar nele…o que resta a fazer é sair de fininho…morrendo de raiva de você…porque na verdade você queria que tal iniciativa partisse dele…e além de tomar a frente leva um baita fora. Indignada e sem entender direito o que o levou a dizer não, você leva dias, meses, pensando no fato ocorrido, mas não sente raiva dele, mas sim de você mesma, com a sensação de ter feito tudo errado, de ter criado uma situação desconfortável para ambos. Mas enfim, você aprende que  nem sempre o momento certo é aquele que imaginamos, nem sempre uma grande amizade transforma-se em amor,nem sempre estamos preparados quando pensamos que estamos,e o melhor de tudo é que você aprende que nem sempre um fora significa o FIM. Pode estar apenas começando uma grande história de amor! Porque este sim, se resistir conquistará. Note bem, eu falei resistir e não insistir. Há uma grande diferença entre ambos, pois dar tempo ao tempo, sempre! Tornar-se inconveniente, nunca. Texto escrito por Rita de Queluz, no blog Garotas Nadavazias





“CADA PANELA TEM SUA TAMPA”?

24 06 2009
14/02/2006 | http://www1.folha.uol.com.br/

Íntegra de entrevista: Eliete Medeiros

DA EQUIPE DE TREINAMENTO

VOCÊ ACHA QUE A EXPRESSÃO “CADA PANELA TEM SUA TAMPA” FAZ ALGUM SENTIDO?

Realmente é uma verdade. É o que todos nós buscamos em um relacionamento. Nós procuramos uma pessoa que se encaixe exatamente. Tem o ideal e o real e nós buscamos sempre o par ideal. Existe a atração física e psíquica e há também as neuroses de relacionamento. Cada um acha a sua tampa e quando começa a perceber que sua tampa tem um amassadinho aqui, outro ali… Os casais começam a se desentender, porque eles querem se modular exatamente àquilo que idealizaram dos seus pares. E muitas pessoas me procuram, ou em casal ou individualmente, para saber como elas devem obedecer, se encaixar, no comportamento que os seus pares desejam. Eu entendo como uma questão inconsciente… Mas, para um relacionamento ser bom, agradável, é preciso aceitar que um relacionamento ideal não existe. Isso não existe. É fantasia. Existe o real que se baseia em muito diálogo, em harmonia, aceitação e flexibilidade para esse encaixe. Quando as pessoas são muito rígidas quanto à aceitação, querem moldar a pessoa de todo jeito, então se cria um relacionamento neurótico. Aqueles que desmancham hoje, brigam e batem a porta, ou então somem, mas depois de uma semana não agüentam e voltam. Dizem que se amam e que não agüentam viver um sem o outro. E justificam dizendo que “olha, você teve esse comportamento de novo”. Então as pessoas gostam de algumas partes dessa tampa, digamos assim, mas a parte “amassadinha” ela não aceita. Só quer a perfeição. Elas não vêem que elas também têm uns “amassadinhos”.

HÁ QUEM DIGA QUE AS PESSOAS NÃO ACHAM O PAR, E SIM A NEUROSE QUE AS COMPLETA. ISSO É VERDADE? VOCÊ PODE CITAR EXEMPLOS?

Eu tenho vários exemplos de tipos de casais neuróticos. Então, por exemplo, hoje eu atendi uma pessoa, um casal, que estava apaixonado loucamente. Eles tinham uma admiração muito grande. Ele por ela e ela por ele. Eles têm vidas diferentes, níveis sociais diferentes. Era o ideal: homem e mulher ideais, o típico caso de tampa da panela. Cada um foi se ajeitando ao outro e foram morar juntos. Aí a neurose começou! Eu traço o perfil das pessoas aqui na agência e faço uma consulta do que elas querem, para elas escolherem o que é real e o que é ideal. Esse casal, por exemplo, eles se dão muito bem sexualmente, porém no dia-a-dia não. A questão do nível social pesou muito, porque ela ganha mais do que ele, é uma mulher cabeça, trabalha fora, etc. Então ela tem uma vida social bem ativa e ele como está começando a carreira, ele ganha menos, a família dele é extremamente humilde. Então a agressividade dele veio à tona. E ela não aceita a obediência, porque ela acha que tem que ser de igual para igual. Na verdade, eles buscaram um par ideal, mas a realidade deles virou uma neurose.

EXISTIRIAM TIPOS A SEREM CLASSIFICADOS MESMO, COMO O MANDÃO E O DOMINADO, O EXTROVERTIDO E O INTROVERTIDO, O ATIVO E O PASSIVO?

O mandão e o mandado eles se afinam, não é neurose, porque um é ativo e o utro é passivo.

MAS JUSTAMENTE O FATO DE UM DOS DOIS EXERCER UM SÓ PAPEL NÃO CRIA UMA NEUROSE?

Não, porque aí pode existir uma aceitação.

E SE ESSA ACEITAÇÃO NÃO OCORRER, PODE PINTAR UMA NEUROSE, NÃO?

Quando os dois são ativos, por exemplo. Os dois são mandões, são extrovertidos e dominantes, querem mandar. O perfil de mulher que é assim… Eu tenho uma pesquisa feita neste ano sobre isso.

QUE PESQUISA É ESSA?

Quais as profissões e os comportamentos mais rejeitados. Já saiu em vários jornais e várias revistas. Por exemplo, a advogada, quais são as características que a faz ser tão rejeitada. Elas são tachadas de mandonas, sempre têm razão. Então isso acaba atingindo o relacionamento, porque os homens gostam da postura de serem os mandões no relacionamento.

QUAL É A MELHOR “TAMPA” PARA ALGUÉM NERVOSO, SEMPRE PRESTES A EXPLODIR, COMO UMA PANELA DE PRESSÃO?

O que uma dona-de-casa faz para destampar uma panela de pressão? Ela tira o pino e a coloca debaixo da torneira para esfriar um pouco. É o comportamento que um homem ou mulher tem que ter. E não aumentar a a temperatura, mas, sim, diminuí-la. Se um homem ou uma mulher são explosivos, qual o melhor comportamento? Não bater de frente com eles. Tem que acalmar ou calar, pelo menos, durante o momento. Tem que procurar um diálogo racional.

CASAIS QUE FUNCIONAM SÃO AQUELES QUE DE ALGUMA FORMA SE ENCAIXAM?

Não necessariamente. Eles não têm que ser tampas de panelas. É preciso que eles tenham sensibilidade. Isso é o ideal para que eles se encaixem. Eles podem se encaixar hoje, mas daqui a dois anos pode ser que eles não se encaixem mais. Uma pessoa evoluiu mais culturalmente, outra quer se desenvolver mais profissionalmente. É uma questão de sensibilidade dos casais… Se existe amor, existe você e o que você é. Não falo de abusos, nem de traição, não é isso que estou falando. De repente é uma mudança de atitude, por exemplo, ela não toma iniciativa, não quero mais porque ela não chega nunca no horário, são coisas que se não forem abusivas, podem ser conversadas e aceitas.

COM SUA EXPERIÊNCIA CLÍNICA, O QUE PROVOCA A FORMAÇÃO DE UM CASAL DO TIPO IOIÔ, QUE SE JUNTA E SEPARA MUITAS VEZES?

O medo. Um dos dois acha que não se gosta mais, mas, de repente, te larga e depois volta pelo medo de perder. É uma neurose bem forte.

ESSA POSSE É NEURA PURA NUM RELACIONAMENTO?

Sim, muita. A posse provoca muito esse tipo de relação. É um tipo de neurose. Uma outra coisa muito importante que vem acontecendo com os casais é a competição forte. Muita competição… Tanto profissional como a competição de auto-afirmação. No momento em que ela fica ao lado da outra, ela precisa justamente humilhar e desvalorizar o outro, mesmo que haja uma atração forte. É uma neurose bastante grave e na maioria das vezes tem que ser tratada. Ou então realmente esse casal tem que se desvincular, porque não há condições de continuar. Quem tem esses relacionamentos de posse, ciúmes excessivos tem que se tratar.

COMO?

Com terapia mesmo.

E POR QUE AS PESSOAS SE RELACIONAM DESSA FORMA? O QUE ESTÁ POR TRÁS DISSO?

Na verdade essas pessoas vão mais pela aparência do que, fato, pelo conhecimento de alguém. São formas de personalidade e comportamento que as pessoas desenvolveram ao longo da vida.

ESSAS PESSOAS QUE CRIAM RELACIONAMENTOS INSTÁVEIS TERIAM UM PERFIL EMOCIONAL EM COMUM?

Como assim?

SE ESSAS RELAÇÕES NÃO ESTÃO VINCULADAS A UM HISTÓRICO DE VIDA FAMILIAR CONTURBADO, POR EXEMPLO?

Isso está relacionado à grande maioria dos casos. Quando um homem mais velho, por exemplo, só busca meninas mais novas, ele está se auto-afirmando. Na verdade, essa neurose dele ainda se achar jovem é uma neurose total.

E QUEM TEVE PAIS BRIGÕES QUE SE BATIAM, QUE SE XINGAVAM, QUE FICAVAM NESSE VAIVÉM? ISSO INFLUENCIA NA MANEIRA COMO ESSAS PESSOAS SE RELACIONAM?

Influencia sim na formação da criança. Até sete, oito anos a criança não lembra dos acontecimentos em família, mas grava tudo. O que ela assiste em casa, até mesmo na adolescência, o que ela vê de trauma, de chocante em relacionamento, principalmente em casa é que ela carrega para a vida dela.

ELA REPRODUZ ISSO?

Sim.

MAS A FORMAÇÃO DE UM RELACIONAMENTO NEURÓTICO ESTÁ RELACIONADA SÓ À QUESTÃO FAMILIAR OU TAMBÉM PODE ESTAR LIGADO A UMA EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL, EM GRUPO OU PESSOAL DE ALGUÉM? A PESSOA TAMBÉM PODE DESENVOLVER UMA NEUROSE INDEPENDENTEMENTE DO HISTÓRICO FAMILIAR?

Sim, por conta de uma marca, porque ela tem algum complexo, se sente feia, rejeitada, por “n” fatores. O primeiro, básico é o familiar e a experiência que essa pessoa teve em casa. O comportamento num relacionamento depende também das experiências que ela teve ao longo da vida, se já foi traído (a) ou não, se alguém já bateu nela, comportamentos que traumatizaram os relacionamentos afetivos delas. Daí, elas podem desenvolver neuroses. Tipo “não vou ficar com ele, porque se ele fuma, ele atrai”. A pessoa relaciona comportamentos do outro que não têm nada a ver aos traumas de relacionamentos passados.

COMO ESSAS PESSOAS PODEM SE TRATAR?

Com psicoterapia mesmo. Elas precisam se tratar, precisam descobrir o que as traumatiza. Às vezes é preciso várias sessões semanais uma, duas ou três, o que a pessoa precisar… Depende da gravidade da coisa. A partir daí, ao falar, a pessoa vai tomando consciência, atualizando os aqruivos que ela têm, trabalhando o seu cognitivo e sua forma de pensar.

SENTIMENTOS DE CULPA E DE CARÊNCIA REGEM ESSAS RELAÇÕES? SÃO RELAÇÕES DE DEPENDÊNCIA?

O sentimento é mais de posse mesmo.

ISSO SERIA UMA TENDÊNCIA DA PÓS MODERNIDADE? RELAÇÕES BASEADAS EM IDEAIS DE CONSUMO, IMEDIATISMO, INDIVIDUALISMO, NARCISISMO? SE SIM, POR QUÊ?

Está muito relacionada ao papel da mulher. Antigamente a mulher não trabalhava fora, tinha uma utilidade forte só dentro de casa para cuidar dos filhos e do marido. Como todo mundo sabe, a coisa mudou. O grupo de pessoas que me procuram na A2Encontros é um grupo de pessoas livres, desimpedidas, mas que buscam com pessoas, com vontade de amar e serem amadas.

VOCÊ TERIA ALGUM ESTUDO PARA ME PASSAR SOBRE ESSA TENDÊNCIA DE INSTABILIDADE NAS RELAÇÕES?OU MESMO SOBRE OS RELACIONAMENTOS NEURÓTICOS?

Eu tenho um estudo sobre características físicas que chamam mais atenção, sobre comportamento. O que os homens buscam mais hoje? A mulher cabeça, que trabalha fora, independente, porém ele quer a mulherzinha… A mulher vaidosa, sensual, feminina. Eles também as dengosas, as carinhosas, de bom-humor, como a mãe dele. Isso cria uma neurose, porque elas querem um homem que as aceitem como elas são e a grande maioria não está disposta a mudar. Elas querem estar bem com elas mesmas.

Eliete Medeiros é psicológa clínica há 12 anos e trabalha na agência de casamentos A2Encontros.





Consultor para assuntos pessoais

22 06 2009
Assim como as empresas, as pessoas contratam profissionais para atingir suas metas de vida

Claudia Jordão

REALIZADA Érika Moraes passou no vestibular com a ajuda de Claudio Behr

Largar o emprego e abrir uma pousada no Nordeste. Encontrar o par perfeito. Ser o chefe do setor. Duplicar o valor do contracheque. Todo mundo tem um sonho ou meta na vida – ou, pelo menos, gostaria de ter. Há, porém, dois tipos de pessoas: as que perseguem incansavelmente o objetivo e as que deixam o plano esquecido em alguma gaveta, à espera de um incentivo externo para levá-lo adiante. Este segundo grupo é o filão dos profissionais que incentivam, apoiam e ajudam as pessoas a traçar um plano de ação rumo a um projeto próprio. São os chamados coaches pessoais, especialistas em analisar conjunturas e criar estratégias, sempre com foco na meta.

Os coaches surgiram no meio esportivo na década de 70 (o termo significa técnico de atleta, em inglês). Migraram para as empresas, nos Estados Unidos, nos anos 80, com o objetivo de tornar os funcionários mais competitivos e comprometidos com os lucros. Há dez anos, chegaram ao Brasil, primeiro para atuar na área corporativa. Agora, são cada vez mais requisitados por pessoas com metas pessoais a atingir, seja em questões de relacionamentos, seja de aparência, de qualidade de vida ou de carreira.

“Coaching não é terapia. Nosso negócio é pensar à frente”
Villela da Matta, presidente da Sociedade Brasileira de Coaching

A profissão de coach não é regulamentada. Mas, para aplicar a metodologia de coaching, é necessário passar por um treinamento específico, baseado em técnicas, ferramentas e abordagens desenvolvidas por estudiosos da área ao longo dos últimos 30 anos. Na década de 70, o treinador americano Timothy Gallway escreveu o livro “The Inner Game of Tennis” (Por Dentro do Jogo do Tênis, em tradução livre). Nele, apresentou uma nova metodologia de treinamento e desenvolvimento pessoal e profissional. Nos anos 80, o psicólogo britânico John Withmore criou um dos primeiros modelos de coaching corporativo. Atualmente, o Behavioral Coaching Institute (Instituto de Coaching Comportamental), nos Estados Unidos, é uma das mais respeitadas escolas de coaching e centro de pesquisa sobre a técnica.

A formação do coach existe em diversas instituições pelo mundo. Mas quem procura um profissional deve ficar atento: há muita gente oferecendo o serviço sem especialização. Para evitar os charlatões é preciso levantar os casos em que o profissional trabalhou, tempo de atuação, formação e certificados.

“Coaching lida com pessoas, mas não é terapia”, explica Villela da Matta, presidente da Sociedade Brasileira de Coaching (SBC), que é formado em administração, ciências da computação e psicologia. “Não investigamos o passado de nossos clientes, nem porque são daquele jeito ou agem de determinada maneira. Nosso negócio é pensar à frente e em como sua meta será alcançada.” Esta diferença entre coach e terapeuta seduziu o casal de dentistas Henry Gutierrez, 48 anos, e Patrícia Gross, 37. Dois anos atrás, eles enfrentavam uma crise no casamento e resolveram investir no coaching como saída. “Lavar roupa suja só aumenta as mágoas”, diz Gutierrez. “Preferimos começar do zero e, no lugar de avaliar o passado, olhar para o futuro.” Deu certo. Ao longo de um ano, analisaram cada problema de uma vez, como, por exemplo, a dificuldade de comunicação, a importância do carinho na relação e as finanças, e hoje estão felizes juntos.

A meta a ser alcançada é sempre o ponto de partida. Mas nem sempre o cliente enxerga de forma clara. “Boa parte das pessoas chega perdida”, diz a coach Ana Paula Peron. Também pode acontecer de se buscar orientação com um objetivo em mente e ao longo do processo descobrir que o problema tem outra origem. Foi o caso da consultora de recursos humanos Tania Sanches, 38 anos. “Procurei um coach porque havia sido demitida e queria voltar ao mercado de trabalho”, diz ela. “Durante as sessões percebi que a minha vida pessoal estava toda desarrumada.” Tania viu que estava em segundo plano desde que se casou e se tornou mãe. Deu-se conta também que havia três anos não saía para jantar com o marido. Ela ainda está fazendo as sessões, mas já descobriu um novo filão profissional: aliar sua profissão de consultora de RH autônoma com o coaching. Para isso, está estudando a técnica.

Identificada a meta, cabe ao coach levar a pessoa a minimizar ou eliminar tudo aquilo que a impede de atingir seu objetivo. É sua função também ajudá-la a enxergar seus potenciais, para que sejam explorados da melhor maneira possível. “O coach nunca diz ao cliente o que ele deve fazer”, explica o coach Claudio Behr. “Ele faz as perguntas certas para chegar às respostas corretas.” Quem atua na área de assuntos pessoais terá mais prestígio se tiver formação específica no seu ramo, como Behr, 35 anos, que é coach e professor de física de cursinho pré-vestibular. Graças a ele, a estudante Érika Moraes, 20, conseguiu organizar seus horários, driblar sua tensão e conquistar uma vaga na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), sua grande meta. “O coaching me ensinou a ter confiança e me fez acreditar que é possível alcançar nossos sonhos”, diz Érika.

O coaching é bastante popular no meio artístico. Atores globais como Juliana Paes, Cauã Reymond e Grazi Massafera recorrem a este profissional para ajudar no desenvolvimento dos personagens. “Sou expansiva, gesticulo muito e me mexo demais”, diz Taila Ayala, que acaba de estrear na novela “Caminho das Índias”, da Rede Globo. “Vi que isso não cabe em determinadas situações e aprendi a investir no meu olhar.”

SEM CRISE Henry Gutierrez e Patrícia Gross: casamento salvo

A procura pelos cursos cresce exponencialmente. Só a Sociedade Brasileira de Coaching formou 300 profissionais em 2008, um crescimento de 300% em relação ao ano anterior. Lá, a primeira etapa do curso engloba 80 horas de teoria, mais 25 de prática, além de 100 horas de treinamento. Custa a partir de R$ 5 mil. Quem quer atuar na área executiva precisa fazer outras 80 horas de treinamento. Cada sessão de coaching, com duração média de uma hora, custa de R$ 150 a R$ 300. O processo geralmente chega ao fim depois de 12 sessões, ou cerca de três meses.

A demanda por profissionais desse tipo talvez seja um reflexo da sociedade em que vivemos, na qual as pessoas se enxergam como empresas, com metas a alcançar. “Há pressão para sermos perfeitos em casa e no trabalho e para termos o melhor desempenho em tudo o que fazemos”, diz a psicóloga Leila Tardivo, professora do Departamento de Psicologia da USP. “Isso pode ser muito frustrante.” Até porque a passagem pelas técnicas de coaching não é garantia de sucesso.

Via: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2067/consultor-para-assuntos-pessoais-assim-como-as-empresas-as-pessoas-142064-1.htm





PERDOA-ME POR ME TRAÍRES Por Nelson Rodrigues

13 06 2009

Pior traição é trair seus desejos, sua vontade de viver, nessa vida tão fatídica e curta… Oportunidades que passam e não sonhamos, não vivemos…  (Cristian Stassun) e sobramos como a música do Raul (medo da chuva):

“Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado
Sem saber dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver”

“Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar”

PERDOA-ME POR ME TRAÍRES

Por Nelson Rodrigues – tragédia de costumes em três atos (1957)

GILBERTO Recuso! Eu não acredito em provas, eu não acredito em fatos e só acredito

na criatura nua e só.

TIO RAUL Mas é uma adúltera.

GILBERTO A adúltera é mais pura porque está salva do desejo que apodrecia nela.

GILBERTO [...] Quantas coisas deixamos de amar, quantas coisas esquecemos de amar. Mas chego aqui e vejo o quê? Que ninguém ama ninguém, que ninguém sabe amar

ninguém. Então é preciso trair sempre, na esperança do amor impossível. (agarra o

irmão) Tudo é falta de amor: um câncer no seio ou um simples eczema é o amor não

possuído!

TIO RAUL (Contido) — E, finalmente, qual é a conclusão?

MÃE (Para si mesma) — Meu filho não diz coisa com coisa…

GILBERTO É que Judite não é culpada de nada! E, se traiu, o culpado sou eu, culpado

de ser traído! Eu o canalha!

TIO RAUL (Segura Gilberto pelos braços e sacode-o) — Tua cura é um blefe. A tua

generosidade, doença! Agora sim, é que estás louco!

GILBERTO (Recuando) — Vocês exigem o quê, de mim?

TIO RAUL O castigo de tua mulher?

MÃE Humilha bastante!

PRIMEIRO IRMÃO Marca-lhe o rosto!

GILBERTO Devo castigá-la eu mesmo? Na frente de vocês? (com súbita exaltação)

Judite! Judite! (para os outros) Vocês vão ver! Vocês vão assistir! (grita) Judite! Judite!

JUDITE (Aparece, em pânico) — Que foi, meu Deus do céu?

(Silêncio geral. E, fora então, de si, o marido atira-se aos pés de Judite)

GILBERTO (Num soluço imenso) Perdoa-me por me traíres!

JUDITE (Desprende-se num repelão selvagem) (apontando) Está louco!

GILBERTO (Sem ouví-la) Perdoa-me!

JUDITE (Para a família) — Não está em si! Eu não traí ninguém!

TIO RAUL (Para a família que se agita) — Ninguém se meta! Ninguém diga nada!

(para a cunhada, caricioso e hediondo) Pode falar, Judite! Quer dizer que você concorda

conosco? Acha também que seu marido recaiu, digamos assim?

GILBERTO Não responda, Judite!

JUDITE Mas é evidente que está alterado… E, depois não tem cabimento: diz

“Perdoa-me por me traíres”, ora veja!

TIO RAUL E acha que êle deve ser internado, não acha Judite? Diga para a sua sogra,

seus cunhados, diga Judite!

JUDITE (Crispada e com certa vergonha) — Deve ser internado!

TIO RAUL (Rápido e violento) — Vocês me ajudem!

GILBERTO Mas que é isso?

(Gilberto é seguro, primeiro por Raul e, em seguida, pelos outros. O doente

esperneia e soluça)

MÃE Cuidado, não machuquem meu filho!

GILBERTO Amar é ser fiel a quem nos trai!

TIO RAUL (Arquejante) — É preciso! Você não pode ficar sôlto! (para os outros)

Ponham num táxi e levem para a casa de saúde, já!

GILBERTO (Aos berros) — Não se abandona uma adúltera!

MÃE (Chorando) — Você vai ficar bom, Gilberto!

(Saem Gilberto e os outros. Ficam Raul, D. Nieta e Judite)

JUDITE Eu não entendo porque os médicos deram alta!

TIO RAUL (Está de costas para ela) — Judite, por obséquio, quer trazer um copo de

água?

JUDITE Mineral ou do filtro?

TIO RAUL Do filtro. Meio copo basta.

(Judite sai de cena)

MÃE (No seu ódio, acompanhando-a com o olhar) — Como é limpa, como é cheirosa!

Imagina tu que ela própria me disse que fazia a higiene íntima três vêzes por dia, se tem

cabimento! Tanto asseio não havia de ser para o marido, duvido!

TIO RAUL (Saturado) — Mamãe, o problema não é êsse, mamãe. Eu resolvo tudo,

pode deixar. E saia um momento; espera lá fora, sim mamãe?

MÃE Humilha, ofende, mas sem violência. Violência, não. Nada de bater.

(Sai. Judite reaparece com o copo de água. Raul apanha o copo)

JUDITE Isso me estragou o dia.

TIO RAUL Obrigado, Judite. Estragou o dia, acredito. Primeiro vou adicionar isso

aqui… (está pondo um pózinho) um marido internado é muito repousante… (sóbrio e

inapelável) Agora, toma!

JUDITE (Recuando) — Para mim?

TIO RAUL Segura!

JUDITE (Está com as mãos para trás) — Mas que é isso?

TIO RAUL (Ainda contido) — Adivinha!

JUDITE (Com esgar de chôro) — Remédio?

TIO RAUL Veneno.

JUDITE (Com voz estrangulada) — Você enlouqueceu?

TIO RAUL Estou no lugar do irmão louco. Negas que tens um amante?

JUDITE Nego. E você não é meu marido!

TIO RAUL Te direi um detalhe, um detalhe só, e verás que é inútil mentir. (com um

riso estrangulado) É verdade ou não que teu amante exige que lhe digas pornografias?

(exultante) E não te contarei como soube disso, não! Talvez espiando no buraco da

fechadura, ou ouvindo nas portas! (corta o riso vil) Agora confessa a mim, antes de

morrer: tens um amante?

JUDITE (Com um riso soluçante) Um amante? Um só? Sabes de um e não

sabes dos outros? (violenta e viril) Olha: vai dizer a tua mãe, a teus irmãos, às tuas tias —

fui com muitos, fui com tantos! (súbitamente grave e terna) Já me entreguei até por um

bom-dia! E outra coisa que tu não sabes: adoro meninos na idade das espinhas!

TIO RAUL (Num soluço) — Ou te matas ou te mato! Bebe!

JUDITE (Mudando de tom, quebrando a voz num soluço) Eu me arrependo do

marido, não me arrependo dos amantes! (apanha o copo que vai levando à bôca,

lentamente. Enrouquecida.) — Minha filha!

(Judite bebe de uma só vez. Em seguida larga o copo que se estilhaça no

chão. Cai de joelhos, com as entranhas em fogo e tem um gemido grosso,

de homem. Ainda agoniza quando o exausto Raul vai encontrar-se com a

mãe)

MÃE Passaste-lhe uma boa descompostura?

TIO RAUL (Exausto de odiar e quase doce) — Ela não trairá nunca mais…





Cópias da amiga Carol

3 06 2009

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

“[...] Ah, o deus das fadas fica tão triste se a gente deixa
De ver o pôr do sol!
A linha vermelha, puxa uma carruagem cheia de estrelas,
Onde está a deusas dos sonhos e seu pó mágico,
Que faz a gente sonhar coisas lindas…
Quando vocês estiverem tristes, pensem em coisas lindas:
Balas, travessuras, carinho, carrinho, beijo de mãe,
Brincadeira de queimado, árvore de natal,
Árvore de jabuticaba, céu amarelo, bolas azuis,
Risadas, colo de pai, história de avó…
Quando vocês forem grandes e acharem que a vida não é linda
Pensem em coisas lindas.
Mas pensem com força, com muita força,
Porque aí o céu vai ficar cheio de vacas gordas amarelas,
Cachorro bonzinho, bruxa simpática,
Sorvete de chocolate, caramelos e amigos! [...]“

Domingo, 12 de Abril de 2009

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo – esperança!
- Vê que nem sequer sonho – amor!

Cecília Meireles

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Que a mulher que eu amo
seja pra sempre amada
mesmo que distanteporque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade

(Oswaldo Montenegro)

Domingo, 29 de Março de 2009

“Nada é permanente, exceto as mudanças.”

Heráclito





14 05 2009

Você já faz parte do meu tempo. Cristian Stassun





12 05 2009

“Ideal seria se todos soubessem amar o quanto sabem fingir!”





6 05 2009

A dor da paixão não satisfeita é essa: o apaixonado deseja possuir o objeto do seu amor, mas ele escapa sempre. Por isso ele sofre. Movido pela dor, quer possuí-Io. Não sabe que, para que sua paixão continue a existir, é preciso que ele continue escapando sempre. A paixão só ama objetos livres como os pássaros em vôo.

Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA
– Aos Apaixonados”





6 05 2009

“Teria mesmo chegado ao ponto de dizer nutro? Teria, teria sim, teria dito nutro e relacionamento e rompimento e afeto, teria dito também estima e consideração e mais alto apreço e toda essa merda educada que as pessoas costumam dizer para colorir a indiferença quando o coração ficou inteiramente gelado.”
- Caio F.Abreu –





Cama E Mesa – Roberto Carlos

8 04 2009

Enviado ao Blog de Lou Jezebel

Composição: Roberto Carlos – Erasmo Carlos

Eu quero ser sua canção
Eu quero ser seu tom
Me esfregar na sua boca
Ser o seu batom…

O sabonete que te alisa
Embaixo do chuveiro
A toalha que desliza
No seu corpo inteiro…

Eu quero ser seu travesseiro
E ter a noite inteira
Pra te beijar durante
O tempo que você dormir
Eu quero ser o sol que entra
No seu quarto adentro
Te acordar devagarinho
Te fazer sorrir…

Quero estar na maciez
Do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade
Desses seus segredos
Quero ser a coisa boa
Liberada ou proibida
Tudo em sua vida…

Eu quero que você me dê
O que você quiser
Quero te dar tudo
Que um homem dá
Pra uma mulher
E além de todo esse carinho
Que você me faz
Fico imaginando coisas
Quero sempre mais…

Você é o doce
Que eu mais gosto
Meu café completo
A bebida preferida
O prato predileto
Eu como e bebo do melhor
E não tenho hora certa
De manhã, de tarde
À noite, não faço dieta…

Esse amor que alimenta
Minha fantasia
É meu sonho, minha festa
É minha alegria
A comida mais gostosa
O perfume e a bebida
Tudo em minha vida…

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe
O que dá e recebe…

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida
Na justa medida…

O homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe
O que dá e recebe…

Mas o homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher
O melhor e fazer desse amor
O que come, o que bebe
O que dá e recebe…

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher
Ele faz desse amor sua vida
A comida, a bebida
Na justa medida…





7 04 2009

Minha lei acabou sendo por anos…

Paixão pela beleza, amor pelo conteúdo…

E houve um dia que alguém desafiou minha frase…

Por que não inverter essa ordem?

“Amor pelo conteúdo, paixão pela beleza?”

Olhe primeiro o conteúdo, o que a pessoa oferece, que depois a beleza da pessoa vai transformar-se, fazer-te apaixonar… Valeu Fanni…





28 03 2009

Fale alguma coisa, por favor, então suspire. Porque… eu não consigo beijar o silêncio.





Aqui vão algumas regras de ouro pra manter uma conversa!!‏

17 03 2009

Conhecimento inútil útil, para os meninos…

-Deixe ela falar o máximo que puder!! Mulheres adoram falar e isso é

um sinal de que tudo está indo bem!!

- Fale sobre você apenas o que for perguntado!! Não fique oferecendo

informação sobre você!! Quanto mais ela pergunta de você, maior o interesse,

e quanto mais ela descobre sobre você sem você ficar se exibindo, melhor!!

- Mantenha um mistério!! Diga que existem coisas sobre você que você

prefere não falar e MUDE DE ASSUNTO!

- Não a elogie!! Não babe ovo!! Isso dá a impressão que ela é boa

demais pra você!! Quanto menos vc a elogia, mais desacostumado com aquele

padrão de beleza você está!!

- Fale com ela na lingua dela!! Tente usar palavras que ela usa!! Tente

fazer gestos que ela faz!! Isso tem um efeito inconsciente incrível!!

- Use do humor inteligente!!

- Descubra o que é importante pra ela e tente seguir as regras da

conduta dela!!

- Nunca jamais pergunte do namorado dela!! Deixe isso pra lá!!

- Mantenha um estilo ousado mas respeitoso!!

- Leve-a através de suas palavras a imaginar situações e sensações que

ela gostaria de sentir!!

- Abuse das indiretas!!

- Pode se achar um pouquinho!! MAS POUCO!!

- Sempre tenha em mente que você não é o psicólogo dela!! Você quer a

conhecer e quer ficar com ela!! Não deixe ela pensar que você é somente um

amigo!!

- Evite falar de problemas!! Fale sobre coisas legais!!





FEIOS PORÉM LINDOS

27 01 2009

“As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Era um poeta maravilhoso, esse Vinicius de Moraes, mas deixou imortalizada uma frase que jamais sairia da boca de uma mulher. Aos feios, as mulheres dão boas vindas, desde que por trás do olho que não é azul e do corpo que não é atlético haja bom humor, inteligência e sex appeal.

Nunca veremos Brad Pitt e George Clooney namorando feinhas, mas já vimos Julia Roberts casar com Lyle Lovatt, um músico que tinha o rosto decorados com crateras, e a estonteante Sharon Stone desfilar com baixinhos barrigudos até contrair matrimônio com um senhor que mais parece um boneco de cêra. Há quem defenda a idéia de que mulheres casam com qualquer um, desde que tenha poder ou dinheiro. Poucas. Não foi o caso de Julia Roberts nem o de Sharon Stone, ricas e poderosas por si só, e também não é o caso de muitas Lucias, Andreas, Cristinas, Danielas, Fernandas e Jussaras anônimas. Mulheres preferem ser amadas do que invejadas.

Essa história de beleza tem a ver com atração, que tem a ver com “a primeira impressão é a que fica”, que tem a ver com inícios de relações. Se a garota for um canhão, as chances de conquistar um deus são quase zero (é uma generalização, toda regra tem exceções). Já se o garoto for feio, porém espirituoso, talentoso e auto-confiante, pode descolar o número do telefone da Marisa Monte. Lembrem-se que ela já namorou o Nando Reis, dos Titãs. Alguma coisa ele tem de lindo.

Mick Jagger é raquítico e branquela. Gerald Thomas é raquítico, branquela e usa óculos. Woody Allen é raquítico, branquela, usa óculos e está quase careca. Apesar desse quadro de horror, sei de muita mulher que não os expulsariam da sua cama. Será que elas nunca ouviram falar em Mel Gibson, Antonio Banderas, Pedro Bial? Elas nunca ouviram falar é que beleza garanta o conteúdo.

Mulher tem faro, não se contenta com a embalagem. É bem mais comum ver uma mulher linda acompanhada de um homem aparentemente sem graça do que o contrário. Não é (só) porque a concorrência é implacável e nos contentamos com o que sobra. É porque mulher tem raio-x: consegue olhar o que se esconde lá dentro. Se além de um belo coração e um cérebro em atividade ele ainda for apetecível, é lucro. Pena que a recíproca raramente seja verdadeira. Economizaríamos fortunas em cabeleireiros e academias se os homens fossem direto ao que interessa, na alma e no espírito, para os quais não adianta maquiagem.

Martha Medeiros





Outra pessoa – Martha Medeiros

27 01 2009

Sou fã da Gloria Kalil, uma mulher elegante em sua despretensiosa simplicidade e que consegue ser feminina e categórica ao mesmo tempo – combinação rara. Pois é ela que dá graça e leveza ao quadro Etiqueta Urbana, que apresenta junto com Renata Ceribelli no Fantástico, aos domingos. No último programa (22/07), o assunto era etiqueta nas relações amorosas: o que a intimidade permite e o que não permite. Todos deveriam nascer sabendo, mas há quem se atrapalhe, normal. O que é difícil de acreditar é que ainda exista, como o programa mostrou, mulheres que atendam o celular do parceiro para checar quem está ligando pra ele. Uma moça explicou que faz isso porque se sente no direito de saber quem está atrás do seu marido, e justificou: “se fosse outra pessoa, eu não faria”. No que Gloria Kalil, abismada, alertou: “mas ele é outra pessoa”.

Extra, extra! Notícia quente para quem está chegando agora da lua: nossos namorados, maridos e esposas são outras pessoas. Eles dizem que nos amam, e tudo indica que é verdade, mas isso não significa que o amor possua o dom de fundir o casal. Este ser com quem você divide o teto e as contas continua tendo amigos próprios, clientes próprios, vida própria. Você não vai acreditar: até pensamentos próprios! Pois é, criatura. Seu grande amor nasceu de uma família que não tem nada a ver com a sua, teve uma infância muito diferente da que você teve e viveu muito bem sem sonhar que você iria atravessar o destino dele – claro que, se ele for romântico, vai negar esta última parte e dizer que simplesmente não existiu antes de você aparecer. Como é que você tem coragem de xeretar a privacidade de um sujeito tão sedutor?

Celulares tocam numa tarde de domingo e isso não quer dizer que do outro lado da linha esteja um ricardão ou uma manteúda. Mas pode ser que esteja também, quem aqui tem bola de cristal? Só que não é esta a questão. O assunto em pauta é civilidade, lembra? Tem que ter! Educação segue sendo necessário até pra quem está casado há 82 anos, sem contar os sete de namoro. Se não houver gentileza e respeito, vira barraco. Baixaria. Fiasco. Portanto, pare de achar que está sendo traído e de ficar procurando evidências. Siga o conselho do sábio psiquiatra suíço Adolph Meyer: não coce onde não está coçando.

As relações amorosas seriam muito menos traumatizantes se os envolvidos tivessem a consciência de que estão vivenciando um excitante encontro entre adultos, e não um projeto de mútua adoção. Ninguém é criança, ninguém agüenta monitoramento constante. Morando em casas separadas ou na mesma casa, ele é uma pessoa, você é outra, e é aconselhável que cada um respire com o próprio nariz, pra não acabar em asfixia.

Martha Medeiros