O que realmente faz você pular da cama de manhã?

11 11 2009

Por Robert Wong: and HSM Online

Sempre fiquei intrigado sobre quais os verdadeiros fatores motivacionais que levam um profissional a atingir, e até mesmo a ultrapassar, os objetivos da empresa.

Comece perguntando por que você levanta todas as manhãs para trabalhar e, talvez, possa chegar às seguintes respostas:

- porque você quer que a empresa tenha orgulho de você;
- para ajudar a empresa a crescer e prosperar no mercado;
- para fazer parte de uma equipe líder e vencedora;
- para colaborar com o crescimento do meu chefe etc..

Podem ser respostas válidas, mas descobri que no fundo há um motivo mais premente e significativo que norteia nossas ações. E qual seria este motivo?

Certa vez, em minha carreira de executivo, uma das minhas responsabilidades era supervisionar os funcionários em relação ao cumprimento das metas no faturamento mensal da empresa. Trabalhava diretamente com eles, fazia visitas e conversava com cada um, individualmente. Então perguntei a cada membro da equipe o que os motivava a pular da cama e ir trabalhar todos os dias.

Esperava ouvir respostas do tipo das citadas acima, me enganei. Escutei a maioria dizer que trabalhava para atingir um sonho pessoal:

- para ser promovido
- para casar
- para comprar uma casa nova
- trocar de carro
- e muitos outros variados motivos.

A partir daí sugeri um desafio ou “brincadeira”. Pedi, então, que cada um desses membros da equipe que eu dirigia, me levasse uma foto ou figura que representasse o seu objetivo ou meta – a foto do carro, da casa nova, da futura esposa(o) etc.. Prometi que a empresa pagaria a moldura e solicitei que cada um colocasse seu sonho sobre a mesa ou pendurado na parede à sua frente.

Cada vez que cobrava os objetivos, estes não eram mais os da empresa, mas seus próprios. De maneira descontraída, mostrava-lhes que com os resultados atuais, seus sonhos e objetivos ainda estavam um tanto distantes. E quem criou essas metas foram os próprios consultores, individualmente, e não eram mais objetivos definidos pela empresa – para alguns talvez inatingíveis e vindo de cima para baixo. Como bom guerreiro e com seu brio desafiado, cada consultor se desdobrava para provar que poderia fazer melhor.

Impressionante! Com um investimento em 20 molduras, o faturamento disparou, pois nas minhas cobranças não mais falava sobre as metas da empresa, mas sim das metas individuais de cada um. Aí residia a diferença! Essa iniciativa fez com que os objetivos da empresa e os do individuo ficassem “alinhados”, resultando num ambiente de trabalho mais harmonioso e numa equipe mais produtiva.

Sugiro que, além de correr atrás de objetivos corporativos, estabeleça metas pessoais, definidas por você mesmo (e colocadas fisicamente à sua frente num quadro), pois estas certamente o ajudarão a fazer com que você caminhe na direção almejada.

A conclusão é que no fundo, no fundo, o motivo que nos leva a pular da cama e trabalhar com todo o afinco é para atingir nossos objetivos e sonhos pessoais.

Coloque a sua imagem do “ótimo emprego” (ou qualquer objeto do seu desejo) á sua frente. Tente… E veja o que vai acontecer!

Por Robert Wong (autor dos livros “O Sucesso Está no Equilíbrio” e “Super Dicas para Conquistar um Ótimo Emprego” e um dos palestrantes mais inspiradores e requisitados do mercado)





Achados por aí – Mulher prefere homem acompanhado!

11 11 2009

Mostre dois cavalos para uma égua, e deixe ela ir na direção do que acha mais interessante. Agora, coloque uma outra égua junto do cavalo que ela dispensou. Ela vai voltar atrás e escolher o macho desprezado. Peixes, aves, mamíferos… em vários animais estudados, as fêmeas preferem os machos acompanhados.

E em humanos? Homens não têm preferência por comprometidas, mulheres mostradas junto de outros homens ou apresentadas como casadas não foram consideradas mais atraentes do que quando mostradas sozinhas ou como solteiras.

elas preferiram homens casados. Exatamente! O mesmo homem quando apresentado como casado chegou a ser preferido por 90% das entrevistadas, contra 60% quando tido como solteiro.[8]

Portanto, se você quer companhia, pode começar a usar aliança.





O Google sabe muito sobre você

11 11 2009

segunda-feira, 9/novembro, 2009

Com o domínio da gigante da internet nos serviços da web surge algumas pergunta: Até onde vai nossa privacidade? Qual a segurança dos nossos dados que são guardados pelo Google?

Não é de hoje que muitas pessoas fazem essas e outras indagações. Mas o tempo passa e a empresa, que iniciou com um sistema de buscas, continua comprando serviços e incorporando novos mercados, e assim já está presente em quase todos os ramos da computação.

Na internet, o Google tem serviços nos mais diversos nichos. Basta surgir algo que faça um certo alarde na grande rede para a empresa mirar para mais uma aquisição, vide o twitter.

As perguntas ficam no ar, e para os conspiracionistas isso é um prato cheio. Mas calma, por enquanto nossa privacidade está mantida. Agora vamos ao ponto.

Aqui são apenas alguns exemplos do que o Google pode saber sobre você:

Se você usa o Adwords, eles conhecem o seu plano de marketing e sabem o que você quer vender.

Adsense: Eles sabem qual dos seus sites ganham dinheiro, eles sabem quanto pagar e quanto para mantê-lo.

Analytics: Eles sabem quais sites você controla, sabem sobre as variações e tendências de seu conteúdo e como os seus leitores chegam até você.

Blogger: Eles sabem sobre o que você escreve. Cada palavra, cada frase, tudo e cada link.

Se você usa o Calendar, eles sabem onde você foi, a hora e onde você vai.

Orkut: Eles podem saber, entre outras coisas, todos os seus gostos, seus dados pessoais e profissionais, e que você tira fotos em frente ao espelho.

Checkout
: Eles conhecem todas as suas informações pessoais: nome, endereço, telefone, cartão de crédito..

Se você usa Chrome, eles sabem tudo sobre a sua navegação na internet, inclusive os sites de mulheres safadinhas que você acessa.

Se você usa o Desktop, eles sabem o que você tem no seu PC, até aquela pasta xxx oculta.

Google Textos e Planilhas: Ele sabe se você está escrevendo uma monografia, um livro..

Se você usa o Earth, eles sabem os lugares do planeta que você tem desejo de pesquisa.

Se você usa o FeedBurner, eles sabem tudo sobre os seus leitores.

Gmail: Eles podem saber tudo. Sim, tudo.

Se você usa os Grupos, eles sabem que você tem um fetiche por extraterrestres e discos voadores.

Pesquisa de Imagens
: Eles sabem que você busca fotos da Britney Spears e gosta de fotos de gatos, por exemplo.

Se você usa o Maps, eles sabem onde você poderia estar, onde você pode estar indo, onde você foi. E se você tiver GPS, eles sabem onde você está neste exato momento.

Se você usa o Reader, eles sabem todos os seus interesses.

Se você usa o Search (pesquisa no Google), o Google sabe todas as pesquisas que você tenha feito.

Se você usa o Google Talk, eles sabem quem são seus amigos.

Translate: Eles sabem que você quer aprender francês.

YouTube:
Eles conhecem todos os vídeos que você assistiu, os gêneros que você gosta, aqueles que você favoritou e os vídeos que você enviou.

Via Ocioso





6 11 2009

“As palavras me antecedem e ultrapassam, elas me tentam e me modificam, e se
não tomo cuidado será tarde demais: as coisas serão ditas sem eu as ter
dito.”* Clarice Lispector*





Só Seu – Os Seminovos

4 11 2009

Eu sei que sou lindo,
Invejo você
Que teve a sorte
De me conhecer!
Eu já fui chegando
E passando a mão
Porque só uma louca
Me diria não!

E não falo por vaidade:
É que sempre digo a verdade!
O seu sonho aconteceu!
Porque essa semana
Só essa semana

Eu sou todinho seu! (Só seu! Só seu!) 4 X

Não, não vá embora!
Isso não se faz!
Outra chance dessa,
Gata, nunca mais!
Sim, vou te deixar
E você vai sofrer…
Mas é bem pior
Não me conhecer!

Mulher nenhuma me goza!
Você só gargalhou de nervosa!
Por medo de me amar, correu!
Garota, desencana!
Por toda uma semana
Eu sou todinho seu!

Eu sou todinho seu! (Só seu! Só seu!) 4 X

Corri atrás, te alcancei
Pro seu bem, te segurei
Fique calma pra entender
Pare de se debater!

(Solo)

Foi pra não bater
No seu namorado
Que eu acabei hospitalizado
Tenho muita força,
Nem sempre me domino
Prefiro apanhar,
Não sou assassino!

Veja que além de beleza
Tenho compaixão e grandeza
E o prazo ainda não venceu!
É a sua semana!
Só essa semana…

Eu sou todinho seu! (Só seu! Só seu!)…

(Letra e música: Maurício Ricardo, arranjos: Neto Castanheira)





NADA MUDOU!

4 11 2009
Enviado ao blog Minhoca na Cabeça pelo Roberto Schulze

Atribui-se ao médico Ronald Gibson (foto) essa citação, que teria sido feita no início de conferência. Independente da veracidade dessa informação, vale a pena refletir sobre o seu suposto dito.

Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:

1) “Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da  autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus.”
2) “Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível.”
3) “Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.”
4) “Essa juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.”

Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases. Revelou, então, a origem delas:

– A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.).
– A segunda é de Hesíodo (720 a.C.).
– A terceira é de um sacerdote do ano 2.000 a.C.
– E a quarta estava escrita em um vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilônia (Atual Bagdá) e tem mais de 4.000 anos de existência.

Donde conclui-se, portanto… Que NADA MUDOU!

Comentários

4/11/2009
13:29

Cristian Caê Seemann Stassun

Lindo texto. É o preço lógico da “generalização apressada”. Porém, acho muito mais, frases de vivências pessoais dessas pessoas e quem sabe jargões para provocar mudança… “a camada de ozônio, a poluição isso e aquilo…”
Porém nada mudou? Acredito que tudo mudou, foi culpa da tirania e rebeldia dos jovens que deram adeus a muitos paradigmas, falsas crenças, ideologias, tecnologias, obrigações, desprazeres e principalmente medos…
Reclamamos da falta de limites dos jovens, mas foi por causa dela que conhecemos e vivemos o mundo que temos hoje, com a mesma dor e o com menos amor, mas com conforto (confronto) e liberdade (nada dos preceitos da rev. franc.). hehehe Liberdade, Fraternidade e Diferença. E não haveria Napoleão.





29 10 2009

“Cada amigo representa um mundo em nós, um mundo possivelmente não nascido até que ele chegasse, e é somente através desse encontro que um novo mundo nasce”.

Escritora francesa Anaïs Nin





Ter filho para quê?

26 10 2009

JERRY STEINBERG

Fonte: Revista Época

Professor canadense diz que os casais procriam por inércia e uniões sem filhos são mais felizes e fazem bem ao planeta

Paula Mageste

Divulgação

PERFIL

Dados pessoais
Nasceu em Vancouver, no Canadá, há 57 anos e é casado. Aos 20 desistiu de ter filhos e mais tarde fundou o clube No Kidding para reunir casais e solteiros sem filhos e promover atividades entre eles

Atividade atual
Dá aulas de inglês para estrangeiros e prepara um livro com depoimentos de casais sem filhos

O canadense Jerry Steinberg, de 57 anos, vai logo avisando que gosta de crianças. Mas não em tempo integral. Gastou sua cota de “paternidade” ajudando a criar os dois irmãos, sendo monitor de acampamento e seguindo a carreira de professor – dá aulas de inglês para estrangeiros. A gota d’água foi namorar três mulheres que tinham filhos. Desistiu de formar a própria prole ao ver que o cotidiano que inclui pequenos é cheio de limitações. “Não se pode ter uma conversa séria às 3 da tarde ou fazer amor às 10 da manhã”, diz.

Steinberg sentiu-se isolado em sua decisão e percebeu que estava perdendo os amigos. Eles começavam a ter filhos, mudavam o rumo na vida e faziam novas amizades em função das crianças. Foi então, há 19 anos, que surgiu a idéia de fundar um clube de “pessoas sem filhos”, o No Kidding. Hoje, são 77 filiais em quatro países, totalizando 8 mil associados. “Vi que não apenas não estou sozinho, como estou em ótima companhia.”

ÉPOCA - Não ter filhos não é impedir o ciclo natural da vida?
Jerry Steinberg - E por acaso nós levamos uma vida “natural”? Não estamos mais numa sociedade agrária, em que a criança era mão-de-obra barata na fazenda. Mais de 80% da população mundial vive em grandes cidades. As crianças não são mais um ativo, mas um rombo em seu tempo, em sua energia e em suas finanças. Ter filhos, hoje, na maioria dos casos, é conseqüência natural de sexo sem proteção. Com a contracepção moderna, pessoas responsáveis terão filhos apenas se quiserem. Nossos avós não tinham escolha, e às vezes acabavam com uma penca de crianças sem ao menos poder mantê-las. Nós temos controle sobre nossa fertilidade e devemos exercê-lo.

ÉPOCA - Não é muito egoísta a decisão de não ter filhos?
Steinberg - É. Mas as pessoas têm filhos por razões bastante egoístas: por prazer, para cuidar delas na velhice, para ter alguém para amar e amá-las de volta, para viver coisas que não puderam viver quando eram crianças, para exercer poder sobre alguém, dar continuidade ao nome da família. O que é mais egoísta que fazer um minieu? É vaidade.

ÉPOCA - Qual porcentagem da população tem filhos por motivos que o senhor considera corretos?
Steinberg - A maioria das pessoas tem filhos sem motivo, sem pensar. A resposta que sempre ouço é que aconteceu sem planejamento. Acho irresponsável, tolo e egoísta. Crianças são muito preciosas para vir ao mundo por acidente.

ÉPOCA - O senhor acha que as pessoas que optam por ter filhos devem ser questionadas, assim como ocorre com aquelas que escolhem não procriar?
Steinberg - É claro! A situação hoje é muito unilateral. Os casais que optam por não ter filhos precisam se justificar o tempo todo, para a família, para os amigos e até para estranhos. Enquanto isso, lemos nos jornais todos os dias sobre pessoas que nunca deveriam ter procriado. Vemos crianças abandonadas, negligenciadas, que sofrem abuso, pais que largam a família e não pagam pensão nem querem ver o filho.

ÉPOCA - Por outro lado, a maternidade e a paternidade não são dons naturais, intrínsecos ao ser humano?
Steinberg - De modo algum. Ser boa mãe ou bom pai requer muito conhecimento, dom, habilidade, paciência, energia e tempo. Se você não tem isso, quais são suas chances reais de sucesso? Parece-me que as pessoas gastam mais tempo pensando que sapato comprar que em se querem ou não ter filhos. É uma vergonha.

ÉPOCA - Ter filhos não pode ser uma forma de dividir as coisas boas que um casal construiu?
Steinberg - Pode, mas em muitos casos é uma desculpa para o fracasso pessoal. Muita gente abandona as aspirações de carreira ou de hobby porque tem de sustentar os filhos. Depois, cobra isso da criança, busca realização por meio dela. É muito cruel exigir que o filho tome conta dos negócios da família. Talvez ele não tenha nem interesse nem competência. No fim, é uma pena para todos.

ÉPOCA - Qual é o impacto de filhos na vida de um casal?
Steinberg - Uma tremenda perda de liberdade. Não se pode mais fazer o que se quer, quando se quer. A espontaneidade morre. Perdem-se tempo, energia, dinheiro. Custa cerca de US$ 200 mil criar alguém do nascimento aos 18 anos. Sem faculdade. Muitas vezes um casal rompe por problemas financeiros. Portanto, se você não tem uma situação confortável e resolve ter filhos, está procurando encrenca. Sem falar no fato de os pais discordarem sobre como cuidar dos filhos. Não tê-los dá ao casal menos motivos para conflitos.

ÉPOCA - Mas então não seria melhor rever a forma como se educam os filhos em vez de resolver não tê-los?
Steinberg - Há um problema no modelo adotado pela classe média. Antes os pais ditavam as regras, mas a mesa virou e agora são as crianças que mandam nos pais. Elas fazem o que querem em locais públicos e os pais se omitem, numa situação desagradável para os outros.

ÉPOCA - Filho ajuda o casamento?
Steinberg - Os padres dizem que filhos são uma ponte entre marido e mulher. Na verdade, eles são um abismo. O marido passa para segundo plano, sente-se preterido e acaba buscando outra mulher. Tive acesso a vários estudos que mostram que relacionamentos sem filhos são mais sólidos e duram mais. O romance morre quando as crianças nascem.

ÉPOCA - O senhor também defende aquela tese aparentemente fajuta de que não ter filhos é uma decisão ecologicamente correta?
Steinberg - Não tem nada de fajuto nessa teoria. A quantidade de terra arável, de água potável e de espaço habitável está limitada no planeta. As pessoas estão sendo forçadas a viver confinadas ou em locais inundáveis ou secos. Não há pasto. A maioria da população está em centros urbanos, e isso cria vários problemas. Não se produz nada na cidade, tudo tem de vir de fora. Aí há trânsito. Além disso, existe uma questão psicológica: quanto mais gente viver em áreas superpopulosas, maior serão a agressividade e a violência. Estamos sob tremenda pressão.

ÉPOCA - A tecnologia e o urbanismo não poderão solucionar esses problemas?
Steinberg - Não há tecnologia que resolva isso. Hoje levamos uma hora para chegar ao mesmo lugar a que antes chegávamos em dez minutos. Daqui a 20 ou 40 anos, vamos levar três horas. É loucura, tem de haver um limite. Os animais são mais sábios. Quando ficam confinados, com pouco alimento, se reproduzem menos. Humanos não fazem isso. Metade das pessoas deste planeta está morrendo de fome ou de sede. E continuamos procriando a taxas recordes. Em apenas 40 anos, dobramos a população de 3 bilhões para 6 bilhões. Onde vamos parar? Será preciso uma terceira guerra mundial ou epidemias como a Aids para nos colocar de novo em patamares suportáveis?

ÉPOCA - O que acha do aborto?
Steinberg - Com boa contracepção, as pessoas só têm filhos se os querem e podem sustentá-los. Caso contrário, o aborto se torna uma opção. Prevenir gravidez indesejada evita abortos.

ÉPOCA - Pessoas sem filhos não evoluem menos?
Steinberg - Não, ao contrário. A maioria das pessoas sem filhos que conheço é muito ativa em sua comunidade, faz trabalho voluntário. O foco de quem tem filhos fica mais estreito: é o lar. Se determinado problema não afeta diretamente seus filhos, não se envolve.

ÉPOCA - Quem tem filhos acaba abrindo mão de algo realmente importante?
Steinberg - Sair para uma cerveja com amigos não é alta prioridade. Mas muita gente precisa parar de estudar ou encurtar os planos para trabalhar. As aspirações de carreira podem ficar limitadas. Muitas vezes quem tem filho chega tarde ao trabalho e sai cedo, passa tempo no telefone falando com as crianças ou resolvendo problemas relativos a elas. Isso pode contribuir para que seja preterido na hora de uma promoção.

ÉPOCA - Por que ainda vemos com estranheza quem opta por não ter filhos?
Steinberg - Mudanças levam tempo. A aceitação de estilos de vida alternativos demora. Há 50 anos era inconcebível viver junto sem casar. Era pecado. O mesmo valia para mães solteiras ou uniões inter-raciais. Hoje em dia casais homossexuais adotam crianças ou fazem fertilização para ter os próprios filhos. Vamos chegar a um ponto em que não procriar também será aceito. Quem, em seu juízo perfeito, insistiria que tenha filhos uma pessoa que não quer, não tem como bancar e não saberá criar adequadamente uma criança?

ÉPOCA - Como responder à clássica pergunta “Você não vai ter filhos”?
Steinberg - Alguns membros do No Kidding respondem que não podem ter filhos. Acham que a pena que isso desperta é mais suportável que a indignação. Se alguém insiste comigo, eu digo: “Então tá, você me convenceu. Vou ter dez filhos e, se não der certo, mando para sua casa para você criar”.





Os meus 25 anos…

24 10 2009

Mochilão na Europa 2009 | 01 de 2 – Cristian Stassun

Foi um dia de maio, quando saí dos 24 e cheguei para minha mãe e perguntando… É agora? É isso que é ser adulto? Ter 25 anos, terno pra sair, ter grana para pagar conta de celular, ter profissão para botar no cartão de visitas, namorada para desfilar no shopping, trabalho para não ter mais fama de estudante vadio e o prefeito da cidade saber seu nome?

Saí por aí perguntando para os amigos perdidos, para os mais velhos de corpo, para as pessoas no calçadão. Eu queria saber, se 25 anos é  esse 1/3 da vida segundo a média brasileira… ou ¼ da vida, na melhor das esperanças que a ciência nos ajude, ou a idade que nos sentimos seguros, merecedores de respeito, senhores dessa sensação rasa de estar homem feito. Por que eu não sentia nadaaaa? Meu corpo não me dizia nada? E ainda por cima, tinha que ficar me perguntando se essa sensação solteira vem quando eu tiver filhos gordinhos? Família comercial de Doriana? Apartamento 2 quartos e uma suíte? Carro de 42 mil reais?

Essa bem mal bolada crise existencial me fez comprar duas passagens, ida e volta de avião e um passe de trem para o velho mundo. Dizem que viajar acompanhado, você conhece os lugares e dá risadas. Viajar sozinho você conhece todas as outras pessoas e solta algumas lágrimas. Viajar acompanhado conhece melhor os defeitos dos outros, e sozinho, quem sabe ache alguma de suas qualidades. Afinal, é você por você. Está sozinho. Sartre dizia que “Se você sente solidão quando a sós, está em má companhia.” (risos) Bem, para quem já se perguntava “Quem são esses outros que se habitam em mim?”, eu estava cheio de companhias…

É, eu digo que senti as coisas que todos sonham. Aquela história de um belo dia entrar numa rua que nunca entrou e apenas seguir. Apenas ir. Sentir-se livre, solto. Longe. Sem pensar em trabalho, no amanhã, nas responsabilidades. Porém, eu estava num fim de mundo no interior da Grécia. Num língua que não entendia nada do que diziam, nem o que estava escrito (“tá falando grego?” Karistô). Eu me meti numa trilha de uns mosteiros nas montanhas de Meteora. Nome lindo. Mas longe e sem segurança de chegar. Até encontrei uns chilenos, que num portunhol me disseram: “Si no te importa, siga caminando”. É segui caminhando, 44 graus, 30 quilos nas costas, sem comida, no meio de uma trilha deserta, noite chegando, atrás de 2 mil anos de história esquecidos na poeira de Kalambaka. Sobrevivi com uma carona de um casal sul-africano que aceitaram minhas piadinhas da Copa do Mundo no país deles… (risos) Foi nessa parte que tudo começou…

Depois desse dia eu fui um pouco mais louco, loiro e brasileiro para todos os outros 12 países. Acompanhem os próximos passos. E a segunda parte…

Mochilão na Europa 2009 | 02 de 2 – Cristian Stassun

Perguntaram se achei a resposta dos 25 anos, e eu respondi fatos. Depois de profanar o templo de Zeus numa invasão tensa, depois tirar minha fotos proibidas da Capela Sistina, de ter dormido no chão onde pisou Sócrates e Platão e na Piazza San Marco onde Monet pintou sua famosa tela, de ter me perdido em quase todos os lugares que achei estar perto do Vale do Loire, de ter provado aquele chapeu bolchevique em Praga, rir de verdade do sorriso da Monalisa no Louvre e chorar de medo no Campo de Concentração de Auschwitz, eu comecei a encarar os fatos. Sim, depois de voar de parapente nos Alpes Suíços, correr pelas ruas de Berlin para achar os restos do muro, ver Santorini depois de um cruzeiro pelas ilhas gregas, correr pelo convés com 2 filandeses tortos pelo ouso, de ver as prostitutas na Red Ligth Street em Amsterdam, de subir na cabeça do túmulo de Marx, de escrever o nome da minha amada nas areias da Normandia, de subir os alpes bávaros com uma bike nas costas tentando me imaginar o Rei Ludovico do Castelo de Neuschwanstein, de subir no topo da torre Eiffel e fazer pipi no mausoléu de Napoleão. Depois de ganhar abrigo em Bruxellas na casa de uma desconhecida, assistir em Cortona um casamento Sob o Sol de Toscana, uma missa na Notre Dame sem achar o Corcunda, sem achar Sherlock Holmes na Baker Street, nem a Rainha, nem o Papa, eu também nem cheguei a estar perto de mim mesmo…

Fui buscar uma resposta para uma pergunta mal feita… pois perguntava se era com 25  anos que estaria homem feito, mas não me questionei do mais importante. Que importava se as pessoas me respeitavam na rua como algum senhor arrogante que respirava maturidade, se eu não sabia nem o que  fazer com o resto da minha vida.

Um mês e meio depois eu voltei, apresentei minha dissertação de mestrado, virei Mestre em Psicologia e fiquei pelo menos 4 semanas em depressão total. Contraditório, não? Eu estava mais sem rumo do que antes. 25 anos era para fechar uma etapa da vida e abrir outra. Dei com cara na porta, sem mais portas, sem chaves, sem ninguém para chamar e abrí-la por mim (knock-knock-knockin’ on heaven’s door). No final da viagem, abriu para nada, abriu para uma ferida. Profunda.

Pois estava sem mais os grandes sonhos de estudante e adolescente. Consegui meu mestrado, minha viagem para Europa, eleger meu vereador, ganhar minha tão sonhada grana. E daí?

O Lacan, sucessor de Freud, dizia… existe sempre uma falta… a escassez gera necessidade… o que faz a gente lutar e não entrar em deprê, é essa falta, essa busca no futuro. Esse futuro que nos puxa mais do que o passado empurra. Essa visão clara de um futuro promissor e com uma causa, um sentido, uma meta, um sonho!

E aí estava eu, sim, com a boca cheia de lama, com umas fotos da Europa e com mil responsabilidades para resolver… pensei na vida…

Puta, que saco, custou caro o mochilão. Mesmo dormindo na rua, pedindo carona e comendo Mac a 1 Euro, e não havia conseguido responder o que Aristóteles falava na Grécia a mais de 2 mil anos… QUAL É A VIDA QUE VALE A PENA SER VIVIDA?

Eu estava no jardim de Luxemburgo, num sábado, sentindo o cheiro das flores, olhando a torre Eiffel de longe e deliciosamente espreguiçado numa cadeira, esperando o sol se pôr. Pensando, o que farei amanhã? Castelo do Loire? Grand Place em Bruxelas? Gaudí em Barcelona? Região de Toscana na Itália? Cotê d`Azur no sul da França? E o eu mais me machucava era pensar que em Rio do Sul, eu estaria me fazendo as mesmas perguntas… Porém, o que estaria fazendo em pleno sábado? Olha, com certeza estaria vegetando na frente do PC, pensado que a noite eu ia para as mesmas festas de sempre, ver as mesmas pessoas de sempre e repetir todas as coisas de sempre. Repetir e repetir, trabalhar e trabalhar. Minha menina ainda falou – se contenha com as coisas simples da vida -, só que ficar repetindo as coisas simples da vida enchem o saaaco…

Quais as melhores respostas que encontrei sobre a pergunta de Aristóteles? Da vida que vale a pena? Bem, tem gente que compra o sonho da igreja. Casamento. Tem gente que compra o sonho da vergonha dos amigos. Um carro. Tem gente que compra o sonho do comercial da TV. Uma TV de plasma. Tem gente que vende o sonho da inveja. Vive a vida dos outros. Tem gente que vende o sonho miséria. Acumula bens e morre por anos.

Eu comprei um outro sonho. O de viver. De ser livre. De acumular lembranças. De ter sensações. E de não esperar por um casamento sonhado pela igreja, uma vida sonhada pela minha mãe, uma vida invejada pelos inimigos, e não esperar ser rico pra viajar.

Quem sabe a vida de adulto, amigos. Seja o que todos fazem mesmo. Viver esses sonhos dos outros e depois dos 25 ajuntar as trouxas (todos trouxas) e casar, ter filhos, uma casa e um cachorro linguicinha. Sei bem que o padre da São João Batista não soube explica por que em 2008, Rio do Sul teve 200 casamentos, 100 separações e 99 divórcios, nem eu saberia, quem sabe a vida me explique.

Só não tiro da cabeça que o que devemos escolher, por essa passagem curta pela terra, seja a vida que vale ser VIVIDA por você… pelos seus sonhos, pelos seus passos, seus desejos e pela parte sua ansiosa que tem sede de conquistar! Se Shakespeare diria “Coma, beba e divirta-te, você morrerá amanhã!” Eu diria “Corra, viaje e ria-te, você viverá o hoje!”… Agora…

Quem sabe haja alguém aí no blog pra me dar uns conselhos. Alguém que viveu mais que eu e diga… qual das suas vidas valeu a pena ser vivida, sem medida, sem saída… agora.





Filmes Biográficos

22 10 2009

As artes plásticas, pintura e escultura, nos renderam artistas extravagantes e perturbados e um punhado de bons filmes biográficos.
Aqui está uma lista com 10 deles:
1. Camille Claudel (em Paris de 1885, a jovem escultora torna-se aprendiz e amante do grande Rodin, o que a torna mal vista pela sociedade. rompe com o escultor e entra numa espiral de loucura. grandes interpretações de Isabelle Adjani e Gerard Depardieu)
2. A Moça do Brinco de Pérola (na Holanda do século, uma jovem camponesa vai trabalhar na casa do grande pintor expressionista Johannes Vermeer, e acaba tornando-se sua modelo para seu quadro mais famoso. linda fotografia, linda Scarlett Johansson)
3. Basquiat (o jovem artista negro Jean Michel Basquiat vive na mendicância pelas ruas de Nova York, até ser descoberto por Andy Warhol – vivido por David Bowie – e virar uma estrela no mundo das artes. mas o sucesso não é tão fácil de lidar)
4. Pollock (Ed Harris está fenomenal na pele de Jackson Pollock, o primeiro grande artista plástico norte-americano, que de querido da imprensa cai em depressão e num comportamento auto-destrutivo)
5. Caravaggio (lindo exercício estético de Derek Jarman, nesta biografia de um dos maiores pintores do renascimento. sua sexualidade, sua relação com o poder e com seus modelos são suplantados pela beleza estética do filme, que remete às cores e texturas de suas obras)
6. Os Amores de Picasso (aos 60 anos, o artista no auge de sua carreira convida uma jovem de 23 para morar com ele. vivem 10 anos juntos, têm 2 filhos, mas a infidelidade explícita dele acaba por destruir a relação. Anthony Hopkins, ótimo como sempre é Pablo Picasso)
7. Agonia e Êxtase (biografia de Michelângelo, dirigida por Carol Reed em 65. apesar de esquemático e da canastrice de Charlton Heston, mostra bem as divergências entre o artista e o papa Julio II durante a longa construção da capela Sistina)
8. Van Gogh (dentre as biografias do mestre impressionista, esta versão de Maurice Pialat é a melhor. o filme mostra os últimos 67 dias de vida do mestre. em 1890 muda-se para os arredores de Paris para tratar-se, mas acaba se matando)
9. Frida (não foi por acaso que a mexicana Frida Kahlo tornou-se um mito. além de sua arte genial, seus relacionamentos amorosos, com homens e mulheres, entre eles o pintor Diego Rivera e Leon Trotski, sua personalidade forte e sua saúde sempre debilitada, pela polio na infância e por um grave acidente aos 20. o grande papel de Salma Hayek)
10. Moulin Rouge (dirigido por John Huston em 1952, este filme conta a história do pintor Henri de Toulouse-Lautrec, filho de família rica, mas pequenino e com os pés defeituosos, era presença constante no famoso cabaret, onde desenhava as dançarinas, que tornaram-se o grande tema de sua obra. ótima interpretação de Jose Ferrer)
Filmes de biografia: http://www.cinemenu.com.br/filmes/genero/biografia

A

B

C

D

E

F

F (continuação)

G

H

I

J

K

L

M

M (continuação)

N

O

P

Q

R

S

T

U

V

W

Y

Z





Depressão – conflitos entre psiquiatras e psicólogos

18 10 2009

Não é de hoje que as ciências da mente são uma área turbulenta: psiquiatras, psicólogos, psicanalistas e suas subdivisões sempre se digladiaram no campo teórico e clínico. Houve ciclos de calmaria em algumas décadas, mas o debate sobre o entendimento de uma condição tão antiga quanto a humanidade –a depressão– parece estar levando essas classes de profissionais a um novo pico de agressividade agora.
Dentro de dois anos, o comitê redator da chamada “bíblia” da psiquiatria, o DSM (Manual de Diagnósticos e Estatísticas), deve completar a quinta edição da obra. Pressões para que a depressão receba um tratamento diferente no texto partem de todo canto. O DSM, produzido pela Associação Americana de Psiquiatria, é a baliza de referência dos planos de saúde privados em vários outros países para decidir o que pagar ao paciente deprimido: drogas ou psicoterapia.

Psicólogos clínicos, sobretudo, têm feito um ataque sistemático ao uso de antidepressivos no tratamento a essa condição, e sua posição está agora resumida em livros de dois pesquisadores britânicos.  (continua)


Placebo turbinado

Irving Kirsch, da Universidade de Hull, acaba de lançar “The Emperor’s New Drugs” (As Novas Drogas do Imperador), relato no qual descreve como descobriu aquilo que chama de “mito dos antidepressivos”. Declarando-se ex-apóstolo desses medicamentos psiquiátricos, Kirsch conta como foi o processo de pesquisa para a produção de uma análise que desmontou a estatística dos testes clínicos que validaram os remédios da mesma classe do popular Prozac.

A polêmica toda começou em 1998, quando o psicólogo publicou o primeiro resultado de seu trabalho, mostrando que a eficácia dessas drogas –os chamados inibidores de recaptação de serotonina- era toda ou quase toda atribuível ao infame efeito placebo.

Esse é o termo que clínicos usam para definir quando um paciente melhora não porque o remédio foi eficaz, mas porque a crença na cura produziu alguma transformação mental e orgânica que a realizou. Testes clínicos em geral têm um controle para não se deixarem enganar pelo efeito placebo, mas Kirsch mostrou que a adoção de placebos 100% inertes, sem efeito colateral nenhum, sabotou a lógica das pesquisas.

Os pacientes voluntários conseguiam descobrir se estavam tomando drogas ou pílulas de farinha, e os resultados dos testes acabavam distorcidos. “Em vez de comparar placebos normais com drogas, estávamos comparando placebos “turbinados” com placebos normais”, escreve o psicólogo.

Nenhum médico questiona hoje a existência do efeito placebo, mas psiquiatras e a indústria farmacêutica negam que este seja o caso dos antidepressivos. Os primeiros ataques de Kirsch a esses medicamentos precipitaram uma enxurrada de artigos em revistas de psiquiatria, com médicos questionando as “metanálises”, o método que o pesquisador usou para tirar suas conclusões. A técnica consiste em fazer ajustes estatísticos para poder juntar os resultados de vários testes clínicos diferentes em um único estudo.

A passagem de dez anos, porém, mostrou que o método é seguro, diz Kirsch. “Metanálises são apresentadas regularmente hoje nas principais revistas médicas do mundo”, diz, lembrando que a interpretação estatística dos placebos não era o único problema dos testes.

“Segredinho sujo”

Kirsch provocou um verdadeiro rebuliço na comunidade científica quando descobriu que os resultados de muitos testes do Prozac e de drogas similares não haviam sido divulgados ao público. Esses ensaios clínicos –o “segredinho sujo” dos laboratórios farmacêuticos, segundo o psicólogo– eram aqueles em que as drogas não haviam mostrado eficácia.

O trabalho de Kirsch serviu para suscitar um grande debate sobre o sistema de publicação de pesquisas médicas, mas não convenceu a todos que os antidepressivos sejam meros placebos. Muitos psiquiatras consideram o estudo de Kirsch um ataque corporativo dos psicólogos, que devolvem a acusação.

Em janeiro deste ano, o “British Journal of Psychiatry” publicou um editorial afirmando que uma possível falha dos testes clínicos se deveria ao fato de que os antidepressivos estavam sendo prescritos para muitos pacientes que não estavam realmente deprimidos. A fronteira que separa a depressão clínica de uma tristeza normal, porém tem mesmo de ser arbitrária, e já tem havido algum debate sobre como delimitá-la.

“A diferença entre dar a uma pessoa que não está deprimida um antidepressivo ou placebo não pode mesmo ser grande”, diz o psiquiatra (e psicanalista) Marco Antônio Alves Brasil, da UFRJ, integrante do conselho consultivo da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Para os quadros de depressão leve, ainda não existe uma comprovação de que os antidepressivos seja superiores à psicoterapia.”

O debate sobre como diferenciar a depressão “patológica” de uma reação normal de tristeza, diz Alves Brasil, pode levar a uma revisão desse ponto no DSM e na ICD (Classificação Internacional de Doenças), produzida pela Organização Mundial da Saúde. A ICD, a referência usada por médicos dos sistemas de saúde pública brasileiros, também deve ser reeditada em 2011.

Para alguns psiquiatras, é preciso limitar a depressão patológica apenas aos casos em que a melancolia é anormal. “Se você está profundamente triste e não há uma razão para isso, você está doente”, diz Alves Brasil. Muitos psicólogos, porém, questionam a existência da depressão orgânica e, junto com ela todas as estatísticas de prevalência.

RAFAEL GARCIA – na Folha de S.Paulo





Livros para filmes – Brasileiros

13 10 2009
A HORA DA ESTRELA A HORA DA ESTRELA R$17,00 Maracabéa, nordestina jovem e desajeitada, vai viver em São Paulo, onde consegue emprego como datilógrafa. Sua rotina se divide entre o trabalho, a amizade com uma colega e o relacionamento com um desengonçado conterrâneo. Compre Agora
A VIDA DOS CAPITÃES DE AREIA A VIDA DOS CAPITÃES DE AREIA R$18,50 Capitães de Areia é uma adaptação da obra do escritor brasileiro de maior projeção nternacional. Jorge Amado. Retrata a vida dos garotos do sul da Bahia. É a visão realista de um escritor baiano que consegue temperar todas as suas obras com ingredientes exclusivos e dignos de um gênio. Compre Agora
AS MENINAS AS MENINAS R$16,50 São Paulo, 1971 uma época de guerrilhas urbanas e repressão política, três jovens universitárias que moram num pensionato de freiras, juntas, essas meninas viverão um turbilhão de emoções que marcou uma época de mudanças. Compre Agora
CAPITU (DOM CASMURRO) CAPITU (DOM CASMURRO) R$17,00 No final do século, Bentinho e Capitu namoram desde crianças. O seminário é uma ameaça, mas o casamento afinal se realiza. Aos poucos, porém, Bentinho começa a duvidar da fidelidade de Capitu. Adaptação do clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis. Compre Agora
FELIZ ANO VELHO FELIZ ANO VELHO R$16,00 Baseado no livro do escritor Marcelo Rubens Paiva, que por sinal é baseado em uma história real, “Feliz Ano Velho” conta a história de Mário (Marcos Breda), um jovem estudante que dá adeus à sua adolescência ao mergulhar e bater a cabeça em uma pedra no fundo de um lago. Em crise, o que parecia difícil fica pior e o rapaz, diante do que parecia o fim, começa a reviver e resgatar momentos importantes de seu passado, até descobrir uma nova força em sua vida. Compre Agora
INOCÊNCIA INOCÊNCIA R$18,90 No Brasil imperial, um médico itinerante (Édson Celulari) em suas andanças conhece uma moça acometida de malária (Fernanda Torres) por quem se apaixona, sendo correspondido. Entretanto, o pai da jovem a prometeu para um rico fazendeiro da região e não admite ter sua vontade contestada. Compre Agora
IRACEMA, A VIRGEM DOS LÁBIOS DE MEL IRACEMA, A VIRGEM DOS LÁBIOS DE MEL R$16,90 Numa expedição vinda da Paraíba, Martim chega à povoação Pitiguara aonde torna-se amigo do chefe selvagem Poty. Ao sair para uma caçada e perder-se no mato, conhece Iracema, bela índia tabajara que à primeira vista o ataca…. Compre Agora
JUBIABÁ JUBIABÁ R$16,50 Órfão negro ganha proteção de comendador e vai morar na casa dele. Mais velho, o rapaz se apaixona pela filha de seu protetor e é expulso de casa, tornando-se famoso entre os malandros do cais. Mas o coração de Jubiabá continua batendo pela loura Lindinalva. Da obra de Jorge Amado. Compre Agora
LUCÍOLA,  O ANJO PECADOR LUCÍOLA, O ANJO PECADOR R$17,00 Logo após ter chegado ao RJ, procedente de Olinda, Paulo fora convidado por um amigo, o sr. Sá, a acompanhá-lo à Festa da Glória, quando lhe atraíra a atenção uma jovem e bela mulher. Lúcia era, assim, uma mundana de rara beleza e suave aspecto, que faziam parecer uma jovem inocente… Compre Agora
MACUNAÍMA MACUNAÍMA R$16,90 Numa narrativa fantástica e picaresca, Mário de Andrade reelabora literariamente temas de mitologia indígena e visões folclóricas da Amazônia e do resto do país, fundando uma nova linguagem literária, saborosamente brasileira. Compre Agora
MEMÓRIAS DO CÁRCERE MEMÓRIAS DO CÁRCERE R$18,00 Nos anos 30, o escritor Graciliano Ramos, acusado de colaborar com subversivos, é tirado de Alagoas e levado ao presídio de Ilha Grande, no Rio, onde convive com os mais diversos personagens da marginalizada população brasileira, de ladrões de galinhas a homossexuais e assaltantes. Baseado em relato autobiográfico. Compre Agora
MENINO DE ENGENHO MENINO DE ENGENHO R$16,90 Essa é a história de Carlinhos, um menino que é enviado ao Engenho Santa Rosa para ser criado por parentes, após a violenta morte de sua mãe. Sua adaptação à nova vida é marcada pela morte e pela partida das pessoas queridas… Compre Agora
MESTRES DA LITERATURA MESTRES DA LITERATURA R$18,00 Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Lima Barreto e Pablo Neruda fazem parte desse dvd em mini documentários exibidos pela tv e mostra a biografia, o histórico, o estilo e as peculiaridades de cada um. Os verdadeiros mestres da literatura em cenas e depoimentos inéditos. Compre Agora
MEU PÉ DE LARANJA LIMA MEU PÉ DE LARANJA LIMA R$18,90 Zezé é um menino pobre de seis anos, inteligente, sensível e carente. Carente de um afeto que não encontra na família – ninguém tem muita paciência com ele. O endiabrado garotinho sai pelas ruas fazendo mil travessuras. Aprende tudo sozinho, é o “descobridor das coisas”…. Compre Agora
MORTE E VIDA SEVERINA MORTE E VIDA SEVERINA R$16,90 Morte e vida severina, escrito por João Cabral de Melo Neto, é um drama, podendo ser considerado um auto por seu caráter religioso, tanto que o subtítulo da obra é “auto de natal pernambucano”, apresentando também caráter regionalista. Escrito em versos curtos, o poema mantém ritmo rápido e agradável sem perder a musicalidade… Compre Agora
NOITES DO SERTÃO NOITES DO SERTÃO R$16,00 Baseado no livro “Noites do Sertão”, de Guimarães Rosa, o filme foi rodado no sertão mineiro, sendo ambientando nos anos 40 e 50. A história gira em torno de um fazendeiro que manda buscar a nora, que está separada do marido. A chegada da jovem na fazenda muda a rotina do local, desencadeando uma série de acontecimentos e envolvimentos afetivos que pontuam a trama. Compre Agora
O CORTIÇO O CORTIÇO R$16,90 João Romão, português, bronco e ambicioso, juntando dinheiro a poder de penosos sacrifícios, compra pequeno estabelecimento comercial no subúrbio da cidade (Rio de Janeiro). Ao lado morava uma preta, escrava fugida, trabalhadeira, que possuía uma quitanda e umas economias…. Compre Agora
O GRANDE MENTECAPTO O GRANDE MENTECAPTO R$17,00 Viramundo vive uma seqüência de peripécias acontecidas no Estado de Minas Gerais, contracenando com personagens dos mais variados matizes e comportando-se sempre como o bem-intencionado, o puro, o ingênuo submetido às artimanhas e maldades de um mundo que ainda não está de todo resolvido. Andarilho, louco, despossuído, vagabundo, idealista. Marginal em uma sociedade que não entende e em que não se enquadra, instaura um sentimento de ternura e de pena por todos aqueles que, em sua simplicidade, sofrem o descaso, a ironia, a opressão e a prepotência… Compre Agora
O PRIMO BASILIO O PRIMO BASILIO R$18,90 Basilio, filho abastado de João de Brito, acaba de chegar de Inglaterra. Ele só tem olhos para Luisa, a sua bela e doce prima que parece exalar um ardor juvenil extremamente delicado. Durante um romântico passeio de barco, Basilio conquista a jovem e surge o primeiro beijo… Compre Agora
O SEMINARISTA O SEMINARISTA R$16,90 Em O seminarista, Bernardo Guimarães faz um típico romance de tese, querendo provar o equívoco do celibato religioso, que deforma o homem, e do autoritarismo familiar, que não permite ao jovem seu próprio caminho na vida. Compre Agora




Melhores adaptações de livros para filmes

13 10 2009

Todos os Créditos para: Lendo.org | Livros, literatura e resenhas

1. A Bela da Tarde (da obra do francês Joseph Kessel)

A bela da tarde

2. A Corrente do Bem (baseado na obra de Catherine Ryan Hyde)

A corrente do bem

3. A Dama das Camélias (da obra de Alexandre Dumas Filho)

A Dama das Camélias

4. A Flor do meu Segredo (de Pedro Almodóvar)

A flor do meu segredo

5. A Gaiola das Loucas (da peça de Jean Poiret)

A Gaiola das loucas

6. A Rainha Margot (inspirado na obra de Alexandre Dumas)

A rainha Margot

7. A Revolução dos Bichos (baseado na obra de George Orwell)

A Revolução dos Bichos

8. Adeus às Armas (da obra clássica de Ernest Hemingway)

Adeus às Armas

9. Agonia e Êxtase (da obra de Irving Stone)

Agonia e Êxtase

10. Amor & Cia (do livro de Eça de Queirós, Alves e Cia.)

Amor & Cia

11. Bonequinha de Luxo (do conto de Truman Capote)

Bonequinha de Luxo

12. Crime e Castigo (da obra de Féodor Dostoiévski)

Crime e Castigo

13. De Salto Alto (por Pedro Almodóvar)

De Salto Alto

14. Em Nome de Deus (da romance homônimo de Marion Meade)

Em Nome de Deus

15. Excalibur (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)

Excalibur

16. Fausto (adaptação da obra de Göethe)

Fausto

17. Fernão Capelo Gaivota (baseado no best-seller de Richard Bach)

Fernão Capelo Gaivota

18. Germinal (da obra de Emile Zola)

Germinal

19. Hamlet (da peça de William Shakespeare)

Hamlet

20. Henrique V (baseado na peça de William Shakespeare; inspirada na vida do rei inglês)

Henrique V

21. Horizonte Perdido (da obra de James Hilton)

Horizonte Perdido

22. Júlio César (a produção aclamada de William Shakespeare)

Júlio César

23. Macbeth (baseado na peça de William Shakespeare)

Macbeth

24. Madame Bovary (da obra de Gustave Flaubert)

Madame Bovary

25. Meninos do Brasil (inspirado no romance homônimo de Ira Levin)

Meninos do Brasil

26. Nina (versão brasileira da obra “Crime e Castigo” de Dostoiévski)

Nina

27. O Caçador de Pipas (do best seller de Khaled Hosseini)

O Caçador de Pipas

28. O Carteiro e o Poeta (do livro homônimo de Antonio Skármeta)

O Carteiro e o Poeta

29. O Código da Vinci (do best seller de Dan Brown)

O Código da Vinci

30. O Corcunda de Notre Dame (inspirado na obra “Notre Dame em Paris”, de Victor Hugo)

O Corcunda de Notre Dame

31. O Crime do Padre Amaro (da obra homônima de Eça de Queirós)

O Crime do Padre Amaro

32. O Diário de Anne Frank (por ela mesma. Relatos dramáticos da II Guerra Mundial)

O Diário de Anne Frank

33. O Ditador (baseado no romance “A Festa do Bode”, de Mário Vargas Llosa)

O Ditador

34. O Idiota (baseado no conto de Dostoiévski)

O Idiota

35. O Iluminado (baseado na obra de Sthepen King)

O Iluminado

36. O Inferno de Dante

O Inferno de Dante

Nota: Segundo os comentários do André Alexandre e da Sônia, logo abaixo, a única alusão à obra de Dante está no título. O roteiro não tem nada a ver com a Divina Comédia.

37. O Médico e o Monstro (da obra de Robert Louis Stevenson)

O Médico e o Monstro

38. O Nome da Rosa (baseado na obra de Umberto Eco)

O Nome da Rosa

39. O Pequeno Príncipe (inspirado no livro de Saint Exuperry)

O Pequeno Príncipe

40. O Primo Basílio (da obra de Eça de Queirós)

O Primo Basílio

41. O Velho e o Mar (do livro homônimo de Ernest Hemingway)

O Velho e o Mar

42. Oliver Twist (baseado no livro homônimo de Charles Dickens)

Oliver Twist

43. Os Cavaleiros da Távola Redonda (baseado no livro “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Thomas Malory)

Os Cavaleiros da Távola Redonda

44. Os Miseráveis (do livro de Victor Hugo)

Os Miseráveis

45. Os Três Mosqueteiros (do clássico de Alexandre Dumas)

Os Três Mosqueteiros

46. Papillon (da obra de Henri Charriere)

Papillon

47. Robinson Crusoé (da obra de Daniel Defoe)

Robinson Crusoé

48. Romeu e Julieta (adaptação da peça de Willian Shakespeare)

Romeu e Julieta

49. Shakespeare Apaixonado (baseado no clássico “Romeu e Julieta”)

Shakespeare Apaixonado

Nota: Segundo o comentário do André Alexandre, logo abaixo, há referências à obra de Shakespeare, mas o roteiro é original.

50. Sonhos (baseado no livro de Akira Kurosawa)

Sonhos

Nota: o leitor André Alexandre acredita “que o roteiro é baseado em um argumento dele [Akira Kurosawa], inspirado em seus próprios sonhos.”

51. Tempo de Despertar (baseado no livro autobiográfico de Oliver Sacks)

Tempo de Despertar

Nota: o leitor André Alexandre diz que “na verdade é baseado em um livro de relatos de pacientes do Dr. Sacks, vítimas de uma letargia encefálica e como eles retornaram desse sono.”

52. Tristão e Isolda (da obra de Joseph Bédier)

Tristão e Isolda





11 10 2009

por que andou no vale do rio da morte…
e nada te atingiu tanto quanto vc mesmo…

eu





4 10 2009

Levei trinta dias e trinta esmeraldas para chegar no coração de marcela.

Marcela me amou durante quinze meses e onze contos de réis.

Machado de Assis