Só Seu – Os Seminovos

4 11 2009

Eu sei que sou lindo,
Invejo você
Que teve a sorte
De me conhecer!
Eu já fui chegando
E passando a mão
Porque só uma louca
Me diria não!

E não falo por vaidade:
É que sempre digo a verdade!
O seu sonho aconteceu!
Porque essa semana
Só essa semana

Eu sou todinho seu! (Só seu! Só seu!) 4 X

Não, não vá embora!
Isso não se faz!
Outra chance dessa,
Gata, nunca mais!
Sim, vou te deixar
E você vai sofrer…
Mas é bem pior
Não me conhecer!

Mulher nenhuma me goza!
Você só gargalhou de nervosa!
Por medo de me amar, correu!
Garota, desencana!
Por toda uma semana
Eu sou todinho seu!

Eu sou todinho seu! (Só seu! Só seu!) 4 X

Corri atrás, te alcancei
Pro seu bem, te segurei
Fique calma pra entender
Pare de se debater!

(Solo)

Foi pra não bater
No seu namorado
Que eu acabei hospitalizado
Tenho muita força,
Nem sempre me domino
Prefiro apanhar,
Não sou assassino!

Veja que além de beleza
Tenho compaixão e grandeza
E o prazo ainda não venceu!
É a sua semana!
Só essa semana…

Eu sou todinho seu! (Só seu! Só seu!)…

(Letra e música: Maurício Ricardo, arranjos: Neto Castanheira)





Nowhere Fast – The Smiths

26 09 2009

Nowhere Fast

Nenhum Lugar Rápido

I’d like to drop my trousers to the world Eu gostaria de baixar minhas calças para o mundo
I am a man of means (of slender means) Sou um homem de intenções (de frágeis intenções)
Each household appliance Cada eletrodoméstico parece
Is like a new science in my town Uma nova da ciência na minha cidade
And if the day came when I felt a E se chegasse o dia em que eu sentisse uma emoção natural
Natural emotion Eu entraria em choque e provavelmente me jogaria no oceano
I’d get such a shock I’d probably jump E quando um trem parte
In the ocean É um som tão triste
And when a train goes by Não…
It’s such a sad sound É uma coisa muito triste
It’s such a sad thing
I’d like to drop my trousers to the Queen Eu gostaria de baixar minhas calças para a rainha
Every sensible child will know what this means Qualquer criança sensível saberá o que isso significa
The poor and the needy Os pobres e necessitados
Are selfish and greedy on her terms São mesquinhos e gananciosos no ponto de vista dela
And if the day came when I felt a E se chegasse o dia em que eu sentisse uma emoção natural
Natural emotion Eu entraria em choque e provavelmente me jogaria no oceano
I’d get such a shock I’d probably jump E quando um trem parte
In the ocean É um som tão triste
And when a train goes by Não…
It’s such a sad sound É uma coisa muito triste
It’s such a sad thing
And when I’m lying in my bed E quando estou deitado na minha cama
I think about life Eu penso sobre a vida
And I think about death E penso sobre a morte
And neither one particularly appeals to me E nenhuma das duas particularmente apela por mim
And if the day came when I felt a E se chegasse o dia em que eu sentisse uma emoção natural
Natural emotion Eu entraria em choque e provavelmente deitaria
I’d get such a shock I’d probably lie No meio da rua e morreria
In the middle of the street and die Eu deitaria e morreria
I’d lie down and die
Oh, oh




ROSEBUD (O Verbo e a Verba) – Lenine / Lula Queiroga

1 07 2009

Enquanto estou atolado na minha dissertação, nossa amiga Shn Nicoliche manda mais uma de suas maravilhosas dicas de música…

ROSEBUD (O Verbo e a Verba)

Composição: Lenine / Lula Queiroga

Dolores, dólares…

O verbo saiu com os amigos
pra bater um papo na esquina,
A verba pagava as despesas,
porque ela era tudo o que ele tinha.
O verbo não soube explicar depois,
porque foi que a verba sumiu.
Nos braços de outras palavras
o verbo afogou sua mágoa, e dormiu.

Dolores e dólares…. rosebud

O verbo gastou saliva,
de tanto falar pro nada.
A verba era fria e calada,
mas ele sabia, lhe dava valor.
O verbo tentou se matar em silêncio,
e depois quando a verba chegou,
era tarde demais
o cádaver jazia,
a verba caiu aos seus pés a chorar
lágrimas de hipocrisia.

rosebud, dolores e dolares…





Aja duas vezes antes de pensar

17 05 2009

Bom Conselho

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade





SÓ VOU GOSTAR DE QUEM GOSTA DE MIM de Caetano Veloso

16 03 2009
Caetano Veloso

De hoje em diante vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar, de esperar enfim
E pra começar eu só vou gostar
De quem gosta de mim 

Não quero com isso dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela quando a gente ama
Tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E pra não chorar
Eu só vou gostar de quem gosta de mim 

Não vai ser fácil, eu bem sei
Eu já procurei, não encontrei meu bem
A vida é assim, eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém




Ne Me Quitte Pas (tradução) – Maysa

15 01 2009

Composição: Jacques Brel

Não me deixe
Devemos esquecer
Tudo pode ser esquecido
Que já tenha passado
Esquecer os tempos
Dos mal-entendidos
E os tempos perdidos
Tentando saber como
Esquecer as horas
Que as vezes mataram
Com sopros de porque
O coração de felicidade
Não me deixe (4 vezes)

Eu vou te oferecer
Pérolas de chuva
Que vêm dos países
Onde não chove
Eu vou cavar a terra
Até a minha morte
Para cobrir teu corpo
De ouro e luzes
Eu farei uma terra
Onde o amor será rei
Onde o amor será lei
Onde tu serás rainha
Não me deixe (4 vezes)

Não me deixe
Eu inventarei
Palavras sem sentido
Que tu compreenderás
Eu te falarei
Sobre os amantes
Que viram duplamente
Seus corações incendiarem-se
Eu te contarei
A história deste rei
Morto por não poder
Te reencontrar
Não me deixe (4 vezes)

Nós freqüentemente vemos
Renascer o fogo
Do vulcão antigo
Que pensamos estar velho demais
Nos é mostrado
Em terras que foram queimadas
Nascendo mais trigo
Do que no melhor abril
E quando vem a noite
Com um céu flamejante
O vermelho e o negro
Não se casam
Não me deixe (4 vezes)

Não me deixe
Eu não vou mais chorar
Eu não vou mais falar
Eu me esconderei lá
Para te contemplar
A dançar e sorrir
E para te ouvir
Cantar e então rir
Deixa que eu me torne
A sombra da tua sombra
A sombra da tua mão
A sombra do teu cachorro
Não me deixe (4 vezes)





Mentiras Falsas – Composição: Paulinho Moska

10 01 2009

Ninguém conseguia acreditar
quando eu me apaixonei pela dor
Mas ela me esperava na esquina,
e usava seu vestido de amor
Tinha uma beleza infinita…
até pensei que era feliz
Mas ao provar da sua bebida
meus olhos viraram chafariz

A Verdade também dói
Mentiras falsas me destróem

Eu aquecia nosso inverno
falando de futuros verões
Ela me dizia : “Eterno”
é sinônimo de “Ilusões”
Nada que eu fizesse seria
um atalho para fugir
Pra onde ela quisesse eu ia,
até pra mim eu comecei a mentir
(porque)

A Verdade também dói
Mentiras falsas me destróem

Hoje ela nem lembra de nada
da história que inventou para mim
E quando me encontrar pela estrada
vai fingir que nunca me viu,
até o fim.
Ao lado dela um novo otário
que pensa estar no topo do mundo
Não sabe que no final do páreo
o prêmio é esse poço profundo.

A Verdade também dói
Mentiras falsas me destróem

Como eu disse, só para dividir um pouco as coisas que ouço por aí…..

Sheila Nicoliche





Brilho da Noite – Djavan

22 11 2008
Que será que existe
Além desse olhar,
Quanto há de segredo?
E entre Mozart e Liszt
por quem optará,
encara as alturas ou a placidez?
E em caso de amor
virá tateando,
ou irá por onde eu for?
matinal ou vampira,
afeita ao pecado?
seja agulhada ou zen,
sou mais você e mais ninguém
pra me tirar desse caos
onde estou estou,
doido pra amar,
louco de amor!
Quando quero ficar feliz
começo a pensar
em você me lambendo,
me vejo atuar
em seu filme,
e bem-enquadrado,
posso conferir
sua perfeição:
que mal pro meu coração...
brilho da noite
causa perdida
meu horizonte
tudo na vida
Música: Brilho da Noite
Djavan

Adoro música....principlamente aquelas que são "fundo do poço"....rsrs
Assim como disse Nietzsche "Sem música a vida seria um erro." 

Colaboradora do Blog: Sheila nicoliche




Corcovado – Tom Jobim

16 11 2008

Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê se o Corcovado
O Redentor, que lindo
Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade, meu amor
Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê se o Corcovado
O Redentor, que lindo
Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade
O que é felicidade
O que é felicidade, meu amor





Chico Buarque Vivo, Mas Eterno!

13 11 2008

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem

Que é pra te dar coragem

Pra seguir viagem

Quando a noite vem

E também pra me perpetuar em tua escrava

Que você pega, esfrega, nega

Mas não lava

Chico Buarque

“… Amando noites afora

Fazendo a cama sobre os jornais

Um pouco jogados fora

Um pouco sábios demais

Esparramados no mundo

Molhamos o mundo com delícias

As nossas peles retintas

De notícias…”

Chico Buarque

Mesmo em sonho estive atento para poder lembrar-te sempre

chico Buarque

Quem me vê sempre parado, distante

Garante que eu não sei sambar

Tou me guardando pra quando o carnaval chegar

Chico Buarque

Eu semeio vento na minha cidade,

Vou pra rua e bebo a tempestade.

…e pela minha lei, a gente era obrigada a ser feliz.

Chico Buarque

Ai, que saudades que eu tenho

Dos meus doze anos

Que saudade ingrata

Dar banda por aí

Fazendo grandes planos

E chutando lata

Trocando figurinha

Matando passarinho

Colecionando minhoca

Jogando muito botão

Rodopiando pião

Fazendo troca-troca

Ai, que saudades que eu tenho

Duma travessura

Um futebol de rua

Sair pulando muro

Olhando fechadura

E vendo mulher nua

Comendo fruta no pé

Chupando picolé

Pé-de-moleque, paçoca

E disputando troféu

Guerra de pipa no céu

Concurso de pipoca

Chico Buarque





CUBO

21 08 2008

“Nasci no meio de milhares de pinheiros, mas eu saquei que sou uma goiabeira”

da música do Dazaranha

CUBO

“O meu compromisso

Com a minha natureza

É de não ser igual

Nasci no meio de milhares

De pinheiros mas, eu saquei

Que sou uma goiabeira

Na geometria desse mundo

Me disseram que eu sou quadrado

Mas, eu sou triangular

Ou quem sabe circular

O alecrim e a hortelã

Me confundem”





Realize (Tradução) – Colbie Caillat

31 07 2008

Composição: Indisponível

Compreenda

Leva tempo para compreender
Que o seu calor está sumindo
Leva tempo para compreender
Que eu estou do seu lado
Eu não, eu não te disse?

Mas eu não posso soletrar para você
Não, nunca será tão simples
Não, eu não posso soletrar para você

Se você compreendesse o que eu compreendi
Nós seriamos perfeitos um pro outro
E nunca acharíamos outros
Apenas compreenda o que eu compreendi
Nós nunca teriamos que nos perguntar se
Sentiríamos falta um do outro agora

Leva tempo para compreender
Oh-oh eu estou ao seu lado
Eu não, eu não te disse?
Leva tempo para compreender
Oh-oh eu estou do seu lado
Ohh ohh

Mas eu não posso soletrar para você
Não, nunca será tão simples
Não, eu não posso soletrar para você

Se você compreendesse o que eu compreendi
Nós seriamos perfeitos um pro outro
E nunca acharíamos outros
Apenas compreenda o que eu compreendi
Nós nunca teriamos que nos perguntar se
Sentiríamos falta um do outro agora

Não é sempre o mesmo
Não, nunca é o mesmo
Se você não sente isso também
Se você me encontrar no meio do caminho
Se você me encontrasse no meio do caminho
Seria o mesmo pra você

Se você compreendesse o que eu compreendi
Nós seriamos perfeitos um pro outro
E nunca acharíamos outros
Apenas compreenda o que eu compreendi
Nós nunca teriamos que nos perguntar se
Sentiríamos falta um do outro agora

Se você compreendesse o que eu compreendi
Nós seriamos perfeitos um pro outro
E nunca acharíamos outros
Apenas compreenda o que eu compreendi
Nós nunca teriamos que nos perguntar se
Sentiríamos falta um do outro agora
Sentir a falta um do outro
Sentir a falta um do outro
Sentir a falta um do outro

Compreenda, compreenda, compreenda





30 06 2008

“Filho de peixe, peixinho é”

Eu gosto mais da minha frase.

“Filho de ‘bom’ peixe, andorinha é!”

Cristian Stassun





O Homem não Foge da Dor

9 05 2008

Não é verdade que o homem procure o prazer e fuja da dor. São de tomar em conta os preconceitos contra os quais invisto. O prazer e a dor são consequências, fenómenos concomitantes. O que o homem quer, o que a menor partícula de um organismo vivo quer, é o aumento de poder: é em consequência do esforço em consegui-lo que o prazer e a dor se efectivam; é por causa dessa mesma vontade que a resistência a ela é procurada, o que indica a busca de alguma coisa que manifeste oposição.
A dor, sendo entrave à vontade de poder do homem, é portanto um acontecimento normal – a componente normal de qualquer fenómeno orgânico. E o homem não procura evitá-la, pois tem necessidade dela, já que qualquer vitória implica uma resistência vencida.
Tome-se como exemplo o mais simples dos casos, o da nutrição de um organismo primário; quando o protoplasma estende os pseudópodes para encontrar resistências, não é impulsionado pela fome, mas pela vontade de poder; acima de tudo, ele intenta vencer, apropriar-se do vencido, incorporá-lo a si. O que se designa por nutrição é pois um fenómeno consecutivo, uma aplicação da vontade original de devir mais forte.
Em tudo isto, a dor não só tem por consequência necessária a diminuição da sensação de poder, como até serve, na maioria dos casos, como excitante da mesma sensação de poder, sendo o obstáculo um stimulus dessa vontade de poder.

Friedrich Nietzsche, in ‘A Vontade de Poder’





Não Enche – Caetano Veloso

18 02 2008

Composição: Caetano VelosoMe larga, não enche
Você não entende nada
E eu não vou te fazer entender…

Me encara, de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Eu nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver
Me deixa viver, me deixa viver…

Cuidado, oxente!
Está no meu querer
Poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão
Porque não dá, não vai dá…

Quadrada! Demente!
A melodia do meu samba
Põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar
Me deixa cantar, me deixa cantar…

Eu vou
Clarificar
A minha voz
Gritando
Nada, mais de nós!
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você…

Harpia! Aranha!
Sabedoria de rapina
E de enredar, de enredar
Perua! Piranha!
Minha energia é que
Mantém você suspensa no ar
Prá rua! se manda!
Sai do meu sangue
Sanguessuga
Que só sabe sugar
Pirata! Malandra!
Me deixa gozar, me deixa gozar
Me deixa gozar, me deixa gozar…

Vagaba! Vampira!
O velho esquema desmorona
Desta vez prá valer
Tarada! Mesquinha!
Pensa que é a dona
E eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À-toa! Vadia!
Começa uma outra história
Aqui na luz deste dia “D”
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou vou viver mil
Eu vou viver sem você…(2x)

Eu vou viver sem você
Na luz desse dia “D”
Eu vou viver sem você…