Marketing Pessoal

16 09 2008

por Carlos Hilsdorf

Todo e qualquer profissional para ter sucesso precisa que o seu valor seja efetivamente percebido por seus clientes e pelo mercado em geral. Para que isso ocorra precisamos ir além das competências que compõe o nosso perfil profissional e utilizarmos técnicas de comunicação e marketing. O marketing pessoal não é um culto ao ego ou à vaidade pessoal, é uma necessidade profissional. Excelentes profissionais têm seu reconhecimento e sua demanda subestimados pelo mercado por deixarem de lado o seu marketing pessoal. Não devemos confundir humildade com anonimato. É perfeitamente possível ser reconhecido por seus valores humanos e profissionais sem com isso perder a humildade. Todos nós temos uma contribuição humana e profissional para oferecer ao mundo. Quanto maior o número de pessoas para as quais possamos oferecer nossas contribuições, melhor. Veja abaixo 10 dicas importantes sobre Marketing Pessoal:

1. Lembre-se que seu marketing pessoal tem o poder de transformar seu talento em oportunidades. Um Gênio sem marketing pessoal é um gênio desconhecido.

2. Se você está começando uma carreira ou uma nova etapa, demonstre toda a sua disposição para aprender com todas as pessoas e situações. Deixe sempre bem claro o quanto é importante para você aprender com as pessoas e com a empresa.

3. Descubra o ponto mais marcante da sua personalidade, sua maneira de se comunicar, sua alegria, seu bom senso, etc. Foque a “divulgação” deste seu ponto marcante, ele será pra você o que uma marca é para uma empresa. Com o tempo, a sua “marca pessoal” ficará conhecida e desejada por este e por outros atributos que o tempo vai mostrar.

4. “Dress to impress” esta expressão do mercado corporativo americano possui o seguinte significado: “vista-se para ser visto”. Sem exageros, sem extravagância, com discrição, mas desenvolvendo um estilo pessoal facilmente reconhecível. Estilo é tudo! Vista-se de maneira a que a sua presença seja agradável aos olhos. Como seres humanos somos muito atraídos pela beleza. Não há nada errado em ser bela desde que você não reduza apenas à beleza as suas potencialidades diante da vida.

5. Mostre o seu lado “solucionador de problemas”. Sempre que surgir uma dificuldade ou um problema dentro da equipe a que você pertence, pergunte-se: “o que eu posso fazer por isso?”. Sempre que você ajudar a resolver um problema você estará inserindo sua marca pessoal na lembrança das pessoas.

6. Entregue sempre um resultado superior ao esperado. Dedique-se a superar as expectativas das pessoas. Sempre que algo lhe for solicitado pergunte-se: “Qual é a melhor maneira pela qual eu posso realizar o que me foi pedido?” “Eu posso superar as expectativas com respeito ao meu desempenho e o cumprimento da tarefa?” Realize com qualidade ampliada, procure sempre olhar além da solicitação.

7. Onde a maioria das pessoas fica parada por falta de recursos, IMPROVISE. Use sua criatividade para, diante de poucos recursos, desenvolver a melhor solução possível frente a um desafio. As pessoas mais bem colocadas no mundo dos negócios ousaram improvisar muitas vezes.

8. Construa vários networks. Dedique-se a formar diferentes redes de relacionamentos dentro e fora da empresa. Através dos relacionamentos conhecemos e somos conhecidos, reconhecemos e somos reconhecidos e, principalmente, compartilhamos interesses comuns. Identifique quais são as áreas de interesse que aproximam você de outras pessoas: música, literatura, cinema, hobbies, esportes, competência técnica, etc. Aproxime-se das pessoas, construa relacionamentos de longo prazo.

9. Cultive sua ética e sua honestidade de forma inabalável. A vida testa você! Caminhos não éticos são atalhos que conduzem a abismos! Uma atitude não ética acaba com o seu maior patrimônio – sua integridade. Quando a falta de ética passa a fazer parte da marca pessoal de alguém, esta pessoa somente será usada por outras igualmente não-éticas até o momento em que for conveniente abandoná-la e deixá-la pagar a “conta”. Não ceda!

10. Vivemos em uma era de muita competitividade e muita pressão, por isso resistência física, mental e emocional são fundamentais. Isto significa: cuide do corpo, da mente e do espírito. Fortaleça-se nos três níveis, assim quando as pessoas estiverem fisicamente esgotadas você ainda terá fôlego extra - ponto para o seu marketing pessoal. Quando elas estiverem cansadas demais pra pensar em soluções você ainda terá criatividade de sobra para dar idéias – mais 1 ponto para o seu marketing pessoal. E, quando as pessoas estiverem com raiva ou depressão, você manterá a paz e a vontade de viver – ponto para a vida, e para o seu marketing pessoal, também.

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Filosofia: mãe da Administração e Marketing

28 08 2008

Em contribuição as abordagens filosóficas, segue abaixo o que considero interessante na Filosofia pela ótica positivista da Administração, pois, o nascimento desta ciência foi na Filosofia.

Não tem nada de novo, é uma pequena revisão da filosofia com 66 autores, que serve de forte base para Administração e Marketing.

- Aristóteles 400 a.C., que trata do homem virtuoso, ética aristotélica, não faça com os outros o que vc não quer que seja feito com vc, na polis tem-se o conjunto de instituições públicas (Politéia) que deveria servir as pessoas e não o contrário

- Hobbes sec. XVII, o homem como lobo do próprio homem, Leviatã, o Estado, homem artificial maior e mais forte que o próprio homem (no sentido de organização)

- Heráclito 540 - 476 a.C., não se entra duas vezes no mesmo rio, o homem tem que lidar com os opostos

- Sócrates, ser é saber o que não se é, só sei que nada sei

- Sto. Agostinho: a vontade gera o pecado e o desejo gera a vontade. No Marketing o que se busca é criar o desejo. Pela humildade é que se chega a Deus

- São Tomás de Aquino, bem aventurança, o homem na fé busca a razão. A razão está numa verdade suprema. Determinismo / Existencialismo, não consigo mudar o mundo

- Maquiável, o homem para quem os fins justificam os meios, vem da religião, extirpar o pecado para atingir o céu

- Morus, que trata o homem como ordeiro (Administração pura), cada um tem ciência do que deve fazer, cumprir seu papel, homem social

- Descartes, resgata a razão para os fatos que não seja sobrenatural, preserva a imagem de Deus com medo da inquisição, o homem cartesiano com racionalidade para a solução dos problemas, a razão está no método

- Pascal, contrapõe Descartes pela impotência da razão, deve-se considerar as contingências do ser humano, condições externas, o que o homem pode suportar

- Gracian, o homem prudente (princípio da Contabilidade)

- Adam Smith, interesse privado que se gera o bem comum, não ter a intervenção do Estado na Economia, a mão invisível.

- Kant, viveu sempre numa cidade pequena na Alemanha, sua filosofia sustenta o Direito, crítica da razão pura, quanto mais teoria vc tiver, mais fácil vc decide sobre qualquer assunto prático, o homem em função dos princípios universais, o homem deve agir de forma que valha para todos, que valha para o universo

- Hume, a prática, o dia-a-dia, o executar com que se tenha mais assertividade

- Schoppenhauer, a forma de manipular a idéia é usar sentimentos (Marketing puro), o homem como relógio de corda, reação a estímulos, ninguém suporta mais de 15 dias sendo feliz, o céu deve ser um inferno, todos os animais tem representações empíricas, mas os homens constroem representações abstratas ou conceitos, são as representações de representações (Marketing novamente)

- Kierkegaard, o homem representado em 3 estágios, ético, estético e religioso

- Nietsche, o homem animal do rebanho, sente falta da necessidade de “pertencer” (Administração), a pressa é geral porque todos querem escapar de si mesmos, o corpo é um edifício social de muitas almas

- Husserl, o homem parentético que consegue colocar uma situação entre parênteses, avaliar e solucionar o problema, ou seja, abster do texto, mas, o homem não faz isso.
“Lixo” psicológico que nós armazenamos. Todos nós queremos ser avaliados por 2 variáveis (isso encaixa perfeitamente nas organizações):
* Subjetividade: cada um de nós é substântivo, um ser único
* Dinamicidade: mudamos constantemente
Mas, não conseguimos avaliar as pessoas nestas duas variáveis. Não devemos rotular, criar esteriótipos, torna-se superstição, hábito, crença e valor.

- Erich Fromm, livro Ter ou Ser, risco de coisificar tudo, inclusive as pessoas, somos educados ao “possessivo”, o meu, a minha, eu tenho (Marketing)

- Jaspers, o homem não toma consciência de seu ser senão nas situações limites, somente o objeto da minha escolha depende de mim, a liberdade é função de uma escolha (Marketing)

- Heidegger, o homem é um ser (livre) cuja existência precede a essência, o homem é um ser que interroga

- Frederick Taylor, Princípios da Administração Científica 1911, Shop Management 1914, o homem como instrumento do processo produtivo, estudo de tempos e métodos, princípios da eficiência: Previsão, Preparo, Execução, Exceção e Controle

- Hannah Arendt, livro A Condição Humana, o homem tem um sentido de pertencer ao mundo, o homem é ser indivíduo da ação política, despolitização do homem (atualíssimo)

- Sartre, fazer e, ao fazer, fazer-se e não ser nada sendo o que se faz. A existência humana é a contingência, ou seja a liberdade e indeterminação. A existência humana se confunde com a liberdade. O homem está condenado a ser livre. Livro Le Sursis

- Albert Camus, trata o homem como Revoltado, um homem que diz não tem consciência de que as coisas já duraram demais

- Giles Lipovetsky, o homem consumericus

- Teillard de Chardin, o homem moderno, o homem que sabe que sabe, reflexivo, tudo tentar até o fim, livro O Fenômeno Humano

- Maslow, o homem auto-realizado, a pirâmide da hierarquia das necessidades (Marketing puro)

- Carl Rogers, o homem emergente, dilema é o homem ser feliz X eficaz X submissão. E quem disse que a empresa é um lugar para ser feliz?

- Alan Watts, o homem não encapsulado, livro Nenhum Homem é uma Ilha

- Alberto Guerreiro Ramos: homem parentético X reativo X operacional

- Demais autores da Administração: Fayol, Elton Mayo, Kurt Lewin, Woodward, Herzberg, McGregor, Max Weber, Ettioni, Karl Marx, Blaw, Scott, Bertalanffy, Peter Drucker, Schein, Frank Gilbreth, Paulo Freire, Mary Parker Follet, Ordway Tead, Pavlov, Skinner, Bennis, Rensis Likert, Maxwell Malt, Gianetti da Fonseca, Domenico Dimasi, Eillen Ishapiro, Selznick, Herbert Simon, Al Ries Elaviaries, John Kennedy Galbraith, Thompson, Charles Perrow e Gareth Morgan.





Marketing pessoal - A construção da imagem profissional na organização

23 07 2008

Eloá Muniz
O Marketing Pessoal é a formação da imagem a curto e longo prazo, a partir dos objetivos fixados
e da forma como serão alcançados os resultados.
Evidentemente, deve-se considerar o que a pessoa realmente quer, para ela e para a
organização a qual está vinculada, ou seja, ambicionar algo melhor do que estão desfrutando atualmente.
É importante, também, estabelecer os objetivos, bem como, expressar esta ambição em alvos concretos a
serem atingidos.
De um modo geral as pessoas estão inseridas em um mundo midiático, no qual devem estar
conectados e em constante interatividade, onde o tempo é a cada dia mais curto e as alternativas de
plugagem mais diversificadas. É preciso, então, indagar-se: me realizo com aquilo que faço?
A energia canalizada para desempenhar uma atividade satisfatória é muito menor do que aquela
investida em uma atividade menos prazerosa, por conseguinte, a realização virá pela satisfação com
prazer das tarefas que as pessoas se propuserem a realizar.
Dessa maneira, a realização das atividades será efetuada com maior eficiência, utilizando
caminhos mais curtos e econômicos melhorando a cada dia suas habilidades. Esta constante autoavaliação
desencadeia um novo procedimento para convencer a pessoa a ficar cada vez mais satisfeita
com suas atividades.
A nova visão do mundo aumenta a ênfase na ligação de tudo com tudo (nossa experiência interior,
subjetiva, a intuição profunda, bem como, os sentimentos e as emoções); a mudança e localização da
autoridade (vemos crescer o desencantamento com as autoridades externas, e o aumento da confiança na
sabedoria e autoridade intuitivas interiores); e, a mudança na percepção de causa, de fora para dentro (o
fraco significado da afirmação: Criamos a nossa própria realidade é que a forma como percebemos o
mundo à nossa volta e a nós mesmos é influenciada pelo conteúdo de nossas mentes inconscientes).
Somos co-criadores desse mundo e que a causa definitiva deve ser buscada não só no físico, mas na
mente ou na consciência.
Assim, a imagem não é a que a você vê, mas a que os outros vêem. Ou ainda, os seus valores não
são só os que você cultiva, mas os que os outros associam a você.
O novo paradigma da formação da imagem pelo marketing pessoal é a troca da luta pelo esforço
prazeroso; é a competição destrutiva (agressividade, manipulação e oportunismo) cedendo lugar à
competência (preparo, empenho e prazer) na realização das atividades laboriosa dos profissionais da
nova sociedade que se forma a partir de novos valores nesse início de século.





Marketing político: conceitos e definições - Eleições 2008

23 07 2008

Fragmento do ótimo artigo: http://www.eloamuniz.com.br/arquivos/1188170795.pdf

Lá vc acha um estudo completo sobre marketing político e marketing eleitoral.

Planejamento da campanha
Merchandising Eleitoral
É o conjunto das atividades desenvolvidas nos bairros, municípios e estados, com o objetivo de dar
destaque ao candidato, gerando mais votos.
Comício
Origem na Roma antiga. Um comício é sempre um evento marcante na comunidade, tem o poder de
contagiar e impressionar as outras pessoas que dele não participam, por meio de imagens e fatos que
marcam sua realização. Fazer um comício requer planejamento cuidadoso, para que se tenha a certeza de
que este evento será uma demonstração de força eleitoral, e não o contrário.
Posicionamento estratégico
O primeiro estudo é em cima do adversário, estudando os principais assessores do candidato
concorrente e o próprio candidato, no que diz respeito a suas táticas favoritas e ao seu estilo de operação. O
planejamento estratégico se tornará cada vez mais importante para delinear a espinha dorsal da campanha
e a forma como acioná-la.
Propaganda eleitoral
As campanhas eleitorais, a propaganda tem o papel de valorizar idéias e indivíduos mediante
processos bem delimitados, e de promover a fusão da ideologia e da política. Não se trata de uma atividade
parcial e passageira, mas da vontade política em movimento, um processo de conquista e de exploração.
Cabe à propaganda eleitoral criar e produzir os símbolos, músicas, cores, tipo de material condizente com o
público-alvo, estudos de mídia, formas de propagação das atividades oriundas das do marketing.
Regras básicas
1. A simplificação
Frases curtas, símbolos simples e objetivos, slogan curto e condizente com o candidato e suas propostas,
jingle de fácil e agradável memorização.
2. O inimigo único
A individualização do adversário oferece inúmeras vantagens. Temos de concorrer para vislumbrar o
mais rápido possível, durante a campanha eleitoral, quem é o nosso principal adversário, sobre ele
concentrar toda a nova artilharia, e não disparar para todos os lados.
3. A repetição constante e uniforme
A repetição dos temas principais é de fundamental importância para sua memorização, assim como
deve ser levada a sério a uniformidade dos elementos de propaganda. A qualidade fundamental de toda
campanha eleitoral é a permanência do tema, aliada à variedade de apresentação.
Meios de divulgação
A. Televisão
É o maior veículo de massa que a propaganda eleitoral pode utilizar. Obviamente, a audiência
destes programas não é a mesma da novela das oito, mas o “horário” tem obtido índices bastante
razoáveis. Quando tiver oportunidade de falar na televisão, o candidato deve transmitir sua mensagem de
forma concisa, com respostas objetivas, esperando que o repórter dirija a entrevista, para evitar que na
edição da matéria não se perca boa parte do material gravado.
B. Rádio
Excelente para angariar eleitores, tanto nas zonas rurais quanto urbanas. Nas zonas rurais os
lavradores costumam levar seus rádios para o trabalho, enquanto que nas zonas urbanas as donas de casa
costumam ouvir sua estação preferida, enquanto arrumam a casa, assim como motorista, quando em
trânsito. No rádio devem-se evitar temas complexos para evitar a dispersão de ouvintes. Procurar a
analogia e “causas” para reforçar uma explicação. O rádio deve estimular a imaginação do ouvinte.
C. jornais e revistas
O uso de propaganda eleitoral em jornais e revistas é um assunto que ainda requer estudos mais
aprofundados. Temos constatado que seu uso fica restrito ao reforço, ou então, à veiculação de uma
mensagem altamente seletiva.
O papel das agências
O candidato deve procurar as agências que tenham criado suporte técnico-operacional para o
atendimento de marketing político-eleitoral, que não deve ser usado apenas nas épocas de eleição, visto
que uma gestão política bem trabalhada em nível de marketing facilita e barateia a eleição futura.
A contrapropaganda
Consiste em lançar conceitos, boatos e algumas verdades que não deveriam ser divulgadas, no
intuito de abalar o moral e desestimular o inimigo ou adversário.
Algumas regras usadas na contrapropaganda
1. Atacar os pontos fracos
Encontrar um ponto fraco do adversário e explorá-lo.
2. Assinalar os temas do adversário
A propaganda adversa é “desmontada” nos elementos que a constituem. Isolados, classificados em
ordem de importância, os temas do adversário podem ser mais facilmente combatidos. Retirados os
elementos verbal e simbólico que os tornam impressionantes, os temas são reduzidos a seu conteúdo
lógico, geralmente pobre, e, às vezes até contraditório; pode-se, então, atacá-los um a um, talvez, até opôlos
uns aos outros.
3. Atacar e desconsiderar o adversário
O argumento pessoal tem maior eficácia, nesta matéria, que o argumento racional. A divisão pessoal
constitui arma clássica na tribuna parlamentar e nos comícios, bem como nas colunas de jornais e revistas:
a vida privada, as mudanças de atitude política, as relações duvidosas são a munição preferida quando se
emprega essa arma.
4. Evitar o ataque frontal à propaganda adversária quando esta for poderosa
Em geral, interpreta-se como sinal de fraqueza a discussão racional dos temas do adversário. Essa
só é possível quando nos colocamos imediatamente dentro da perspectiva e da linguagem do adversário, o
que sempre é perigoso.
5. Colocar a propaganda do adversário em contradição com os fatos
Não existe réplica mais eficiente que a baseada nos fatos. Se tivermos em mãos uma fotografia,
vídeo ou testemunho que, embora sobre um único ponto, venha a contradizer a argumentação adversária,
ela, no conjunto, acaba por desacreditar-se. Como arma de propaganda nada vale mais do que o
desmentido pelos fatos.
6. Ridicularizar o adversário
Imitar seu estilo e sua argumentação atribui-lhe zombarias, pequenas histórias cômicas e os
famosos “causos” são armas que devem ser utilizadas com inteligência e criatividade no combate aos
adversários.





“O maior inimigo do candidato é o político”

17 07 2008

“O maior inimigo do candidato é o político”

“[..] o marketing eleitoral não deve procurar disputar o voto cristalizado, mas apenas  os “flutuantes” e os “retardatários”, que são característicos de um eleitorado menos definido ideologicamente e de baixa motivação política. Portanto, só o marketing pode enfrentar esta situação de indiferença do eleitor comum à campanhas de conteúdo político.
Como conseqüência, “o maior inimigo do candidato é o político”, frase que segundo este autor é uma caricatura que “guarda traços fundamentais de veracidade”. Portanto, “as técnicas indutivas da decisão do voto massificado - isto é, o marketing político - constituem hoje, no Brasil, um campo de saber-e-fazer muito evoluído… que veio para ficar. O fato é que, no mundo de hoje, tornou-se improvável o sucesso numa eleição apenas por meios puramente políticos, sem contribuição substancial das técnicas de marketing” a qual, entretanto, deve ser vista como relativamente eficiente, mas limitada e não infalível nem onipotente.” (Almeida, 2008 )

“A idéia é moldar o indivíduo, como moldar um produto”.

Segundo Vera Chaia (1996) “Para os profissionais de marketing, o candidato a um cargo político, deve respeitar todas as etapas que envolvem a venda de um produto: desde a criação de uma plataforma política, até a ‘embalagem’, ou melhor, a conduta política, a forma de vestir, de se expressar”. Neste sentido, o marketing político não buscaria a formação de um projeto político e de um candidato como “ele é”, e sim de modo que torne mais fácil a sua aceitação pelo mercado, ou seja, pelo eleitorado. Seria uma forma “científica” de conquistar votos, através dos mídia e as funções do marketing. O candidato, (ainda segundo Chaia citando Richers7), “deve conhecer as necessidades de seu eleitorado, e ‘identificar-se com o ideal condizente com o mercado’, ‘criar uma marca’, ‘o político deve, depois, procurar ampliar vender a sua imagem’, ‘e apresentar promessas convincentes’ e trabalhar para ampliar seus apoios. Nesta concepção de marketing, ‘você não muda o indivíduo, mas pode educá-lo, ou levá-lo a auto-educar-se, para atingir esse objetivo, adotando, por exemplo, uma filosofia política’, ‘a idéia é moldar o indivíduo, como moldar um produto”. (Almeida, 2008 )





Marketing Político x Marketing Eleitoral

17 07 2008

EleiçõesBuenas!

Esta semana tivemos uma aula na faculdade que falava, entre outros assuntos, sobre o Marketing Político.

O professor iniciou falando sobre Marketing Político e Marketing Eleitoral. Nesse slide da aula mencionou que Marketing Político e Marketing Eleitoral são sinônimos, então pensei comigo, será mesmo? Após algumas horas de pesquisa cheguei à conclusão de que a diferença (por incrível que pareça) é que um tem conceitos bem definidos, o outro não.

Nem mesmo os especialistas na área conseguem ter uma definição clara para o Marketing Político, os conceitos são na maioria controversos. O mesmo não ocorre com o Marketing Eleitoral. Encontrei uma citação do Pacheco (Pacheco, 1994) que fala o seguinte: “Voto é marketing, o resto é política”.

O que dá pra entender disso é que o voto, ou melhor, o processo eleitoral, tem muitos pontos em comum com o mercado de bens de consumo e serviços. O que há de comum? A existência do mercado e do produto.

Logicamente são contextos distintos, mas a idéia é a mesma. No processo eleitoral nosso produto é o político com suas idéias e propostas, o mercado é o eleitor, simples assim. Poderíamos dizer então que praticamente todo o mix de Marketing seria aplicado também no campo eleitoral.

Os desafios obviamente são diferentes. O prazo da campanha é curto e a opinião das pessoas muda muito facilmente a cada novo evento, seja uma publicação de pesquisa de intenção de voto, seja algum fato negativo descoberto na carreira do candidato.

O Marketing Pessoal também é aplicado durante as campanhas, pois o candidato precisa ser uma representação visual das idéias que defende e da imagem que quer vender aos eleitores.

Antes de me aprofundar no assunto considerava que a origem do Marketing Eleitoral seria na política, hoje vejo que não passa de uma área de aplicação do Marketing contemporâneo. No “fritar” dos ovos, mais uma vez o profissional de Marketing trabalha as variáveis para se adequar ao que o mercado pede.

Analogia que representa muito bem essa idéia é aquela do surfista que parece dominar as ondas. Na verdade o que ocorre é sua adaptação às variações impostas pelas ondas do oceano, que não pode ser controlado.

Legal, gostei de falar desse assunto, pena que acaba ficando muito extenso para colocar no blog, mas acho que deu para esclarecer algumas dúvidas e talvez gerar outras… hehe.

No próximo post estou pensando em falar sobre comportamento do cliente. Como é um assunto que rende, vou ter que pesquisar com calma um tópico interessante para o blog.

Até o futuro!